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0047333-47.2021.8.27.2729

Procedimento Comum CívelMoraInadimplementoObrigaçõesDIREITO CIVIL
TJTO1° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
17/12/2021
Valor da Causa
R$ 40.000,00
Orgao julgador
Juizo da 6ª Vara Civel de Palmas
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes

Expedida/certificada a intimação eletrônica

15/05/2026, 15:29

Expedida/certificada a intimação eletrônica

15/05/2026, 15:28

Ato ordinatório praticado

15/05/2026, 15:22

Decurso de Prazo - Refer. aos Eventos: 149 e 150

14/05/2026, 00:05

Protocolizada Petição - Refer. ao Evento: 148

13/05/2026, 23:16

Juntada de certidão - suspensão do prazo - Motivo: FERIADO NACIONAL em 01/05/2026

23/04/2026, 21:10

Publicado no DJEN - no dia 17/04/2026 - Refer. aos Eventos: 148, 149, 150

17/04/2026, 03:06

Disponibilizado no DJEN - no dia 16/04/2026 - Refer. aos Eventos: 148, 149, 150

16/04/2026, 02:30

Publicacao/Comunicacao Intimação - Sentença SENTENÇA <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>Procedimento Comum C&iacute;vel N&ordm; 0047333-47.2021.8.27.2729/TO</b></section> <section><b><table><tr><td>AUTOR</td><td>: ANA CLEZIA FERREIRA GOMES MOTA</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: ANNETTE DIANE RIVEROS LIMA (OAB TO003066)</td></tr><tr><td>R&Eacute;U</td><td>: ZURICH SANTANDER BRASIL SEGUROS E PREVIDENCIA S.A.</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: DENNER DE BARROS E MASCARENHAS BARBOSA (OAB TO005836A)</td></tr><tr><td>R&Eacute;U</td><td>: BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A.</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: LUIZ HENRIQUE CABANELLOS SCHUH (OAB RS018673)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">SENTEN&Ccedil;A</p> </section> <section> <p><strong><span> RELAT&Oacute;RIO</span></strong></p> <p> </p> <p>Trata-se de <strong>A&Ccedil;&Atilde;O DE COBRAN&Ccedil;A DE SEGURO CUMULADA COM INDENIZA&Ccedil;&Atilde;O POR DANOS MORAIS E MATERIAIS</strong> ajuizada por <strong>ANA CLEZIA FERREIRA GOMES </strong>em face de<strong> BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A</strong>. e <strong>ZURICH SANTANDER BRASIL SEGUROS E PREVID&Ecirc;NCIA S.A.</strong>, todos devidamente qualificados.</p> <p>A autora alega que firmou contrato de empr&eacute;stimo de capital de giro em 30/09/2020, no valor de R$ 30.000,00, a ser pago em 24 parcelas, ao qual estaria vinculado seguro prote&ccedil;&atilde;o financeira com cobertura para incapacidade f&iacute;sica total tempor&aacute;ria. Sustenta que, em raz&atilde;o do agravamento de doen&ccedil;a em 2021, tornou-se incapaz para o trabalho, passando a receber benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio, tendo, contudo, seu pedido de acionamento do seguro sido negado. Requer a condena&ccedil;&atilde;o das r&eacute;s ao pagamento das parcelas cobertas pelo seguro, no valor de R$ 30.000,00, bem como indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais no montante de R$ 10.000,00.</p> <p>As r&eacute;s apresentaram contesta&ccedil;&atilde;o conjunta (<span>evento 21, CONT1</span>), arguindo, preliminarmente, a aus&ecirc;ncia de interesse de agir, ao argumento de que n&atilde;o houve formaliza&ccedil;&atilde;o administrativa do sinistro. No m&eacute;rito, sustentam que o seguro contratado &eacute; do tipo prestamista, com cobertura restrita &agrave; invalidez permanente total por acidente e morte, inexistindo previs&atilde;o para incapacidade decorrente de doen&ccedil;a. Defendem, ainda, a inexist&ecirc;ncia de dano moral.</p> <p>Houve r&eacute;plica (<span>evento 26, REPLICA1</span>), na qual a autora impugnou as alega&ccedil;&otilde;es defensivas, reiterou a exist&ecirc;ncia de cobertura securit&aacute;ria para incapacidade por doen&ccedil;a e requereu a produ&ccedil;&atilde;o de prova pericial.</p> <p>Na decis&atilde;o de saneamento, foi rejeitada a preliminar de aus&ecirc;ncia de interesse de agir, reconhecida a incid&ecirc;ncia do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, deferida a invers&atilde;o do &ocirc;nus da prova e determinada a realiza&ccedil;&atilde;o de per&iacute;cia m&eacute;dica.