Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. JANIO ALVES DA COSTA (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
HC 1070548/SP (2026/0033478-4)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:JANIO ALVES DA COSTAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:JANIO ALVES DA COSTAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de JANIO ALVES DA COSTA em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. (fls. 2)
Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 14 (quatorze) anos, 4 (quatro) meses e 24 (vinte e quatro) dias de reclusão, como incurso nas sanções dos arts. 217-A, caput, 226, II, e 71 do Código Penal. (fls. 9 e 15)
O impetrante sustenta que há constrangimento ilegal por manutenção de agravamento fundado em “parentesco”, pois a vítima seria sobrinha da cônjuge do paciente, relação de afinidade colateral não abrangida pelo tipo legal. (fls. 3-4)
Alega que a ampliação do alcance normativo configura analogia em prejuízo da defesa, vedada pela legalidade penal e pela taxatividade insculpidas no art. 5º, XXXIX, da Constituição Federal. (fls. 3-4)
Aduz que o ato coator repercute diretamente no status libertatis ao majorar a pena e endurecer o regime, devendo ser afastado por meio do habeas corpus. (fls. 3-4)
Assevera que o writ é cabível neste STJ contra decisões de Tribunal sujeito à sua jurisdição, nos termos do art. 105, I, c, da Constituição Federal, notadamente diante de flagrante ilegalidade sem necessidade de revolvimento aprofundado de provas. (fls. 3-4 e 6)
Afirma que há precedentes que permitem a concessão da ordem, inclusive de ofício, em hipóteses de ilegalidade manifesta que afetem a liberdade. (fls. 4-5)
Defende que estão presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, porque a manutenção da agravante indevida perpetua regime mais gravoso e restringe benefícios executórios. (fls. 4-5)
Pondera que, reconhecida a tese, deve ser afastado o fator de agravamento por “parentesco”, com redimensionamento da pena e readequação do regime, expedindo-se alvará de soltura se não houver outro título prisional. (fls. 4-6)
