Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), CARLOS EDUARDO DOS REIS MATTOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- CARLOS EDUARDO DOS REIS MATTOS (OAB 188992/MG)
HC 977517/MG (2025/0023950-9)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:CARLOS EDUARDO DOS REIS MATTOSADVOGADO:CARLOS EDUARDO DOS REIS MATTOS - MG188992IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:LUIZ FELIPE DUTRA GONCALVESCORRÉU:CARLOS AUGUSTO DOS SANTOSCORRÉU:VINICIUS GOMES VIEIRACORRÉU:PABLO VICTOR DE ALMEIDACORRÉU:WELLINGTON JOSÉ DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de LUIZ FELIPE DUTRA GONCALVES, em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (Habeas Corpus n. 1.0000.24.306312-0/001).
Consta dos autos que o paciente foi condenado, em primeira instância, como incurso no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, à pena de 1 ano e 8 meses de reclusão em regime aberto, substituída por pena restritiva de direitos, pela prática do delito de tráfico de drogas. O Ministério Público recorreu, e o Tribunal de Justiça reformou a sentença, retirando o benefício do tráfico privilegiado e aumentando a pena para 5 anos de reclusão e 500 dias-multa.
Alega-se que o paciente preenche todos os requisitos para a aplicação do tráfico privilegiado, sendo primário, de bons antecedentes, e não há provas de que se dedique a atividades criminosas ou integre organização criminosa. Argumenta que a decisão do Tribunal de Justiça desrespeita o princípio da individualização da pena e a fundamentação das decisões judiciais, pois a habitualidade e o pertencimento a organizações criminosas não foram comprovados. Alega que a quantidade de droga apreendida não é fundamento idôneo para afastar a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, conforme entendimento jurisprudencial do STJ.
Aduz-se que o paciente possuía trabalho lícito na época dos fatos e atualmente continua com emprego formal, o que comprova que não possui personalidade voltada para o crime.
Pleiteia-se a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da e a concessão do regime aberto para o cumprimento da pena.