</p> <p>O laudo pericial (<span>evento 88, LAUDO / 1</span>) concluiu que a autora &eacute; portadora de hepatite autoimune com evolu&ccedil;&atilde;o para cirrose hep&aacute;tica descompensada, de natureza cr&ocirc;nica e n&atilde;o acident&aacute;ria, apontando incapacidade parcial e intermitente, com per&iacute;odos de incapacidade total tempor&aacute;ria apenas em fases de agravamento.</p> <p>As partes se manifestaram sobre o laudo, tendo a autora reiterado os pedidos iniciais e as r&eacute;s ratificado a aus&ecirc;ncia de cobertura securit&aacute;ria.</p> <p>Designada audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o, foram colhidos depoimentos, ap&oacute;s o que os autos vieram conclusos para julgamento.</p> <p>&Eacute; o relat&oacute;rio. Decido.</p> <p> </p> <p><span> Fundamenta&ccedil;&atilde;o</span></p> <p>Verifico a presen&ccedil;a dos pressupostos processuais e condi&ccedil;&otilde;es da a&ccedil;&atilde;o.</p> <p>A peti&ccedil;&atilde;o &eacute; apta, pois descreve fatos com clareza e objetividade, permitindo o amplo e sagrado exerc&iacute;cio do contradit&oacute;rio e ampla defesa. Os fatos est&atilde;o pormenorizados. Foram apontados os fundamentos jur&iacute;dicos e da narra&ccedil;&atilde;o dos fatos decorre logicamente a conclus&atilde;o.</p> <p><u>A legitimidade</u> &eacute; patente entre os fatos narrados e as respectivas posi&ccedil;&otilde;es processuais das partes, especialmente em face da <strong><u>teoria da asser&ccedil;&atilde;o.</u></strong></p> <p><u>O interesse</u> existe tendo em vista a pretens&atilde;o de uma parte resistida pela outra, que somente mediante a atua&ccedil;&atilde;o do Judici&aacute;rio pode ser solucionada, pois a parte autora pretende a devolu&ccedil;&atilde;o de tarifas do contrato, ao passo que a parte requerida aduz a legalidade, de modo que resta presente a necessidade/utilidade.</p> <p>A prova pericial produzida, bem como audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o, em conjunto com os demais documentos apresentados pelas partes, mostram-se suficiente para o esclarecimento dos pontos controvertidos e para a forma&ccedil;&atilde;o do convencimento deste Ju&iacute;zo. Ademais, n&atilde;o h&aacute; outras provas a serem produzidas que se revelem &uacute;teis ou necess&aacute;rias &agrave; solu&ccedil;&atilde;o da demanda.</p> <p>Assim, estando o feito devidamente instru&iacute;do, passo ao julgamento do m&eacute;rito.</p> <p> </p> <p><span>M&Eacute;RITO</span></p> <p>A lide em apre&ccedil;o deve ser analisada sob a &oacute;tica do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, nos termos dos arts. 2&ordm; e 3&ordm; da Lei n&ordm; 8.078/1990. A autora, ao contratar empr&eacute;stimo banc&aacute;rio e seguro prestamista para prote&ccedil;&atilde;o financeira, figura como destinat&aacute;ria final dos servi&ccedil;os prestados pelo Banco Santander e pela Zurich Santander, que exercem atividade econ&ocirc;mica de fornecimento de cr&eacute;dito e garantias securit&aacute;rias no mercado de consumo.</p> <p>Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o do encargo probat&oacute;rio, este ju&iacute;zo, no despacho saneador do Evento 62, deferiu a <strong>invers&atilde;o do &ocirc;nus da prova</strong> em favor da autora, reconhecendo sua hipossufici&ecirc;ncia t&eacute;cnica e econ&ocirc;mica frente &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es financeiras de grande porte. Tal medida, fundamentada no art. 6&ordm;, inciso VIII, do CDC, visa equilibrar a rela&ccedil;&atilde;o processual, transferindo &agrave;s r&eacute;s o dever de demonstrar fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito autoral.</p> <p>Contudo, &eacute; imperioso ressaltar que a invers&atilde;o do &ocirc;nus da prova n&atilde;o possui car&aacute;ter absoluto nem exonera a parte autora de apresentar elementos m&iacute;nimos de prova quanto aos fatos constitutivos de seu direito. Outrossim, os efeitos dessa invers&atilde;o encontram limite na prova pericial t&eacute;cnica produzida sob o crivo do contradit&oacute;rio. Uma vez realizada a per&iacute;cia m&eacute;dica por expert de confian&ccedil;a do ju&iacute;zo (Evento 88), a verifica&ccedil;&atilde;o dos fatos passa a ser orientada pela conclus&atilde;o t&eacute;cnica fundamentada, que possui maior peso probat&oacute;rio para elucidar a natureza da patologia e a ocorr&ecirc;ncia do sinistro coberto.