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0001958-21.2023.8.27.2707

Apelação CívelTarifasBancáriosContratos de ConsumoDIREITO DO CONSUMIDOR
TJTO2° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
05/03/2026
Valor da Causa
R$ 11.612,08
Orgao julgador
GAB. DA DESA. ANGELA PRUDENTE
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes

PETIÇÃO PROTOCOLADA JUNTADA - Refer. ao Evento: 15

07/05/2026, 14:39

Publicado no DJEN - no dia 28/04/2026 - Refer. aos Eventos: 14, 15

28/04/2026, 02:31

Disponibilizado no DJEN - no dia 27/04/2026 - Refer. aos Eventos: 14, 15

27/04/2026, 02:01

Publicacao/Comunicacao Intimação Acórdão - <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> <div></div> </header> <section><b>Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel N&ordm; 0001958-21.2023.8.27.2707/TOPROCESSO ORIGIN&Aacute;RIO: N&ordm; 0001958-21.2023.8.27.2707/TO</b></section> <section><b><table><tr><td>RELATORA</td><td>: Desembargadora ANGELA MARIA RIBEIRO PRUDENTE</td></tr><tr><td>APELANTE</td><td>: ANTONIO RUBERTO DE OLIVEIRA (AUTOR)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: JOCIMARA SANDRA SOUSA MORAES (OAB TO010143A)</td></tr><tr><td>APELANTE</td><td>: BANCO BRADESCO S.A. (R&Eacute;U)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: ROSALIA MARIA VIDAL MARTINS (OAB TO05200A)</td></tr></table></b></section> <section> <p><em><strong>EMENTA</strong></em>: DIREITO DO CONSUMIDOR. APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. DESCONTOS DE TARIFAS BANC&Aacute;RIAS EM CONTA DESTINADA AO RECEBIMENTO DE BENEF&Iacute;CIO PREVIDENCI&Aacute;RIO. AUS&Ecirc;NCIA DE PROVA DE CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA INSTITUI&Ccedil;&Atilde;O FINANCEIRA. RESTITUI&Ccedil;&Atilde;O EM DOBRO. DANO MORAL CONFIGURADO. RECURSO DO BANCO DESPROVIDO. RECURSO DO CONSUMIDOR PARCIALMENTE PROVIDO.</p> <p><strong>I. CASO EM EXAME</strong></p> <p>1. Apela&ccedil;&otilde;es c&iacute;veis interpostas contra senten&ccedil;a que, em a&ccedil;&atilde;o declarat&oacute;ria de inexist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica cumulada com repeti&ccedil;&atilde;o de ind&eacute;bito e indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais, julgou parcialmente procedentes os pedidos para declarar inexistente a rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica referente &agrave; cobran&ccedil;a de tarifas banc&aacute;rias denominadas &ldquo;Cesta B Expresso 2&rdquo;, determinar a restitui&ccedil;&atilde;o em dobro dos valores indevidamente descontados e rejeitar o pedido de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais.</p> <p>2. O autor, aposentado que recebe benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio em conta mantida junto &agrave; institui&ccedil;&atilde;o financeira, sustenta que jamais contratou pacote de servi&ccedil;os banc&aacute;rios e que os descontos foram realizados indevidamente em seu benef&iacute;cio. A institui&ccedil;&atilde;o financeira, por sua vez, defende a legalidade das cobran&ccedil;as, sob o argumento de que a conta era utilizada como conta corrente comum, com utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os tarif&aacute;veis.</p> <p><strong>II. QUEST&Atilde;O EM DISCUSS&Atilde;O</strong></p> <p>3. H&aacute; duas quest&otilde;es em discuss&atilde;o: (i) definir se s&atilde;o leg&iacute;timas as cobran&ccedil;as de tarifas banc&aacute;rias realizadas em conta destinada ao recebimento de benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio, diante da aus&ecirc;ncia de comprova&ccedil;&atilde;o da contrata&ccedil;&atilde;o do pacote de servi&ccedil;os; e (ii) estabelecer se os descontos indevidos efetuados em benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio configuram dano moral indeniz&aacute;vel.