Processo judicial
Superior Tribunal de Justiça
Possivelmente o mesmo caso em outras instâncias, com partes em comum.
2026
© 2026 JusConsulta. Todos os direitos reservados.
Atendimento: seg a sex, 8h às 18h
AgRg no HC 1073377/AL (2026/0050770-5)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOASAGRAVADO:KAUA DA SILVA FERREIRAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASAta de Julgamento da sessão da SEXTA TURMA, Ordinária, do dia 01/09/2026 - Resultado de julgamento: Adiado por indicação do Sr.
Ministro Relator.
AgRg no HC 1073377/AL (2026/0050770-5)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:KAUA DA SILVA FERREIRAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOASIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASAta de Julgamento da sessão da SEXTA TURMA, Ordinária, do dia 01/09/2026 - Resultado de julgamento: Adiado por indicação do Sr.
Ministro Relator.
AgRg no HC 1073377/AL (2026/0050770-5)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:KAUA DA SILVA FERREIRAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOASIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASAta de Julgamento da sessão da SEXTA TURMA, Ordinária, do dia 18/08/2026 - Resultado de julgamento: Adiado por indicação do Sr.
Ministro Relator.
AgRg no HC 1073377/AL (2026/0050770-5)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOASAGRAVADO:KAUA DA SILVA FERREIRAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASAta de Julgamento da sessão da SEXTA TURMA, Ordinária, do dia 18/08/2026 - Resultado de julgamento: Adiado por indicação do Sr.
Ministro Relator.
HC 1073377/AL (2026/0050770-5)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASPACIENTE:KAUA DA SILVA FERREIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOASProcesso distribuído pelo sistema automático em 13/02/2026.
AgRg no HC 1073377/AL (2026/0050770-5)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOASAGRAVADO:KAUA DA SILVA FERREIRAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASProcesso incluído na Pauta de Julgamentos da SEXTA TURMA, Sessão Virtual do dia 18/06/2026 00:00:00, com encerramento no dia 24/06/2026 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
HC 1073377/AL (2026/0050770-5)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASPACIENTE:KAUA DA SILVA FERREIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOAS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de K da S F – submetido à medida socioeducativa de liberdade assistida pelo prazo de 12 meses, cumulada com a prestação de serviços à comunidade pelo igual prazo de 12 meses –, em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Alagoas, que negou provimento à Apelação n. 702279-04.2023.8.02.0058.
Alega a impetrante, em síntese, nulidade decorrente da busca pessoal sem justa causa.
Defende que a única informação que há é de que realizaram a busca com base unicamente na reação do paciente, pessoa conhecida dos policiais em razão de outras ocorrências, ao avistar a viatura, demonstrando nervosismo (fl. 11).
Postula, então, a concessão liminar da ordem para que seja suspenso imediatamente o processo originário e, no mérito, que seja reconhecida a ilicitude das provas, declarando-se a absolvição do paciente.
É o relatório.
Em suma, busca-se, neste mandamus, a declaração de nulidade das provas obtidas mediante suposta busca pessoal ilícita e, consequentemente, a absolvição do paciente.
De início, o voto condutor do acórdão impugnado, ao negar provimento ao pedido da defesa, explicitou que a guarnição policial estava fazendo ronda no bairro Manoel Teles, quando avistou o ora apelante bastante nervoso quando viu a viatura e adentrou em uma mercearia, momento em que a guarnição foi até o local e realizou a busca pessoal no apelante que afirmou que a mercearia era de propriedade de sua companheira, sendo realizada a busca local e encontrado grande quantidade de entorpecente, uma mini balança de precisão e uma certa quantia em dinheiro dentro de uma bolsa plástica, por trás de uma sacola de pipoca; Que nesse momento o adolescente confessou que a "droga" era dele (fl. 21).
Nesse contexto, o do Código de Processo Penal dispõe que a busca pessoal independerá de mandado, no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar.
AgRg no HC 1073377/AL (2026/0050770-5)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:KAUA DA SILVA FERREIRAADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOASIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASProcesso incluído na Pauta de Julgamentos da SEXTA TURMA, Sessão Virtual do dia 18/06/2026 00:00:00, com encerramento no dia 24/06/2026 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
Com efeito, a partir da leitura dos autos, verifica-se que não foi constatada a existência de indícios prévios da prática da traficância, a autorizar a atuação policial, havendo falar em nulidade da busca pessoal (AgRg no HC n. 843.466/SP, Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe 11/4/2024).
No caso, há constrangimento ilegal passível de ser reparado por meio da via eleita, uma vez que a busca pessoal se deu em razão do nervosismo do paciente ao avistar a viatura policial, momento em que entrou em uma mercearia.
Ante o exposto, concedo a ordem liminarmente para reconhecer a nulidade do flagrante em razão da busca pessoal sem justa causa e, por conseguinte, das provas obtidas em derivação, bem como para absolver o paciente do fato delineado no Processo de Apuração de Ato Infracional n. 0702279-04.2023.8.02.0058, nos termos desta decisão.
Intime-se o Ministério Público estadual.
Publique-se.
Relator
SEBASTIÃO REIS JÚNIOR