</p> <p>Portanto, a an&aacute;lise merit&oacute;ria que se segue ser&aacute; pautada pelo di&aacute;logo entre as regras de prote&ccedil;&atilde;o ao consumidor e as evid&ecirc;ncias t&eacute;cnicas e contratuais coligidas aos autos, sempre em busca da justa aplica&ccedil;&atilde;o do direito ao caso concreto.</p> <p>A solu&ccedil;&atilde;o da controv&eacute;rsia f&aacute;tica, no que tange &agrave; natureza da incapacidade e &agrave; ocorr&ecirc;ncia de evento coberto, encontra amparo determinante na <u><strong>prova pericial t&eacute;cnica</strong> </u>produzida nos autos. Nomeada por este ju&iacute;zo para elucidar a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de da autora, a expert m&eacute;dica hepatologista apresentou laudo m&eacute;dico-legal circunstanciado no ID 70b404 (<span>evento 88, LAUDO / 1</span>), cujas conclus&otilde;es s&atilde;o fundamentais para o deslinde da causa.</p> <p>Ap&oacute;s minucioso exame cl&iacute;nico e an&aacute;lise da documenta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica acostada, a perita constatou que a autora &eacute; portadora de um quadro cl&iacute;nico complexo e grave, diagnosticado como <u><strong>Hepatite Autoimune</strong></u>, com progress&atilde;o para Cirrose Hep&aacute;tica Descompensada. O laudo detalha a presen&ccedil;a de complica&ccedil;&otilde;es severas inerentes ao est&aacute;gio avan&ccedil;ado da patologia, tais como ascite (ac&uacute;mulo de l&iacute;quido abdominal), varizes esof&aacute;gicas e encefalopatia hep&aacute;tica, al&eacute;m de outras condi&ccedil;&otilde;es autoimunes coexistentes, como L&uacute;pus Eritematoso Sist&ecirc;mico e Artrite Reumatoide.</p> <p>No tocante &agrave; incapacidade laboral, a per&iacute;cia esclareceu que a autora apresenta uma redu&ccedil;&atilde;o significativa de sua capacidade, caracterizada como <u><strong>parcial e intermitente</strong></u>. O laudo pontua que a incapacidade torna-se total e tempor&aacute;ria durante os epis&oacute;dios de descompensa&ccedil;&atilde;o hep&aacute;tica e interna&ccedil;&otilde;es hospitalares, exigindo acompanhamento m&eacute;dico cont&iacute;nuo e uso vital&iacute;cio de medica&ccedil;&otilde;es imunossupressoras.</p> <p>Entretanto, o ponto nevr&aacute;lgico para o enquadramento securit&aacute;rio reside na <strong>origem das patologias</strong>. Instada a responder sobre a exist&ecirc;ncia de nexo acident&aacute;rio, a perita judicial foi categ&oacute;rica ao afirmar, nas respostas aos quesitos n&ordm; 2 e 3 (Evento 88, p. 6), que:</p> <p> "As patologias que acometem a periciada s&atilde;o de <strong>natureza cr&ocirc;nica e autoimune</strong>, com a hepatite autoimune evoluindo para cirrose hep&aacute;tica descompensada. As condi&ccedil;&otilde;es <strong>n&atilde;o s&atilde;o resultantes de acidente</strong>, mas de doen&ccedil;as progressivas e sist&ecirc;micas que envolvem dist&uacute;rbios no funcionamento do f&iacute;gado [...]. N&atilde;o houve acidente."</p> <p> A conclus&atilde;o t&eacute;cnica &eacute; cristalina no sentido de afastar a natureza acident&aacute;ria do sinistro. Para fins securit&aacute;rios, o conceito de <strong>acidente pessoal</strong> pressup&otilde;e a ocorr&ecirc;ncia de um evento externo, s&uacute;bito, involunt&aacute;rio, violento e com data caracterizada, que provoque les&atilde;o f&iacute;sica imediata. No caso em tela, a incapacidade da autora decorre de um processo patol&oacute;gico interno, de evolu&ccedil;&atilde;o gradativa e origem biol&oacute;gica/imunol&oacute;gica, o que caracteriza tipicamente uma <strong>doen&ccedil;a</strong> e n&atilde;o um acidente.</p> <p>A jurisprud&ecirc;ncia p&aacute;tria, especialmente do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, consolidou o entendimento de que a distin&ccedil;&atilde;o entre doen&ccedil;a e acidente pessoal &eacute; leg&iacute;tima e deve ser respeitada nos contratos de seguro, sendo invi&aacute;vel a equipara&ccedil;&atilde;o de processos degenerativos ou cr&ocirc;nicos a eventos acidentais, sob pena de viola&ccedil;&atilde;o &agrave; boa-f&eacute; e ao equil&iacute;brio atuarial (Art. 757, C&oacute;digo Civil).