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0000438-67.2022.8.27.2737

Procedimento Comum CívelEmpréstimo consignadoBancáriosContratos de ConsumoDIREITO DO CONSUMIDOR
TJTO1° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
23/02/2024
Valor da Causa
R$ 21.625,48
Orgao julgador
Juízo do 3° Núcleo de Justiça 4.0, Apoio Cível
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes

Publicacao/Comunicacao Intimação - DECISÃO DECISÃO /DESPACHO - <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel N&ordm; 0000438-67.2022.8.27.2737/TO</b></section> <section><b><table><tr><td>APELANTE</td><td>: ADALGISA NUNES DE SANTANA (AUTOR)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: ARIEL CARVALHO GODINHO (OAB TO005607)</td></tr><tr><td>APELANTE</td><td>: BANCO BMG S.A (R&Eacute;U)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO (OAB PE023255)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">DECIS&Atilde;O</p> </section> <section> <p>Trata-se de apela&ccedil;&atilde;o c&iacute;vel interposta por ADALGISA NUNES DE SANTANA e BANCO BMG S.A. contra senten&ccedil;a que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados em a&ccedil;&atilde;o declarat&oacute;ria de inexist&ecirc;ncia de d&eacute;bito c/c restitui&ccedil;&atilde;o em dobro e indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais.</p> <p>A senten&ccedil;a recorrida reconheceu a validade do contrato de cart&atilde;o de cr&eacute;dito consignado (RMC/RCC) e a regularidade dos descontos realizados no benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio da Autora, afastando alega&ccedil;&otilde;es de v&iacute;cio de consentimento e dano moral.</p> <p>Em suas raz&otilde;es, a Autora da a&ccedil;&atilde;o pleiteia reforma parcial da srnten&ccedil;a, com a inclus&atilde;o de condena&ccedil;&atilde;o do Requeridoao pegamento de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais. A institui&ccedil;&atilde;o financeira R&eacute;, por sua vez, pleiteia a reforma total do julgado, com a improced&ecirc;ncia de todos os pedidos iniciais. </p> <p>&Eacute; o relato necess&aacute;rio. <strong>Decido.</strong> </p> <p>Verifica-se que a controv&eacute;rsia posta nos autos envolve discuss&atilde;o acerca da validade e eventual abusividade de contratos de cart&atilde;o de cr&eacute;dito consignado (RMC/RCC), especialmente no tocante &agrave; alega&ccedil;&atilde;o de aus&ecirc;ncia de contrata&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida, insufici&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o ao consumidor e prolongamento indefinido da d&iacute;vida em raz&atilde;o da sistem&aacute;tica de pagamento m&iacute;nimo com incid&ecirc;ncia de juros rotativos.</p> <p>A mat&eacute;ria foi submetida &agrave; sistem&aacute;tica dos recursos repetitivos pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, sob o Tema n&ordm; 1.414, nos autos do REsp n&ordm; 2.224.599/PE e correlatos, de relatoria do Ministro Raul Ara&uacute;jo, tendo sido delimitada a controv&eacute;rsia para defini&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros objetivos quanto &agrave; validade desses contratos e &agrave;s consequ&ecirc;ncias jur&iacute;dicas do eventual reconhecimento de abusividade.</p> <p>No julgamento de afeta&ccedil;&atilde;o, a Corte Superior reconheceu a exist&ecirc;ncia de multiplicidade de demandas sobre o tema e a necessidade de uniformiza&ccedil;&atilde;o da jurisprud&ecirc;ncia nacional, diante da diverg&ecirc;ncia de entendimentos nos tribunais p&aacute;trios.</p> <p>Posteriormente, em decis&atilde;o monocr&aacute;tica proferida em 13/03/2026, o relator determinou a suspens&atilde;o de todos os processos pendentes no territ&oacute;rio nacional, individuais ou coletivos, que versem sobre a mesma quest&atilde;o jur&iacute;dica, com fundamento no art. 1.037, II, do C&oacute;digo de Processo Civil.</p> <p>Nos termos do referido dispositivo legal:</p> <p>Art. 1.037. Selecionados os recursos representativos da controv&eacute;rsia, o relator no tribunal superior determinar&aacute;:</p> <p>[...]</p> <p>II &ndash; a suspens&atilde;o do processamento de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre a quest&atilde;o e tramitem no territ&oacute;rio nacional.</p> <p>[...]</p> <p>Ademais, o art. 927, III, do CPC estabelece a obrigatoriedade de observ&acirc;ncia, pelos &oacute;rg&atilde;os jurisdicionais, das teses firmadas em julgamento de recursos repetitivos, refor&ccedil;ando o car&aacute;ter vinculante da decis&atilde;o proferida pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a.</p> <p>No caso concreto, observa-se inequ&iacute;voca ader&ecirc;ncia tem&aacute;tica entre a presente demanda e a controv&eacute;rsia afetada no Tema 1.414, uma vez que a parte Autora questiona a exist&ecirc;ncia e validade do contrato de cart&atilde;o de cr&eacute;dito consignado, bem como a legalidade dos descontos realizados em seu benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio.</p> <p>Dessa forma, a continuidade do julgamento neste momento poderia ensejar decis&otilde;es conflitantes com a futura tese a ser firmada pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, comprometendo a seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, a isonomia e a coer&ecirc;ncia do sistema jurisdicional.</p> <p>Assim, a suspens&atilde;o do feito n&atilde;o constitui mera faculdade, mas sim dever jur&iacute;dico imposto ao magistrado, como forma de observ&acirc;ncia obrigat&oacute;ria ao sistema de precedentes qualificados institu&iacute;do pelo C&oacute;digo de Processo Civil.</p> <p>Ante o exposto, com fundamento no art. 1.037, II, do C&oacute;digo de Processo Civil, DETERMINO A SUSPENS&Atilde;O do presente recurso de apela&ccedil;&atilde;o, at&eacute; o julgamento definitivo do Tema Repetitivo n&ordm; 1.414 pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, ou ulterior delibera&ccedil;&atilde;o daquela Corte que autorize o regular prosseguimento dos feitos.</p> <p>Remetam-se os autos ao N&Uacute;CLEO DE GERENCIAMENTO DE PRECEDENTES (NUGEP), para que se aguarde o julgamento do Tema Repetitivo n&ordm; 1.414 pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a. </p> <p>Com a publica&ccedil;&atilde;o do ac&oacute;rd&atilde;o representativo da controv&eacute;rsia suscitada, levante-se o sobrestamento determinado e venham-me conclusos os autos, nos termos do art. 985, I, do C&oacute;digo de Processo Civil, se contra ele n&atilde;o tiver sido interposto Recurso Especial ou Recurso Extraordin&aacute;rio.</p> <p>Interposto Recurso Especial ou Recurso Extraordin&aacute;rio contra o ac&oacute;rd&atilde;o do IRDR, dever&atilde;o permanecer os autos sobrestados at&eacute; julgamento dos referidos recursos, dispensado o tr&acirc;nsito em julgado, consoante entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ - REsp: 1869867 SC 2020/0079620-9, Relator: Ministro OG FERNANDES, Data de Julgamento: 20/04/2021, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DJe 03/05/2021).</p> <p>Fica autorizado o levantamento do sobrestamento, para aprecia&ccedil;&atilde;o de eventuais medidas urgentes.</p> <p>Intimem-se.</p> <p>Cumpra-se.</p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

