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0005562-16.2026.8.27.2729

Procedimento Comum CívelEmpréstimo consignadoBancáriosContratos de ConsumoDIREITO DO CONSUMIDOR
TJTO1° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
06/02/2026
Valor da Causa
R$ 12.083,20
Orgao julgador
Juízo da 5ª Vara Civel de Palmas
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes

Protocolizada Petição - Refer. ao Evento: 21

06/05/2026, 11:28

Juntada de certidão - suspensão do prazo - Motivo: FERIADO NACIONAL em 01/05/2026

23/04/2026, 19:21

Juntada de certidão - cancelamento da suspensão de prazo - Motivo: FERIADO NACIONAL em 01/05/2026

10/04/2026, 12:16

Publicado no DJEN - no dia 10/04/2026 - Refer. ao Evento: 21

10/04/2026, 03:08

Disponibilizado no DJEN - no dia 09/04/2026 - Refer. ao Evento: 21

09/04/2026, 02:35

Publicacao/Comunicacao Intimação - DECISÃO DECISÃO /DESPACHO - <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>Procedimento Comum C&iacute;vel N&ordm; 0005562-16.2026.8.27.2729/TO</b></section> <section><b><table><tr><td>AUTOR</td><td>: LUZIA DA MOTA PINHEIRO</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: ARNALDO FRANCELINO DE MOURA (OAB TO005906)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">DESPACHO/DECIS&Atilde;O</p> </section> <section> <p> </p> <p><strong><span>DA SUSPENS&Atilde;O DO FEITO</span></strong></p> <p>Trata-se de demanda submetida &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o deste Ju&iacute;zo em que a parte autora questiona a validade e a regularidade da contrata&ccedil;&atilde;o de cart&atilde;o de cr&eacute;dito consignado (comumente denominado pela sigla RMC - Reserva de Margem Consign&aacute;vel).</p> <p>A lide em quest&atilde;o atrai inegavelmente a incid&ecirc;ncia das normas protetivas do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor (Lei n&ordm; 8.078/90), dada a patente vulnerabilidade t&eacute;cnica e informacional do cliente banc&aacute;rio frente &agrave;s complexas engrenagens contratuais das institui&ccedil;&otilde;es financeiras, mormente em contratos de ades&atilde;o que envolvem descontos compuls&oacute;rios em verbas de natureza alimentar.</p> <p>Ocorre que a exata controv&eacute;rsia delineada nos presentes autos &mdash; a suposta validade, a abusividade e as consequ&ecirc;ncias jur&iacute;dicas da contrata&ccedil;&atilde;o de cart&otilde;es de cr&eacute;dito consignado &mdash; multiplicou-se exponencialmente no cen&aacute;rio jur&iacute;dico nacional, gerando, inclusive, diverg&ecirc;ncias jurisprudenciais agudas entre os Tribunais P&aacute;trios, materializadas em dezenas de Incidentes de Resolu&ccedil;&atilde;o de Demandas Repetitivas (IRDRs) com teses antag&ocirc;nicas.</p> <p>Atento a esse cen&aacute;rio de inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica, o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ), por meio de sua colenda Segunda Se&ccedil;&atilde;o, afetou recentemente os Recursos Especiais n&ordm; 2.224.599/PE, 2.215.851/RJ, 2.224.598/PE e 2.215.853/GO &agrave; sistem&aacute;tica dos recursos repetitivos, cristalizando o <strong>Tema 1414/STJ</strong>, cuja delimita&ccedil;&atilde;o da controv&eacute;rsia visa:</p> <p><em>I - Definir par&acirc;metros objetivos para a aferi&ccedil;&atilde;o da validade e eventual car&aacute;ter abusivo dos contratos de cart&atilde;o de cr&eacute;dito consignado, considerando: (i) o dever de prestar informa&ccedil;&otilde;es suficientes, claras e adequadas ao consumidor, em especial quando este alega que pretendia contratar simples empr&eacute;stimo consignado; e (ii) o prolongamento indeterminado da d&iacute;vida, ante a aparente insufici&ecirc;ncia dos descontos mensais para amortiz&aacute;-la, frente aos juros rotativos aplicados no refinanciamento do saldo.</em></p> <p><em>II - Em caso de invalida&ccedil;&atilde;o do contrato, aferir se a consequ&ecirc;ncia a ser adotada dever&aacute; ser a restitui&ccedil;&atilde;o das partes ao estado anterior, a convers&atilde;o do contrato em empr&eacute;stimo consignado ou a revis&atilde;o das cl&aacute;usulas contratuais, bem como se haver&aacute; configura&ccedil;&atilde;o de dano moral in re ipsa.</em></p> <p>Nesse diapas&atilde;o, cumpre ressaltar que o eminente Ministro Relator, Raul Ara&uacute;jo, em decis&atilde;o proferida no dia 13 de mar&ccedil;o de 2026, com fulcro no art. 1.037, inciso II, do C&oacute;digo de Processo Civil, e dada a urg&ecirc;ncia imposta pelo risco de levantamento de suspens&otilde;es em inst&acirc;ncias ordin&aacute;rias, <strong>determinou a suspens&atilde;o do processamento de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre a mesma quest&atilde;o tratada no Tema Repetitivo 1.414/STJ e que tramitem no territ&oacute;rio nacional.