</p> <p>Nesse sentido, a interpreta&ccedil;&atilde;o restritiva das coberturas &eacute; medida que se imp&otilde;e, conforme se colhe do seguinte precedente:</p> <p>EMENTA: CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. A&Ccedil;&Atilde;O INDENIZAT&Oacute;RIA. SEGURO DE VIDA COLETIVO. EXCLUS&Atilde;O DE DOEN&Ccedil;A PROFISSIONAL. INTERPRETA&Ccedil;&Atilde;O RESTRITIVA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. "A jurisprud&ecirc;ncia do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a &eacute; no sentido de que, nos contratos de seguro de vida em grupo, diante da necessidade de interpreta&ccedil;&atilde;o restritiva das cl&aacute;usulas do seguro, &eacute; invi&aacute;vel a equipara&ccedil;&atilde;o entre doen&ccedil;a profissional e acidente de trabalho, para recebimento de indeniza&ccedil;&atilde;o securit&aacute;ria, notadamente quando h&aacute; exclus&atilde;o de cobertura da invalidez parcial por doen&ccedil;a laboral" (AgInt no AREsp 1.903.050/DF, Relator Ministro RAUL ARA&Uacute;JO, Quarta Turma, julgado em 15/5/2023, DJe de 22/5/2023). 2. A "cl&aacute;usula que exclui as "doen&ccedil;as profissionais" do conceito de acidente pessoal &eacute; v&aacute;lida, sendo descabido, nessa hip&oacute;tese, equiparar os microtraumas repetitivos decorrentes da atividade laboral a um acidente pessoal, para fins de cobertura securit&aacute;ria" (AgInt no AREsp 1.782.278/SC, Relator Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, Quarta Turma, julgado em 14/8/2023, DJe de 18/8/2023). 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 2.110.753/MS, relator Ministro Raul Ara&uacute;jo, Quarta Turma, julgado em 29/9/2025, DJEN de 2/10/2025.)</p> <p>Dessa maneira, a prova t&eacute;cnica &eacute; robusta em demonstrar que, embora a autora enfrente um quadro de sa&uacute;de debilitante e incapacitante, tal condi&ccedil;&atilde;o emana de uma patologia cr&ocirc;nica severa. Inexiste nos autos qualquer evid&ecirc;ncia de trauma externo ou evento s&uacute;bito que possa conferir natureza acident&aacute;ria &agrave; sua invalidez.</p> <p>Portanto, resta comprovado que o fato gerador da incapacidade da autora &eacute; de natureza <strong>exclusivamente doentia</strong>, o que retira a pretens&atilde;o do campo dos acidentes pessoais e a direciona para a an&aacute;lise restrita das coberturas contratuais pactuadas, conforme se fundamentar&aacute; a seguir.</p> <p>Superada a an&aacute;lise t&eacute;cnica que afastou a natureza acident&aacute;ria da incapacidade da autora, cumpre examinar se a patologia diagnosticada (Hepatite Autoimune/Cirrose) encontra amparo nas cl&aacute;usulas do contrato de seguro celebrado. A controv&eacute;rsia reside na extens&atilde;o das coberturas contratadas e na observ&acirc;ncia do dever de informa&ccedil;&atilde;o pelas institui&ccedil;&otilde;es r&eacute;s.</p> <p>Ao compulsar os autos, observa-se que a autora fundamenta sua pretens&atilde;o na proposta de seguro acostada no ID cd0da9 (<span>evento 1, ANEXO7</span>), referente a um <strong>Seguro Vida Empresa Trienal</strong>. Por outro lado, as r&eacute;s apresentaram no ID f14747 (<span>evento 21, CONTR6</span>, p. 8-10) a proposta de ades&atilde;o ao <strong>Seguro Capital de Giro Protegido</strong>, que &eacute; a modalidade de seguro prestamista <u>efetivamente atrelada</u> ao contrato de empr&eacute;stimo n&ordm; 00332059300000000610 (objeto da quita&ccedil;&atilde;o pleiteada).</p> <p>Independentemente de qual ap&oacute;lice se considere aplic&aacute;vel, seja a de vida em grupo, seja a prestamista, ambas convergem em um ponto essencial: a delimita&ccedil;&atilde;o objetiva dos riscos cobertos quanto &agrave; invalidez.</p> <p>No que se refere ao seguro prestamista, conforme proposta juntada pelas r&eacute;s (<span>evento 21, CONTR6</span>), verifica-se que as coberturas contratadas restringem-se expressamente aos eventos de <u>Morte e Invalidez Permanente Total por Acidente (IPA),</u> inexistindo qualquer previs&atilde;o de cobertura para incapacidade decorrente de doen&ccedil;a, seja ela de natureza tempor&aacute;ria ou permanente.</p> <p>De igual modo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &ldquo;Proposta de Seguro&rdquo; acostada pela parte autora, intitulada &ldquo;Seguro Vida Empresa Trienal&rdquo; (<span>evento 1, ANEXO7</span>), a qual afirma ter aderido, tamb&eacute;m n&atilde;o se identifica, no rol de coberturas contratadas, a previs&atilde;o de <strong><u><span>incapacidade parcial tempor&aacute;ria</span></u></strong><span>.</span> Tal modalidade de incapacidade foi aquela constatada no laudo pericial, o qual foi objeto de concord&acirc;ncia expressa pela autora. (<span>evento 92, PET2</span>).