Processo judicial
Superior Tribunal de Justiça
Possivelmente o mesmo caso em outras instâncias, com partes em comum.
2026
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AgRg no HC 1067014/ES (2026/0008853-3)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASAGRAVANTE:P E E GADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOAGRAVANTE:R T FADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOAGRAVANTE:P H DOS S RADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOAGRAVANTE:A M BADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOAGRAVANTE:B E GAGRAVANTE:R DA S DAS N DE SAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 09/04/2026 a 15/04/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto, Maria Marluce Caldas e Reynaldo Soares da Fonseca votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
HC 1067014/ES (2026/0008853-3)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:P E E GPACIENTE:R T FPACIENTE:P H DOS S RPACIENTE:A M BCORRÉU:B E GCORRÉU:R DA S DAS N DE SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOProcesso distribuído pelo sistema automático em 14/01/2026.
AgRg no HC 1067014/ES (2026/0008853-3)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASAGRAVANTE:P E E GADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOAGRAVANTE:R T FADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOAGRAVANTE:P H DOS S RADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOAGRAVANTE:A M BADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOAGRAVANTE:B E GAGRAVANTE:R DA S DAS N DE SAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOProcesso incluído na Pauta de Julgamentos da QUINTA TURMA, Sessão Virtual do dia 09/04/2026 00:00:00, com encerramento no dia 15/04/2026 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
HC 1067014/ES (2026/0008853-3)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:P E E GPACIENTE:R T FPACIENTE:P H DOS S RPACIENTE:A M BCORRÉU:B E GCORRÉU:R DA S DAS N DE SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de P. E. E. G., R. T. F., P. H. DOS S. R. e A. M. B., no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO.
Consta dos autos que os pacientes estão cumprindo medida socioeducativa de internação, imposta em virtude da prática de ato infracional equiparado aos crimes previstos nos arts. 2º da Lei n. 12.850/2013 e 35 da Lei n. 11.343/2006.
Em suas razões, a impetrante alega a ocorrência de bis in idem na condenação simultânea pela prática dos atos infracionais análogos aos delitos de associação para o tráfico e organização criminosa com base nos mesmos fatos, consistentes na união dos menores para vender drogas.
Enfatiza que o Superior Tribunal de Justiça "entende que o bis in idem somente pode ser afastado quando ocorre prática autônoma das infrações, ou seja, quando a condenação por organização criminosa não diz respeito à atividade de tráfico de drogas" (fl. 7), o que não se observa no caso em comento.
Requer, liminarmente, a imediata suspensão da execução da medida socioeducativa, ao menos até o julgamento final do presente writ.
No mérito, pugna pelo reconhecimento da ocorrência de bis in idem na condenação simultânea dos pacientes, pela prática dos atos infracionais análogos aos crimes previstos nos arts. 2º da Lei n. 12.850/2013 e 35 da Lei 11.343/2006.
É o relatório.
Decido.
De pronto, constata-se que a matéria de fundo não foi apreciada no acórdão impugnado, o que impede o seu conhecimento por esta Corte Superior, sob pena de indevida supressão de instância. Nesse sentido: AgRg no HC n. 913.307/SP, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 1º/7/2024, DJe de 3/7/2024.
Ante o exposto, com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c o art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente este Habeas Corpus.
Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Publique-se.
Intimem-se.
Presidente
HERMAN BENJAMIN