</p> <p><strong>III. RAZ&Otilde;ES DE DECIDIR</strong></p> <p>4. A rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica estabelecida entre correntista e institui&ccedil;&atilde;o financeira &eacute; de consumo, incidindo as normas do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor (Lei n&ordm; 8.078/1990), conforme entendimento consolidado na S&uacute;mula n&ordm; 297 do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, sendo objetiva a responsabilidade do fornecedor pelos danos decorrentes da falha na presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o.</p> <p>5. Em demandas nas quais o consumidor afirma n&atilde;o ter contratado determinado servi&ccedil;o, configura-se alega&ccedil;&atilde;o de fato negativo, incumbindo &agrave; institui&ccedil;&atilde;o financeira comprovar a regularidade da contrata&ccedil;&atilde;o, nos termos do art. 373, II, do C&oacute;digo de Processo Civil.</p> <p>6. A aus&ecirc;ncia de apresenta&ccedil;&atilde;o de instrumento contratual ou qualquer prova da anu&ecirc;ncia do consumidor evidencia falha na presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, tornando indevidas as cobran&ccedil;as de tarifas realizadas na conta banc&aacute;ria do autor.</p> <p>7. Demonstrado o desconto indevido e inexistindo engano justific&aacute;vel por parte da institui&ccedil;&atilde;o financeira, imp&otilde;e-se a restitui&ccedil;&atilde;o em dobro dos valores pagos, conforme disposto no art. 42, par&aacute;grafo &uacute;nico, do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, entendimento consolidado pela jurisprud&ecirc;ncia do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a.</p> <p>8. A realiza&ccedil;&atilde;o de descontos n&atilde;o autorizados em benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio, verba de natureza alimentar, ultrapassa o mero aborrecimento e configura dano moral <strong>in re ipsa</strong>, sobretudo quando atinge pessoa idosa e hipervulner&aacute;vel, dispensando prova espec&iacute;fica do preju&iacute;zo extrapatrimonial.</p> <p>9. Consideradas as circunst&acirc;ncias do caso concreto, a extens&atilde;o do dano e os princ&iacute;pios da razoabilidade e proporcionalidade, revela-se adequada a fixa&ccedil;&atilde;o da indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais).</p> <p><strong>IV. DISPOSITIVO E TESE</strong></p> <p>10. Recurso da institui&ccedil;&atilde;o financeira conhecido e desprovido. Recurso do autor conhecido e parcialmente provido para condenar a institui&ccedil;&atilde;o financeira ao pagamento de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), mantidos os demais termos da senten&ccedil;a.</p> <p><strong>Tese de julgamento</strong>:</p> <p>1. A aus&ecirc;ncia de prova da contrata&ccedil;&atilde;o de pacote de servi&ccedil;os banc&aacute;rios pela institui&ccedil;&atilde;o financeira, especialmente quando alegada pelo consumidor a inexist&ecirc;ncia de anu&ecirc;ncia, caracteriza falha na presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o e torna indevidas as tarifas descontadas da conta banc&aacute;ria, cabendo &agrave; institui&ccedil;&atilde;o comprovar a regularidade da rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica, nos termos do art. 373, II, do C&oacute;digo de Processo Civil.</p> <p>2. Configurada a cobran&ccedil;a indevida e o efetivo pagamento pelo consumidor, sem demonstra&ccedil;&atilde;o de engano justific&aacute;vel pelo fornecedor, &eacute; devida a restitui&ccedil;&atilde;o em dobro dos valores indevidamente descontados, nos termos do art. 42, par&aacute;grafo &uacute;nico, do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, em conson&acirc;ncia com a jurisprud&ecirc;ncia consolidada do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a.</p> <p>3. A realiza&ccedil;&atilde;o de descontos n&atilde;o autorizados diretamente em benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio, verba de natureza alimentar, especialmente quando suportados por pessoa idosa e em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade, configura dano moral <em>in re ipsa</em>, sendo suficiente a demonstra&ccedil;&atilde;o do ato il&iacute;cito para justificar a repara&ccedil;&atilde;o extrapatrimonial, observados os crit&eacute;rios de razoabilidade e proporcionalidade na fixa&ccedil;&atilde;o do quantum indenizat&oacute;rio.