</p> <p>Nesse contexto, observa-se que, ainda que considerada a ap&oacute;lice indicada pela parte requerente, n&atilde;o h&aacute; respaldo contratual para a cobertura do evento efetivamente verificado, conforme se extrai da lista de garantias destacada pela pr&oacute;pria autora. Nota-se:</p> <p> </p> <p></p> <p>Conforme estabelece o C&oacute;digo Civil, pelo contrato de seguro, o segurador se obriga a garantir interesse leg&iacute;timo do segurado contra <strong>riscos predeterminados</strong>. A interpreta&ccedil;&atilde;o das coberturas securit&aacute;rias deve ser restrita, n&atilde;o podendo o magistrado ampliar o risco assumido pela seguradora para abranger eventos n&atilde;o pactuados, sob pena de desequil&iacute;brio da equa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do contrato. A exclus&atilde;o de doen&ccedil;as do conceito de acidente pessoal &eacute; cl&aacute;usula leg&iacute;tima e amplamente aceita pela jurisprud&ecirc;ncia, desde que redigida com clareza.</p> <p>Nesse ponto, o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a consolidou o entendimento de que a restri&ccedil;&atilde;o da cobertura &agrave; modalidade IPA &eacute; v&aacute;lida, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel equiparar mol&eacute;stias degenerativas ou cr&ocirc;nicas a acidentes pessoais para fins de indeniza&ccedil;&atilde;o, conforme se extrai do seguinte julgado:</p> <p>EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CIVIL. SEGURO DE VIDA EM GRUPO. GARANTIA DE INVALIDEZ TOTAL OU PARCIAL POR ACIDENTE (IPA). DOEN&Ccedil;A PROFISSIONAL. ACIDENTE PESSOAL. DESCARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O. EXCLUS&Atilde;O CONTRATUAL. VALIDADE. DEFINI&Ccedil;&Atilde;O PREVIDENCI&Aacute;RIA. INAPLICABILIDADE. NORMAS SETORIAIS. INCID&Ecirc;NCIA. 1. A cobertura de Invalidez Permanente por Acidente (IPA) garante o pagamento de uma indeniza&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; perda, &agrave; redu&ccedil;&atilde;o ou &agrave; impot&ecirc;ncia funcional definitiva, total ou parcial, de um membro ou &oacute;rg&atilde;o por les&atilde;o f&iacute;sica, causada por acidente pessoal coberto (art. 11 da Circular/Susep n&ordm; 302/2005; Resolu&ccedil;&atilde;o/CNSP n&ordm; 117/2004 e art. 2&ordm;, I, da Resolu&ccedil;&atilde;o/CNSP n&ordm; 439/2022). 2. Por expressa previs&atilde;o legal e contratual, a cobertura por Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente (IPA) n&atilde;o abrange as doen&ccedil;as, inclusive as classificadas como profissionais, ainda quando consideradas acidentes do trabalho pela legisla&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria, a exemplo daquelas decorrentes ou n&atilde;o de microtraumas de repeti&ccedil;&atilde;o. 3. Na hip&oacute;tese, a invalidez da autora (doen&ccedil;a ocupacional) n&atilde;o se enquadra na defini&ccedil;&atilde;o securit&aacute;ria de invalidez por acidente (IPA), por expressa exclus&atilde;o da aven&ccedil;a, e que n&atilde;o se confunde ainda com a invalidez previdenci&aacute;ria. 4. Agravo interno n&atilde;o provido. (AgInt no REsp n. 2.115.570/MS, relator Ministro Ricardo Villas B&ocirc;as Cueva, Terceira Turma, julgado em 27/5/2024, DJe de 29/5/2024.)</p> <p>A autora sustenta, contudo, que as r&eacute;s falharam no dever de informa&ccedil;&atilde;o (Art. 6&ordm;, III, do CDC) e que a publicidade do produto induzia &agrave; cren&ccedil;a de uma cobertura mais abrangente. Todavia, a proposta de ades&atilde;o assinada pela requerente (Evento 21, p. 10) cont&eacute;m descri&ccedil;&atilde;o clara das coberturas.</p> <p>Ainda que se cogitasse a aplica&ccedil;&atilde;o da cobertura de <strong>INVALIDEZ FUNCIONAL PERMANENTE TOTAL POR DOEN&Ccedil;A (IFPD)</strong> modalidade que por vezes acompanha seguros de vida, a pretens&atilde;o autoral esbarraria em &oacute;bice intranspon&iacute;vel. Segundo a tese fixada no <u><strong>Tema 1068 do STJ</strong></u>, o pagamento da indeniza&ccedil;&atilde;o por IFPD <span>pode ser condicionado &agrave; comprova&ccedil;&atilde;o da perda da exist&ecirc;ncia independente do segurado, ou seja, a incapacidade de realizar atos b&aacute;sicos da vida civil sem aux&iacute;lio de terceiros.