Processo judicial
Superior Tribunal de Justiça
Possivelmente o mesmo caso em outras instâncias, com partes em comum.
2025
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ARE no RE no AgRg no HC 804926/SP (2023/0058392-5)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJAGRAVANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOAGRAVADO:ALEXSANDER LUCENA VEIGA AMANCIOADVOGADO:CESAR RECALDE GIMENEZ JÚNIOR - MS014248INTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:EDILAINE CATERINE ESPIRITO SANTOADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353INTERESSADO:GUILHERME AUGUSTO DE OLIVEIRAINTERESSADO:LAIS CAROLINE FAUSTINO RIBASINTERESSADO:SOLANGE MENDES DOS SANTOSINTERESSADO:ESTER STEPHANIE DE CASTRO GONZAGA ANSELMOINTERESSADO:FRANCISLENE KEROLIN SANT ANA DOS SANTOSINTERESSADO:ALAN MARTINS DE OLIVEIRAINTERESSADO:EMERSON GONZAGA ANSELMOINTERESSADO:JHONY MOREIRA DE OLIVEIRAINTERESSADO:ADEILTON CASTRO DOS SANTOS DE OLIVEIRAADVOGADOS:RAFAEL ARLINDO DA SILVA - SP378006DANIELA AMANDA DA COSTA BENELLI - SP383490
DESPACHO
1. Trata-se de agravo em recurso extraordinário fundado no caput do art. 1.042 do Código de Processo Civil, interposto contra a decisão que não admitiu o recurso extraordinário.
2. Não sendo caso de retratação, remetam-se os autos ao Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 1.042, § 4º, do CPC.
Publique-se. Intimem-se.
Vice-Presidente
LUIS FELIPE SALOMÃO
AgRg no RE no AgRg no HC 804926/SP (2023/0058392-5)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJAGRAVANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOAGRAVADO:ALEXSANDER LUCENA VEIGA AMANCIOADVOGADO:CESAR RECALDE GIMENEZ JÚNIOR - MS014248INTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:EDILAINE CATERINE ESPIRITO SANTOADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353INTERESSADO:GUILHERME AUGUSTO DE OLIVEIRAINTERESSADO:LAIS CAROLINE FAUSTINO RIBASINTERESSADO:SOLANGE MENDES DOS SANTOSINTERESSADO:ESTER STEPHANIE DE CASTRO GONZAGA ANSELMOINTERESSADO:FRANCISLENE KEROLIN SANT ANA DOS SANTOSINTERESSADO:ALAN MARTINS DE OLIVEIRAINTERESSADO:EMERSON GONZAGA ANSELMOINTERESSADO:JHONY MOREIRA DE OLIVEIRAINTERESSADO:ADEILTON CASTRO DOS SANTOS DE OLIVEIRAADVOGADOS:RAFAEL ARLINDO DA SILVA - SP378006DANIELA AMANDA DA COSTA BENELLI - SP383490
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da CORTE ESPECIAL do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 03/09/2025 a 09/09/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, Francisco Falcão, Nancy Andrighi, João Otávio de Noronha, Humberto Martins, Maria Thereza de Assis Moura e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Presidente do STJ.
AgRg no RE no AgRg no HC 804926/SP (2023/0058392-5)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJAGRAVANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOAGRAVADO:ALEXSANDER LUCENA VEIGA AMANCIOADVOGADO:CESAR RECALDE GIMENEZ JÚNIOR - MS014248INTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:EDILAINE CATERINE ESPIRITO SANTOADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353INTERESSADO:GUILHERME AUGUSTO DE OLIVEIRAINTERESSADO:LAIS CAROLINE FAUSTINO RIBASINTERESSADO:SOLANGE MENDES DOS SANTOSINTERESSADO:ESTER STEPHANIE DE CASTRO GONZAGA ANSELMOINTERESSADO:FRANCISLENE KEROLIN SANT ANA DOS SANTOSINTERESSADO:ALAN MARTINS DE OLIVEIRAINTERESSADO:EMERSON GONZAGA ANSELMOINTERESSADO:JHONY MOREIRA DE OLIVEIRAINTERESSADO:ADEILTON CASTRO DOS SANTOS DE OLIVEIRAADVOGADOS:RAFAEL ARLINDO DA SILVA - SP378006DANIELA AMANDA DA COSTA BENELLI - SP383490Processo incluído na Pauta de Julgamentos da CORTE ESPECIAL, Sessão Virtual do dia 03/09/2025 00:00:00, com encerramento no dia 09/09/2025 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
ARE no RE no AgRg no HC 804926/SP (2023/0058392-5)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJAGRAVANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOAGRAVADO:ALEXSANDER LUCENA VEIGA AMANCIOADVOGADO:CESAR RECALDE GIMENEZ JÚNIOR - MS014248INTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:EDILAINE CATERINE ESPIRITO SANTOADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353INTERESSADO:GUILHERME AUGUSTO DE OLIVEIRAINTERESSADO:LAIS CAROLINE FAUSTINO RIBASINTERESSADO:SOLANGE MENDES DOS SANTOSINTERESSADO:ESTER STEPHANIE DE CASTRO GONZAGA ANSELMOINTERESSADO:FRANCISLENE KEROLIN SANT ANA DOS SANTOSINTERESSADO:ALAN MARTINS DE OLIVEIRAINTERESSADO:EMERSON GONZAGA ANSELMOINTERESSADO:JHONY MOREIRA DE OLIVEIRAINTERESSADO:ADEILTON CASTRO DOS SANTOS DE OLIVEIRAADVOGADOS:RAFAEL ARLINDO DA SILVA - SP378006DANIELA AMANDA DA COSTA BENELLI - SP383490Vista à(s) parte(s) agravada(s) para resposta.