08/04/2026, 00:00

Remessa Externa - em grau de recurso - TJTO - TO4.03NCI -> TJTO

25/03/2026, 15:41

Lavrada Certidão

25/03/2026, 15:40

Protocolizada Petição - Refer. ao Evento: 154

19/03/2026, 15:11

Publicado no DJEN - no dia 18/03/2026 - Refer. ao Evento: 154

18/03/2026, 02:55

Disponibilizado no DJEN - no dia 17/03/2026 - Refer. ao Evento: 154

17/03/2026, 02:21

Publicacao/Comunicacao Intimação - Ato ordinatório ATO ORDINATÓRIO <!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01//EN" "http://www.w3.org/TR/html4/strict.dtd"><html lang="pt-br"><head><meta http-equiv="Pragma" content="no-cache" /><meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=iso-8859-1"/></head><style>body{ padding: 10px; font-family: Times New Roman; font-size:13pt }; #divHeader{ line-height:25px; margin-bottom:30px }; #divBody{ max-width:90%; text-align:justify }</style><body><div id="divHeader"><b>PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL Nº 0000438-67.2022.8.27

17/03/2026, 00:00

Ato ordinatório praticado Documento encaminhado à disponibilização no Diário Eletrônico - no dia 17/03/2026 - Refer. ao Evento: 154

16/03/2026, 16:40

Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Contrarrazões

16/03/2026, 15:45

Protocolizada Petição - Refer. ao Evento: 147

11/03/2026, 15:03

Protocolizada Petição - Refer. ao Evento: 138

11/03/2026, 14:50

Publicado no DJEN - no dia 11/03/2026 - Refer. ao Evento: 147

11/03/2026, 03:06

Protocolizada Petição

10/03/2026, 15:15

Disponibilizado no DJEN - no dia 10/03/2026 - Refer. ao Evento: 147

10/03/2026, 02:31

Publicacao/Comunicacao Intimação - Ato ordinatório ATO ORDINATÓRIO <!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01//EN" "http://www.w3.org/TR/html4/strict.dtd"><html lang="pt-br"><head><meta http-equiv="Pragma" content="no-cache" /><meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=iso-8859-1"/></head><style>body{ padding: 10px; font-family: Times New Roman; font-size:13pt }; #divHeader{ line-height:25px; margin-bottom:30px }; #divBody{ max-width:90%; text-align:justify }</style><body><div id="divHeader"><b>PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL Nº 0000438-67.2022.8.27

10/03/2026, 00:00
Documentos
ATO ORDINATÓRIO
16/03/2026, 16:40
ATO ORDINATÓRIO
09/03/2026, 17:42
SENTENÇA
12/02/2026, 20:08
DECISÃO/DESPACHO
08/08/2025, 21:41
DECISÃO/DESPACHO
21/02/2024, 16:35
DECISÃO/DESPACHO
16/02/2024, 17:28
ATO ORDINATÓRIO
16/02/2023, 14:33
DECISÃO/DESPACHO
13/12/2022, 17:47
DECISÃO/DESPACHO
25/11/2022, 14:20
DECISÃO/DESPACHO
22/07/2022, 16:55
ATA DE AUDIÊNCIA
17/03/2022, 09:02
DECISÃO/DESPACHO
28/01/2022, 14:47