</span></p> <p><span>Vejamos:</span></p> <p><em>Tema Repetitivo n&deg;1068 STJ: "N&atilde;o &eacute; ilegal ou abusiva a cl&aacute;usula que prev&ecirc; a cobertura adicional de invalidez funcional permanente total por doen&ccedil;a (IFPD) em contrato de seguro de vida em grupo, condicionando o pagamento da indeniza&ccedil;&atilde;o securit&aacute;ria &agrave; perda da exist&ecirc;ncia independente do segurado, comprovada por declara&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica."</em></p> <p> </p> <p>O laudo pericial (<span>evento 88, LAUDO / 1</span>), entretanto, descreveu a autora como pessoa "consciente, orientada, em bom estado geral" (p. 3) e concluiu que sua incapacidade &eacute; "parcial e intermitente" (p. 5). Portanto, a condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da requerente, embora grave e merecedora de cuidados, n&atilde;o atinge o grau de severidade exigido para a configura&ccedil;&atilde;o da invalidez funcional total por doen&ccedil;a, mesmo que esta estivesse prevista na ap&oacute;lice.</p> <p>Dessa forma, conclui-se que o sinistro experimentado pela autora invalidez parcial decorrente de patologia cr&ocirc;nica, n&atilde;o se subsume ao risco coberto pelo contrato. A negativa de cobertura, portanto, n&atilde;o decorre de abusividade, mas da estrita observ&acirc;ncia aos limites contratuais e &agrave; natureza do risco assumido pelas r&eacute;s, em conformidade com os deveres de transpar&ecirc;ncia e boa-f&eacute; objetiva.</p> <p>A pretens&atilde;o indenizat&oacute;ria por <u><strong>danos morais</strong></u> formulada pela autora ampara-se na alegada negativa injustificada de cobertura e no descaso das r&eacute;s diante de seu estado de sa&uacute;de debilitado. No entanto, diante da fundamenta&ccedil;&atilde;o anteriormente exposta, verifica-se que a recusa das requeridas pautou-se na estrita observ&acirc;ncia das cl&aacute;usulas contratuais e na aus&ecirc;ncia de nexo acident&aacute;rio da incapacidade, conforme atestado por per&iacute;cia judicial.</p> <p>Para a configura&ccedil;&atilde;o da responsabilidade civil e do consequente dever de indenizar, &eacute; imprescind&iacute;vel a presen&ccedil;a de um ato il&iacute;cito, do dano e do nexo causal. No caso concreto, a conduta das r&eacute;s ao negarem o pagamento da indeniza&ccedil;&atilde;o securit&aacute;ria constitui <u><strong>exerc&iacute;cio regular de um direito reconhecido</strong></u> (Art. 188, inciso I, do C&oacute;digo Civil), uma vez que o sinistro experimentado pela autora n&atilde;o estava abrangido pela cobertura contratada.</p> <p>A jurisprud&ecirc;ncia do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a &eacute; pac&iacute;fica no sentido de que a negativa de cobertura securit&aacute;ria ou de plano de sa&uacute;de, quando fundamentada em interpreta&ccedil;&atilde;o razo&aacute;vel de cl&aacute;usula contratual e sem prova de agravamento excepcional da situa&ccedil;&atilde;o do segurado, n&atilde;o gera dano moral indeniz&aacute;vel. O inadimplemento ou a diverg&ecirc;ncia na interpreta&ccedil;&atilde;o do contrato, por si s&oacute;s, configuram mero aborrecimento da vida cotidiana, insuficientes para atingir os direitos da personalidade.</p> <p>Confira-se o entendimento:</p> <p>EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SA&Uacute;DE. PACIENTE ACOMETIDO DE ESTENOSE A&Oacute;RTICA. IMPLANTE TRANSCATETER DE V&Aacute;LVULA A&Oacute;RTICA (TAVI). PROCEDIMENTO ELETIVO. NEGATIVA DE COBERTURA BASEADA NA AUS&Ecirc;NCIA DE PREVIS&Atilde;O CONTRATUAL. DANO MORAL N&Atilde;O CONFIGURADO. MERA INTERPRETA&Ccedil;&Atilde;O DE CL&Aacute;USULA CONTRATUAL. AUS&Ecirc;NCIA DE GRAVE RISCO &Agrave; SA&Uacute;DE OU &Agrave; VIDA. ENTENDIMENTO CONSENT&Acirc;NEO COM A JURISPRUD&Ecirc;NCIA DO STJ. REVIS&Atilde;O DO JULGADO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. &Oacute;BICE DA S&Uacute;MULA 7/STJ. 1. Controv&eacute;rsia pertinente &agrave; ocorr&ecirc;ncia de dano moral em virtude da recusa de cobertura de implante de v&aacute;lvula a&oacute;rtica pelo m&eacute;todo transcateter, prescrita como procedimento eletivo. 2. O entendimento adotado no ac&oacute;rd&atilde;o recorrido est&aacute; em harmonia com a orienta&ccedil;&atilde;o jurisprudencial desta Corte S uperior no sentido de que a recusa de cobertura, quando fundada na interpreta&ccedil;&atilde;o do contrato de plano de sa&uacute;de, n&atilde;o &eacute; apta a ensejar repara&ccedil;&atilde;o por dano extrapatrimonial, ressalvadas as hip&oacute;teses de grave risco &agrave; sa&uacute;de ou &agrave; vida do usu&aacute;rio. 3. Na hip&oacute;tese dos autos, o Tribunal de Justi&ccedil;a fundamentou a inocorr&ecirc;ncia de dano moral na aus&ecirc;ncia de risco de agravamento do quadro de sa&uacute;de do paciente. 