RE no AgRg no HC 804926/SP (2023/0058392-5)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJRECORRENTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULORECORRIDO:ALEXSANDER LUCENA VEIGA AMANCIOADVOGADO:CESAR RECALDE GIMENEZ JÚNIOR - MS014248INTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:EDILAINE CATERINE ESPIRITO SANTOADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353INTERESSADO:GUILHERME AUGUSTO DE OLIVEIRAINTERESSADO:LAIS CAROLINE FAUSTINO RIBASINTERESSADO:SOLANGE MENDES DOS SANTOSINTERESSADO:ESTER STEPHANIE DE CASTRO GONZAGA ANSELMOINTERESSADO:FRANCISLENE KEROLIN SANT ANA DOS SANTOSINTERESSADO:ALAN MARTINS DE OLIVEIRAINTERESSADO:EMERSON GONZAGA ANSELMOINTERESSADO:JHONY MOREIRA DE OLIVEIRAINTERESSADO:ADEILTON CASTRO DOS SANTOS DE OLIVEIRAADVOGADOS:RAFAEL ARLINDO DA SILVA - SP378006DANIELA AMANDA DA COSTA BENELLI - SP383490CORRÉU:ALEX HENRIQUE FIGUEIRA DE SOUZACORRÉU:MATHIAS RIBEIRO DOS SANTOSCORRÉU:CLARA NUBIA DA SILVA FONSECACORRÉU:TAINA GREGORIO BATISTACORRÉU:LUANA CLARA FERNANDES CHIARICORRÉU:ANTÔNIO AUGUSTO DIAS FILHOCORRÉU:DIEGO ANTONIO DA SILVA PINTOCORRÉU:PAULO MOREIRA FILHOCORRÉU:PAULO HENRIQUE SENEK MOREIRACORRÉU:RODRIGO LUIS DE OLIVEIRACORRÉU:RAFAEL CARVALHO MOREIRA DE FREITASCORRÉU:GABRIEL HENRIQUE MONTEIRO DE OLIVEIRACORRÉU:MAURICIO MENDES DOS SANTOSCORRÉU:ALEXANDRE JOSE PEREIRACORRÉU:SANDRO MARCOS CORREIACORRÉU:JOAO PEDRO BARROS DE ASSIS OLIVEIRACORRÉU:THIAGO HENRIQUE DA SILVACORRÉU:MESSIAS ROBERTO FERNADES MARINHOCORRÉU:MARCIO DOPPIO RIBEIROCORRÉU:MARCO AURELIO PEREIRA MACHADOCORRÉU:ANDRE LUIS MARTINS DE OLIVEIRACORRÉU:ALISON GUERRA DE OLIVEIRA GALVÃOCORRÉU:CARLOS ROBERTO BARTELEGA DA CRUZCORRÉU:GUILHERME SANTANA DE ARAUJOCORRÉU:MARCIO VIEIRA MACHADO CARVALHOCORRÉU:ISABELLE GOLDANI VEIGA AMANCIOCORRÉU:JEAN RICARDO DE MORAES MARCONDESCORRÉU:GLEIDSON RAMON MOREIRA CAMARGOCORRÉU:KAROLINE MARIS POLICARPO DA SILVACORRÉU:FABIANO DE SOUZACORRÉU:ADRIANO AUGUSTO RAMOSCORRÉU:WESLEY MARQUES RODRIGUESCORRÉU:DANILO ALVES DE CARVALHOCORRÉU:IGOR MOREIRACORRÉU:WAGNER ROBSON CAPUCHOCORRÉU:LUCAS MENDES DE OLIVEIRACORRÉU:JULIANO ALFREDO DA SILVACORRÉU:GISELLE ARAUJO BARBOSA DA SILVACORRÉU:PATRICK CHRISTHIAN TAVARES MOREIRA DA SILVACORRÉU:LUCIANO FIOREZEADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353
