Processo judicial
Superior Tribunal de Justiça
Este caso também pode tramitar em 2º Grau:
2026
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HC 1074326/ES (2026/0054467-1)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:RONAN TEODOZO NUNESADVOGADO:RONAN TEODOZO NUNES - SP460207IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:RAFAEL DA HORA SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOProcesso distribuído pelo sistema automático em 19/02/2026.
RO nos EDcl no AgRg no HC 1074326/ES (2026/0054467-1)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJRECORRENTE:RAFAEL DA HORA SANTOSADVOGADO:RONAN TEODOZO NUNES - SP460207RECORRIDO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALRECORRIDO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOVista à(s) parte(s) recorrida(s) para contrarrazões de Recurso Ordinário (RO).
HC 1074326/ES (2026/0054467-1)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:RONAN TEODOZO NUNESADVOGADO:RONAN TEODOZO NUNES - SP460207IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:RAFAEL DA HORA SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DESPACHO
Apresentada petição de recurso ordinário, proceda-se à intimação para apresentação de contrarrazões e, decorrido o prazo ou oferecida resposta, encaminhem-se os autos ao Supremo Tribunal Federal.
Publique-se.
Vice-Presidente
LUIS FELIPE SALOMÃO
AgRg no HC 1074326/ES (2026/0054467-1)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:RAFAEL DA HORA SANTOSADVOGADO:RONAN TEODOZO NUNES - SP460207AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 25/03/2026 a 31/03/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Antonio Saldanha Palheiro, Carlos Pires Brandão e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.
Não participou do julgamento o Sr. Ministro Rogerio Schietti Cruz.
AgRg no HC 1074326/ES (2026/0054467-1)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:RAFAEL DA HORA SANTOSADVOGADO:RONAN TEODOZO NUNES - SP460207AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOProcesso incluído na Pauta de Julgamentos da SEXTA TURMA, Sessão Virtual do dia 25/03/2026 00:00:00, com encerramento no dia 31/03/2026 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
HC 1074326/ES (2026/0054467-1)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:RONAN TEODOZO NUNESADVOGADO:RONAN TEODOZO NUNES - SP460207IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:RAFAEL DA HORA SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em nome de R D H S – definitivamente condenado pelo crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do CP) à pena de 23 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado –, em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, que denegou a ordem no HC n. 5013375-13.2025.8.08.0000.
Alega-se deficiência da defesa técnica por inércia probatória, alegações finais genéricas, não arrolamento de testemunhas, ausência de perguntas em audiência e atuação desidiosa ao longo da instrução.
Aduz-se prejuízo evidente, diante da perda do prazo de apelação, com trânsito em julgado precoce, supressão do duplo grau de jurisdição e manutenção de condenação potencialmente injusta, caracterizando nulidade absoluta do processo.
Defende-se que a omissão defensiva impediu que contradições relevantes do depoimento da vítima fossem exploradas, o que poderia levar à absolvição ou, ao menos, instaurar dúvida razoável.
Menciona-se que houve interposição de embargos de declaração com foco indevido em gratuidade, revelando desconhecimento técnico e ausência de defesa efetiva.
Requer-se a revogação imediata do mandado de prisão para que o paciente aguarde em liberdade o julgamento deste habeas corpus.
No mérito, pleiteia-se a declaração de nulidade da Ação Penal n. 0026668-79.2015.8.08.0035, da 2ª Vara Criminal da comarca de Vila Velha/ES, a partir da resposta à acusação.
Os autos foram a mim distribuídos por prevenção (HC n. 855.408/ES).
É o relatório.
Não se evidencia o apontado constrangimento ilegal, uma vez que a conclusão da Corte local de que é inviável o reconhecimento da nulidade aventada, visto que desacompanhada de demonstração do prejuízo eventualmente sofrido, está em plena conformidade com a jurisprudência dos tribunais superiores.
HC 1074326/ES (2026/0054467-1)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:RONAN TEODOZO NUNESADVOGADO:RONAN TEODOZO NUNES - SP460207IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:RAFAEL DA HORA SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOProcesso distribuído pelo sistema automático em 26/05/2026.
EDcl no AgRg no HC 1074326/ES (2026/0054467-1)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJEMBARGANTE:RAFAEL DA HORA SANTOSADVOGADO:RONAN TEODOZO NUNES - SP460207EMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALEMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOAta de Julgamento da sessão da SEXTA TURMA, Ordinária, do dia 12/05/2026 - Resultado de julgamento: A Sexta Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
EDcl no AgRg no HC 1074326/ES (2026/0054467-1)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIOREMBARGANTE:RAFAEL DA HORA SANTOSADVOGADO:RONAN TEODOZO NUNES - SP460207EMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALEMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Carlos Pires Brandão e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator.
Vale notar que, tal como explicitado no acórdão do Tribunal a quo, não se demonstrou de forma cabal que conduta diversa do patrono teria alterado o resultado condenatório, o que impede o reconhecimento da irregularidade como vício invalidante. Isso porque houve resposta à acusação, memoriais, embargos e interposição de apelação, ainda que intempestiva. Ademais, as alegadas oscilações nos depoimentos da vítima, demandam revolvimento aprofundado de provas – providência incompatível com a via estreita do habeas corpus –, não servindo, portanto, como lastro suficiente para evidenciar prejuízo específico decorrente da defesa deficiente (fls. 111/118).
Ora, como cediço, o reconhecimento de eventual nulidade por deficiência de defesa técnica exige a comprovação de prejuízo (AgRg no HC n. 752.066/SP, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 26/6/2023, DJe de 28/6/2023); e [...] "a condenação, por si só, não é geradora de prejuízo, cabendo ao agente demonstrar que, caso não tivesse ocorrido a nulidade, acarretaria a absolvição criminal ou a desclassificação da conduta, hipótese não ocorrida nos autos". (AgRg no
AREsp n. 2.192.337/ES, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 8/8/2023, DJe de 15/8/2023) – (AgRg no HC n. 968.208/RS, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 5/3/2025, DJEN de 10/3/2025).
Pelo exposto, indefiro liminarmente a petição inicial (art. 210 do RISTJ).
Publique-se.
Relator
SEBASTIÃO REIS JÚNIOR