</strong></p> <p>A sistem&aacute;tica dos precedentes obrigat&oacute;rios, esculpida de forma paradigm&aacute;tica pelo CPC/15, exige dos magistrados de inst&acirc;ncias ordin&aacute;rias a estrita observ&acirc;ncia das ordens de sobrestamento exaradas pelas Cortes Superiores, como medida de salvaguarda &agrave; isonomia, &agrave; seguran&ccedil;a jur&iacute;dica e &agrave; economia processual, evitando-se a prola&ccedil;&atilde;o de provimentos jurisdicionais conflitantes.</p> <p>Encontrando-se o objeto da presente demanda subsumido de forma milim&eacute;trica &agrave;s quest&otilde;es f&aacute;ticas e de direito delimitadas pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a no aludido tema repetitivo, a suspens&atilde;o do feito &eacute; medida de rigor e de subordina&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquico-processual, n&atilde;o restando margem a este Ju&iacute;zo para o prosseguimento da marcha processual neste momento.</p> <p><strong><u>&Agrave;S PARTES</u></strong></p> <p>OBSERVO paras &agrave;s partes que o feito poder&aacute; tramitar at&eacute; a r&eacute;plica, caso re&uacute;na condi&ccedil;&otilde;es para tanto, pois assim j&aacute; decidiu o STJ em caso an&aacute;logo (INCIDENTE DE RESOLU&Ccedil;&Atilde;O DE DEMANDAS REPETITIVAS N&ordm; 71 - TO (2020/0276752-2), onde houve determina&ccedil;&atilde;o de suspens&atilde;o de todos os processos, contudo ressaltou que:</p> <p>"3. A ordem de suspens&atilde;o n&atilde;o impede: </p> <p>a. o ajuizamento de novas a&ccedil;&otilde;es, <strong><u>as quais dever&atilde;o seguir a marcha processual at&eacute; a fase de conclus&atilde;o para a senten&ccedil;a</u></strong>, <strong>ocasi&atilde;o em que ficar&aacute; suspensa</strong>; </p> <p>b. a aprecia&ccedil;&atilde;o de tutela de urg&ecirc;ncia, devendo as decis&otilde;es concessivas da medida serem devidamente justificadas, em especial quanto ao perigo concreto ao STJ."</p> <p>Assim, o feito, a par da suspens&atilde;o, poder&aacute; tramitar normalmente, vedada apenas o julgamento e <strong><u><span>ficam desde logo &agrave;s partes cientes de que uma vez julgado o IRDR, o feito poder&aacute; ser julgado imediatamente</span></u></strong>.</p> <p><span>Pelo exposto, em estrito cumprimento &agrave; determina&ccedil;&atilde;o emanada pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (<strong>Tema 1414/STJ</strong>), <strong>DETERMINO A SUSPENS&Atilde;O DO PRESENTE FEITO</strong> at&eacute; o tr&acirc;nsito em julgado do ac&oacute;rd&atilde;o paradigma ou at&eacute; ulterior delibera&ccedil;&atilde;o daquela Corte Superior que autorize o prosseguimento da demanda.</span></p> <p><strong>CITE-SE parte requerida, <u>de prefer&ecirc;ncia de maneira eletr&ocirc;nica</u>, </strong>para que, nos termos do artigo art. 335 do CPC, possa oferecer contesta&ccedil;&atilde;o, por peti&ccedil;&atilde;o, no prazo de 15 (quinze) dias. A parte requerida dever&aacute; observar as advert&ecirc;ncias dos art.s 336 e 341, incisos e par&aacute;grafo, por ocasi&atilde;o da defesa, salientando em especial que presumir&atilde;o verdadeiras as alega&ccedil;&otilde;es de fato n&atilde;o contestadas especificamente, bem como a aus&ecirc;ncia de contesta&ccedil;&atilde;o acarretar&aacute; o efeito da revelia.</p> <p><strong>ADVIRTO A REQUERIDA, que no corpo da pe&ccedil;a contestat&oacute;ria, logo de in&iacute;cio e em destaque, dever&aacute; apresentar proposta de acordo, caso haja.</strong></p> <p>Apresentada a contesta&ccedil;&atilde;o, <strong><u>intime-se a parte autora para r&eacute;plica</u></strong>.</p> <p>Posteriormente, encaminhem-se os autos ao N&uacute;cleo de Gerenciamento de Precedentes e A&ccedil;&otilde;es Coletivas - <strong>NUGEPAC </strong>at&eacute; o julgamento do IRDR em quest&atilde;o, sendo desnecess&aacute;ria nova conclus&atilde;o antes de ulterior determina&ccedil;&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a.</p> <p><strong>A presente decis&atilde;o serve como mandado.</strong></p> <p>Intime(m)-se. Cumpra-se.</p> <p>Palmas/TO, data do sistema.</p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

09/04/2026, 00:00

Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Despacho/Decisão

08/04/2026, 16:35

Decisão - Suspensão ou Sobrestamento - Recurso Especial repetitivo

17/03/2026, 18:30

Conclusão para decisão

17/03/2026, 16:54

Decisão - Concessão - Gratuidade da Justiça

13/03/2026, 19:36

Conclusão para despacho

12/03/2026, 19:03

Processo Corretamente Autuado

12/03/2026, 19:03

Remessa Interna - Outros Motivos - COJUN -> TOPALSECI

06/03/2026, 16:33

Lavrada Certidão

06/03/2026, 16:32

Recebidos os Autos pela Contadoria

06/03/2026, 15:58
Documentos
DECISÃO/DESPACHO
17/03/2026, 18:30
DECISÃO/DESPACHO
13/03/2026, 19:36
ATO ORDINATÓRIO
06/03/2026, 15:52
ATO ORDINATÓRIO
06/02/2026, 16:24