</p> <p><em>Dispositivos relevantes citados</em>: CF/1988, art. 5&ordm;, X; CDC, arts. 6&ordm;, VI, 14 e 42, par&aacute;grafo &uacute;nico; CC, arts. 186, 389, par&aacute;grafo &uacute;nico, 398, 406, &sect; 1&ordm;, 927 e 944; CPC, arts. 373, II, e 85, &sect; 11.</p> <p><em>Jurisprud&ecirc;ncia relevante citada no voto</em>: STJ, S&uacute;mula n&ordm; 297; STJ, EAREsp 600.663/RS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, Rel. p/ Ac&oacute;rd&atilde;o Min. Herman Benjamin, Corte Especial, j. 21.10.2020, DJe 30.03.2021; STJ, AgInt nos EDcl nos EAREsp 656.932/RS, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Corte Especial, j. 08.09.2021, DJe 10.09.2021; TJTO, Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel 0000478-19.2021.8.27.2726, Rel. Des. Adolfo Amaro Mendes, j. 23.02.2022; TJTO, Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel 0000646-16.2023.8.27.2705, Rel. Des. Angela Issa Haonat, j. 18.06.2025; TJTO, Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel 0001073-37.2024.8.27.2718, Rel. Des. Jo&atilde;o Rodrigues Filho, j. 17.09.2025.</p> <p><em>Ementa redigida de conformidade com a Recomenda&ccedil;&atilde;o CNJ 154/2024, com apoio de IA, e programada para n&atilde;o fazer buscas na internet.</em></p></section> <section> <p align="center">AC&Oacute;RD&Atilde;O</p> </section> <section> <p>A 1&ordf; Turma da 1&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel do Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado do Tocantins decidiu, por unanimidade, NEGAR PROVIMENTO ao apelo do Banco Bradesco e DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso da parte autora para condenar o Banco requerido ao pagamento de indeniza&ccedil;&atilde;o a t&iacute;tulo de danos morais no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), que dever&aacute; ser corrigido monetariamente pelo &iacute;ndice IPCA/IBGE (art. 389, par&aacute;grafo &uacute;nico do CC) e acrescido de juros de mora calculado pela taxa SELIC, deduzido o &iacute;ndice de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria (art. 406, &sect; 1&ordm; do CC), ambos contados desde o evento danoso (art. 398 do CC e S&uacute;mula 54 do STJ). Com a reforma da senten&ccedil;a, redistribuir o &ocirc;nus da sucumb&ecirc;ncia para que seja suportado integralmente pela parte requerida. Com suped&acirc;neo no art. 85, &sect;11, do CPC, sobrelevo a verba honor&aacute;ria sucumbencial em desfavor da parte requerida para R$ 1.200,00, nos termos do voto da Relatora.</p> <p>Votaram acompanhando a Relatora a Desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe e a Ju&iacute;za Odete Batista Dias Almeida.</p> <p>Representando o Minist&eacute;rio, a Procuradora de Justi&ccedil;a Jacqueline Borges Silva Tomaz.</p></section> <section> <p>Palmas, 15 de abril de 2026.</p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

27/04/2026, 00:00

Confirmada a intimação eletrônica - Refer. ao Evento: 14

24/04/2026, 20:38

PETIÇÃO PROTOCOLADA JUNTADA - Refer. ao Evento: 14

24/04/2026, 20:38

Expedida/certificada a intimação eletrônica

24/04/2026, 14:24

Expedida/certificada a intimação eletrônica

24/04/2026, 14:24

Remessa Interna com Acórdão - SGB01 -> CCI01

23/04/2026, 16:47

Juntada - Documento - Acórdão-Mérito

23/04/2026, 16:47

Remessa interna para juntada de Acórdão - CCI01 -> SGB01

16/04/2026, 16:46

Julgamento - Com Resolução do Mérito - Provimento em Parte - por unanimidade

16/04/2026, 13:52

Juntada - Documento - Voto

16/04/2026, 12:27

Ato ordinatório - Lavrada Certidão

07/04/2026, 13:11

Disponibilização de Pauta - no dia 07/04/2026<br>Data da sessão: <b>15/04/2026 14:00</b>

07/04/2026, 02:01
Documentos
ACÓRDÃO
23/04/2026, 16:47
EXTRATO DE ATA
16/04/2026, 13:52