4. Alterar esse entendimento demandaria o reexame de provas, invi&aacute;vel em recurso especial (S&uacute;mula 7/STJ). 5. AGRAVO INTERNO N&Atilde;O PROVIDO. (AgInt no REsp n. 1.904.488/PR, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, julgado em 27/6/2022, DJe de 29/6/2022.)</p> <p> </p> <p>Por fim, deve ser enfrentado o pedido de condena&ccedil;&atilde;o das r&eacute;s em litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;, formulado pela autora em sede de impugna&ccedil;&atilde;o (<span>evento 26, REPLICA1</span>). Sustentou a requerente que as institui&ccedil;&otilde;es financeiras alteraram a verdade dos fatos ao negarem a exist&ecirc;ncia de cobertura para doen&ccedil;a.</p> <p>Todavia, a condena&ccedil;&atilde;o por m&aacute;-f&eacute; processual (Arts. 80 e 81 do CPC) exige a prova inequ&iacute;voca do dolo e do intuito de prejudicar a parte adversa ou induzir o ju&iacute;zo a erro. No cen&aacute;rio dos autos, as r&eacute;s limitaram-se a exercer o seu direito constitucional &agrave; ampla defesa, sustentando teses jur&iacute;dicas e contratuais que, inclusive, restaram acolhidas por este ju&iacute;zo ap&oacute;s a instru&ccedil;&atilde;o pericial. Apresentar interpreta&ccedil;&atilde;o divergente sobre cl&aacute;usulas contratuais ou defender a natureza acident&aacute;ria restrita da ap&oacute;lice n&atilde;o constitui altera&ccedil;&atilde;o da verdade, mas sim o exerc&iacute;cio regular do contradit&oacute;rio. Inexistindo conduta temer&aacute;ria ou dolosa, a rejei&ccedil;&atilde;o da penalidade &eacute; medida imperativa.</p> <p>Consequentemente, &agrave; m&iacute;ngua de ato il&iacute;cito, de comprova&ccedil;&atilde;o de abalo an&iacute;mico ou de m&aacute;-f&eacute; processual, os pedidos indenizat&oacute;rios e punitivos devem ser julgados improcedentes.</p> <p><span>Dispositivo</span></p> <p>Ante o exposto, fundamentado nas raz&otilde;es de fato e de direito acima expendidas, com fulcro no art. 487, inciso I, do C&oacute;digo de Processo Civil, <strong>JULGO TOTALMENTE IMPROCEDENTES</strong> os pedidos formulados na peti&ccedil;&atilde;o inicial por <strong>ANA CLEZIA FERREIRA GOMES</strong> em face de <strong>BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A.</strong> e <strong>ZURICH SANTANDER BRASIL SEGUROS E PREVID&Ecirc;NCIA S.A.</strong>, extinguindo o processo com resolu&ccedil;&atilde;o de m&eacute;rito.</p> <p><strong>REJEITO</strong> o pedido de condena&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es r&eacute;s por litig&acirc;ncia de m&aacute;-f&eacute;, por entender que a tese defensiva pautou-se no exerc&iacute;cio regular do direito de defesa e na fiel interpreta&ccedil;&atilde;o das cl&aacute;usulas contratuais e do laudo pericial t&eacute;cnico.</p> <p>Em raz&atilde;o da sucumb&ecirc;ncia integral da parte autora, condeno-a ao pagamento das custas processuais e dos honor&aacute;rios advocat&iacute;cios em favor dos patronos das r&eacute;s, os quais fixo no percentual de <strong>15% (quinze por cento) sobre o valor atualizado da causa</strong>, nos termos do art. 85, &sect; 2&ordm;, do C&oacute;digo de Processo Civil, considerando o zelo profissional e o tempo de tramita&ccedil;&atilde;o do feito.</p> <p>Entretanto, em observ&acirc;ncia ao art. 98, &sect; 3&ordm;, do C&oacute;digo de Processo Civil, as obriga&ccedil;&otilde;es decorrentes da sucumb&ecirc;ncia ficar&atilde;o sob <strong>condi&ccedil;&atilde;o suspensiva de exigibilidade</strong>, uma vez que a autora &eacute; benefici&aacute;ria da <strong>Gratuidade da Justi&ccedil;a</strong> concedida no (<span>evento 4, DECDESPA1</span>). Somente poder&atilde;o ser executadas tais verbas se, nos 5 (cinco) anos subsequentes ao tr&acirc;nsito em julgado desta decis&atilde;o, o credor demonstrar que deixou de existir a situa&ccedil;&atilde;o de insufici&ecirc;ncia de recursos que justificou a benesse, extinguindo-se a obriga&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o referido prazo.</p> <p>Publique-se. Registre-se. Intimem-se.</p> <p>Palmas/TO, 30 de mar&ccedil;o de 2026. </p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

