Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 1. WOLBAN MILLER SANCHES MIGUEL (IMPETRANTE)
- Advogado
- WOLBAN MILLER SANCHES MIGUEL (OAB 25464/MT)
HC 1068871/MT (2026/0021314-2)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:WOLBAN MILLER SANCHES MIGUELADVOGADO:WOLBAN MILLER SANCHES MIGUEL - MT025464OIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSOPACIENTE:JEYCE MICAELLY FELIX DA SILVACORRÉU:LINDOMAR VARGASINTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de JEYCE MICAELLY FELIX DA SILVA, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO, em decorrência do julgamento da apelação criminal n. 0000665-95.2020.8.11.0078.
Consta dos autos que a paciente foi inicialmente condenada pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Sapezal à pena de 13 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 2 anos e 8 meses de detenção, em regime inicial aberto, além de 13 dias-multa, por infrações aos artigos 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente e 217-A, combinado com os artigos 29 e 71, do Código Penal (fls. 429-437).
Ambas as partes apelaram ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, que deu parcial provimento ao recurso da defesa para absolver quanto a uma das vítimas e redimensionar a fração da continuidade delitiva, readequando a pena para 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado, relativamente ao delito do artigo 217-A, combinado com os artigos 29 e 71, do Código Penal. O tribunal desproveu o recurso ministerial, mantidos os demais termos da sentença (fls. 14-41), com trânsito em julgado certificado em 7 de novembro de 2023.
Na presente impetração, busca-se a concessão da ordem para: (i) reconhecer a ausência de provas quanto à autoria, com aplicação do princípio do in dubio pro reo e consequente absolvição; e (ii) revisar a dosimetria para afastar a valoração negativa da personalidade, da conduta social e das circunstâncias do crime, fixando a pena-base no mínimo legal, com todos os vetores do artigo 59 do Código Penal considerados favoráveis (fls. 3-13).
As informações foram prestadas (fls. 448-450 e 455-457).
O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento ou, se conhecido, pela denegação (fls. 465-467).