RE no AgRg no PExt no HC 804926/SP (2023/0058392-5)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJRECORRENTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULORECORRIDO:ADEILTON CASTRO DOS SANTOS DE OLIVEIRARECORRIDO:ALAN MARTINS DE OLIVEIRARECORRIDO:EMERSON GONZAGA ANSELMORECORRIDO:ESTER STEPHANIE DE CASTRO GONZAGA ANSELMORECORRIDO:FRANCISLENE KEROLIN SANT ANA DOS SANTOSRECORRIDO:GUILHERME SANTANA DE ARAUJORECORRIDO:JHONY MOREIRA DE OLIVEIRARECORRIDO:LAIS CAROLINE FAUSTINO RIBASRECORRIDO:SOLANGE MENDES DOS SANTOSADVOGADOS:RAFAEL ARLINDO DA SILVA - SP378006DANIELA AMANDA DA COSTA BENELLI - SP383490RECORRIDO:EDILAINE CATERINE ESPIRITO SANTOADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:ALEXSANDER LUCENA VEIGA AMANCIOADVOGADO:CESAR RECALDE GIMENEZ JÚNIOR - MS014248INTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALCORRÉU:ALEX HENRIQUE FIGUEIRA DE SOUZACORRÉU:MATHIAS RIBEIRO DOS SANTOSCORRÉU:CLARA NUBIA DA SILVA FONSECACORRÉU:TAINA GREGORIO BATISTACORRÉU:LUANA CLARA FERNANDES CHIARICORRÉU:ANTÔNIO AUGUSTO DIAS FILHOCORRÉU:DIEGO ANTONIO DA SILVA PINTOCORRÉU:PAULO MOREIRA FILHOCORRÉU:PAULO HENRIQUE SENEK MOREIRACORRÉU:RODRIGO LUIS DE OLIVEIRACORRÉU:RAFAEL CARVALHO MOREIRA DE FREITASCORRÉU:GABRIEL HENRIQUE MONTEIRO DE OLIVEIRACORRÉU:MAURICIO MENDES DOS SANTOSCORRÉU:ALEXANDRE JOSE PEREIRACORRÉU:SANDRO MARCOS CORREIACORRÉU:JOAO PEDRO BARROS DE ASSIS OLIVEIRACORRÉU:THIAGO HENRIQUE DA SILVACORRÉU:MESSIAS ROBERTO FERNADES MARINHOCORRÉU:MARCIO DOPPIO RIBEIROCORRÉU:MARCO AURELIO PEREIRA MACHADOCORRÉU:ANDRE LUIS MARTINS DE OLIVEIRACORRÉU:ALISON GUERRA DE OLIVEIRA GALVÃOCORRÉU:CARLOS ROBERTO BARTELEGA DA CRUZCORRÉU:MARCIO VIEIRA MACHADO CARVALHOCORRÉU:ISABELLE GOLDANI VEIGA AMANCIOCORRÉU:JEAN RICARDO DE MORAES MARCONDESCORRÉU:GLEIDSON RAMON MOREIRA CAMARGOCORRÉU:KAROLINE MARIS POLICARPO DA SILVACORRÉU:FABIANO DE SOUZACORRÉU:ADRIANO AUGUSTO RAMOSCORRÉU:WESLEY MARQUES RODRIGUESCORRÉU:DANILO ALVES DE CARVALHOCORRÉU:IGOR MOREIRACORRÉU:WAGNER ROBSON CAPUCHOCORRÉU:LUCAS MENDES DE OLIVEIRACORRÉU:JULIANO ALFREDO DA SILVACORRÉU:GISELLE ARAUJO BARBOSA DA SILVACORRÉU:PATRICK CHRISTHIAN TAVARES MOREIRA DA SILVACORRÉU:LUCIANO FIOREZECORRÉU:GUILHERME AUGUSTO DE OLIVEIRA
DECISÃO
1. Trata-se de recurso extraordinário interposto, com fundamento no , a, da Constituição Federal, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que recebeu a seguinte ementa (fls. 2.918-2.919):