16/04/2026, 00:00

Expedida/certificada a intimação eletrônica

15/04/2026, 18:17

Expedida/certificada a intimação eletrônica

15/04/2026, 18:17

Expedida/certificada a intimação eletrônica

15/04/2026, 18:17

Julgamento - Com Resolução do Mérito - Improcedência

30/03/2026, 17:12

Decurso de Prazo - Refer. ao Evento: 134

07/03/2026, 00:21

Publicado no DJEN - no dia 05/03/2026 - Refer. aos Eventos: 132, 133, 134

05/03/2026, 02:45
Documentos
ATO ORDINATÓRIO
15/05/2026, 15:22
SENTENÇA
30/03/2026, 17:12
TERMO DE AUDIÊNCIA
03/03/2026, 18:30
DECISÃO/DESPACHO
03/03/2026, 14:10
ATO ORDINATÓRIO
01/10/2025, 19:10
DECISÃO/DESPACHO
01/10/2025, 18:28
DECISÃO/DESPACHO
22/05/2025, 23:03
DECISÃO/DESPACHO
06/08/2024, 19:12
DECISÃO/DESPACHO
16/04/2024, 22:31
DECISÃO/DESPACHO
29/09/2023, 16:32
DECISÃO/DESPACHO
07/03/2023, 16:48
DECISÃO/DESPACHO
28/10/2022, 09:08
DECISÃO/DESPACHO
11/01/2022, 09:40