Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (REQUERIDO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 3. MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO (REQUERIDO), 1. ARTHUR CANEDO GONCALVES (REQUERENTE)
- Advogado
- CLAUDIO LUIZ RODRIGUES DE SOUZA (OAB 218632/RJ)
RCD no HC 1071145/MT (2026/0036856-3)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKREQUERENTE:ARTHUR CANEDO GONCALVESADVOGADO:CLAUDIO LUIZ RODRIGUES DE SOUZA - RJ218632REQUERIDO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALREQUERIDO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
Trata-se de pedido de reconsideração ajuizado por ARTHUR CANEDO GONÇALVES contra decisão proferida às fls. 149/151, por meio da qual indeferi liminarmente o habeas corpus, em razão da instrução deficiente dos autos.
Na presente petição, a defesa alega que foi apresentado o voto do Desembargador relator. Aduz que "não se está diante de mera ementa ou resultado de julgamento, mas de voto integral, que permite perfeita compreensão da controvérsia jurídica, atendendo à exigência de prova pré-constituída" (fl. 156).
Argumenta que o habeas corpus não pode ser obstado por rigor formal excessivo, quando os elementos constantes dos autos permitem a plena análise da ilegalidade apontada.
Pede a reconsideração da decisão que indeferiu liminarmente o writ, determinado o seu regular processamento, com a devida análise de seu mérito.
É o relatório.
Decido.
A decisão proferida deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado no decisum atacado, o writ conquanto impetrado por profissional legalmente habilitado, está deficientemente instruído.
Não foi juntada aos autos a cópia do inteiro teor do aresto atacado, documento essencial à exata compreensão da controvérsia. Ressalte-se que, conforme é consabido, compõem o acórdão "a ementa, o relatório, o voto e a certidão de julgamento" (AgRg no Ag n. 782.587/MG, Rel. Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJ de 18/12/2006).
Sendo assim, inexistindo nos autos documento essencial à análise do feito, esta Corte Superior fica impossibilitada de se manifestar sobre as alegações aqui expostas.
O entendimento deste Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que, em razão da celeridade do rito do habeas corpus, incumbe ao impetrante apresentar prova pré-constituída do direito alegado, sob pena de não conhecimento da impetração.