RE no AgRg no PExt no HC 804926/SP (2023/0058392-5)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJRECORRENTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULORECORRIDO:ADEILTON CASTRO DOS SANTOS DE OLIVEIRAADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353RAFAEL ARLINDO DA SILVA - SP378006DANIELA AMANDA DA COSTA BENELLI - SP383490RECORRIDO:ALAN MARTINS DE OLIVEIRARECORRIDO:EMERSON GONZAGA ANSELMORECORRIDO:ESTER STEPHANIE DE CASTRO GONZAGA ANSELMORECORRIDO:FRANCISLENE KEROLIN SANT ANA DOS SANTOSRECORRIDO:GUILHERME SANTANA DE ARAUJORECORRIDO:JHONY MOREIRA DE OLIVEIRARECORRIDO:LAIS CAROLINE FAUSTINO RIBASRECORRIDO:SOLANGE MENDES DOS SANTOSADVOGADO:RAFAEL ARLINDO DA SILVA - SP378006RECORRIDO:EDILAINE CATERINE ESPIRITO SANTOADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:ALEXSANDER LUCENA VEIGA AMANCIOADVOGADO:CESAR RECALDE GIMENEZ JÚNIOR - MS014248INTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALCORRÉU:ALEX HENRIQUE FIGUEIRA DE SOUZACORRÉU:MATHIAS RIBEIRO DOS SANTOSCORRÉU:CLARA NUBIA DA SILVA FONSECACORRÉU:TAINA GREGORIO BATISTACORRÉU:LUANA CLARA FERNANDES CHIARICORRÉU:ANTÔNIO AUGUSTO DIAS FILHOCORRÉU:DIEGO ANTONIO DA SILVA PINTOCORRÉU:PAULO MOREIRA FILHOCORRÉU:PAULO HENRIQUE SENEK MOREIRACORRÉU:RODRIGO LUIS DE OLIVEIRACORRÉU:RAFAEL CARVALHO MOREIRA DE FREITASCORRÉU:GABRIEL HENRIQUE MONTEIRO DE OLIVEIRACORRÉU:MAURICIO MENDES DOS SANTOSCORRÉU:ALEXANDRE JOSE PEREIRACORRÉU:SANDRO MARCOS CORREIACORRÉU:JOAO PEDRO BARROS DE ASSIS OLIVEIRACORRÉU:THIAGO HENRIQUE DA SILVACORRÉU:MESSIAS ROBERTO FERNADES MARINHOCORRÉU:MARCIO DOPPIO RIBEIROCORRÉU:MARCO AURELIO PEREIRA MACHADOCORRÉU:ANDRE LUIS MARTINS DE OLIVEIRACORRÉU:ALISON GUERRA DE OLIVEIRA GALVÃOCORRÉU:CARLOS ROBERTO BARTELEGA DA CRUZCORRÉU:MARCIO VIEIRA MACHADO CARVALHOCORRÉU:ISABELLE GOLDANI VEIGA AMANCIOCORRÉU:JEAN RICARDO DE MORAES MARCONDESCORRÉU:GLEIDSON RAMON MOREIRA CAMARGOCORRÉU:KAROLINE MARIS POLICARPO DA SILVACORRÉU:FABIANO DE SOUZACORRÉU:ADRIANO AUGUSTO RAMOSCORRÉU:WESLEY MARQUES RODRIGUESCORRÉU:DANILO ALVES DE CARVALHOCORRÉU:IGOR MOREIRACORRÉU:WAGNER ROBSON CAPUCHOCORRÉU:LUCAS MENDES DE OLIVEIRACORRÉU:JULIANO ALFREDO DA SILVACORRÉU:GISELLE ARAUJO BARBOSA DA SILVACORRÉU:PATRICK CHRISTHIAN TAVARES MOREIRA DA SILVACORRÉU:LUCIANO FIOREZECORRÉU:GUILHERME AUGUSTO DE OLIVEIRAVista à(s) parte(s) recorrida(s) para contrarrazões de Recurso Extraordinário (RE).
2024
AgRg no PExt no HC 804926/SP (2023/0058392-5)RELATOR:MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZAGRAVANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOAGRAVADO:ADEILTON CASTRO DOS SANTOS DE OLIVEIRAAGRAVADO:ALAN MARTINS DE OLIVEIRAAGRAVADO:EMERSON GONZAGA ANSELMOAGRAVADO:ESTER STEPHANIE DE CASTRO GONZAGA ANSELMOAGRAVADO:FRANCISLENE KEROLIN SANT ANA DOS SANTOSAGRAVADO:GUILHERME SANTANA DE ARAUJOAGRAVADO:JHONY MOREIRA DE OLIVEIRAAGRAVADO:LAIS CAROLINE FAUSTINO RIBASAGRAVADO:SOLANGE MENDES DOS SANTOSADVOGADO:RAFAEL ARLINDO DA SILVA - SP378006AGRAVADO:EDILAINE CATERINE ESPIRITO SANTOADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOINTERESSADO:ALEXSANDER LUCENA VEIGA AMANCIOADVOGADO:CESAR RECALDE GIMENEZ JÚNIOR - MS014248INTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALCORRÉU:ALEX HENRIQUE FIGUEIRA DE SOUZACORRÉU:MATHIAS RIBEIRO DOS SANTOSCORRÉU:CLARA NUBIA DA SILVA FONSECACORRÉU:TAINA GREGORIO BATISTACORRÉU:GUILHERME AUGUSTO DE OLIVEIRACORRÉU:LUANA CLARA FERNANDES CHIARICORRÉU:ANTÔNIO AUGUSTO DIAS FILHOCORRÉU:DIEGO ANTONIO DA SILVA PINTOCORRÉU:PAULO MOREIRA FILHOCORRÉU:PAULO HENRIQUE SENEK MOREIRACORRÉU:RODRIGO LUIS DE OLIVEIRACORRÉU:RAFAEL CARVALHO MOREIRA DE FREITASCORRÉU:GABRIEL HENRIQUE MONTEIRO DE OLIVEIRACORRÉU:MAURICIO MENDES DOS SANTOSCORRÉU:ALEXANDRE JOSE PEREIRACORRÉU:SANDRO MARCOS CORREIACORRÉU:JOAO PEDRO BARROS DE ASSIS OLIVEIRACORRÉU:THIAGO HENRIQUE DA SILVACORRÉU:MESSIAS ROBERTO FERNADES MARINHOCORRÉU:MARCIO DOPPIO RIBEIROCORRÉU:MARCO AURELIO PEREIRA MACHADOCORRÉU:ANDRE LUIS MARTINS DE OLIVEIRACORRÉU:ALISON GUERRA DE OLIVEIRA GALVÃOCORRÉU:CARLOS ROBERTO BARTELEGA DA CRUZCORRÉU:MARCIO VIEIRA MACHADO CARVALHOCORRÉU:ISABELLE GOLDANI VEIGA AMANCIOCORRÉU:JEAN RICARDO DE MORAES MARCONDESCORRÉU:GLEIDSON RAMON MOREIRA CAMARGOCORRÉU:KAROLINE MARIS POLICARPO DA SILVACORRÉU:FABIANO DE SOUZACORRÉU:ADRIANO AUGUSTO RAMOSCORRÉU:WESLEY MARQUES RODRIGUESCORRÉU:DANILO ALVES DE CARVALHOCORRÉU:IGOR MOREIRACORRÉU:WAGNER ROBSON CAPUCHOCORRÉU:LUCAS MENDES DE OLIVEIRACORRÉU:JULIANO ALFREDO DA SILVACORRÉU:GISELLE ARAUJO BARBOSA DA SILVACORRÉU:PATRICK CHRISTHIAN TAVARES MOREIRA DA SILVACORRÉU:LUCIANO FIOREZEADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353
ACÓRDÃO
DECISÃO
1. Trata-se de recurso extraordinário interposto, com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que recebeu a seguinte ementa (fls. 2.786-2.787):
AGRAVOS REGIMENTAIS EM HABEAS CORPUS. ORDEM CONCEDIDA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. A jurisprudência desta Corte Superior não exige fundamentação exaustiva e exauriente para a ordem de interceptação telefônica, desde que atendidos os comandos da Lei n. 9.296/1996.
2. Convém salientar que o exame da controvérsia, na espécie, não demanda reexame de prova – inviável no rito de cognição estreita do habeas corpus –, mas sim a aferição da validade da medida cautelar de natureza probatória, o que é perfeitamente admitido no âmbito do writ. Precedentes.
3. In casu, ao deferir a quebra de sigilo telefônico, o Magistrado de primeiro grau somente registrou o objeto da investigação. Não relatou se havia, na oportunidade, investigação formalmente instaurada, sequer mencionou o nome dos investigados. Ademais, não apresentou fundamento concreto capaz de lastrear, de forma mínima, a conclusão pela imprescindibilidade da diligência e pela impossibilidade de obtenção de elementos probatórios por outros meios.
4. “Segundo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, para que não haja ilegalidade na adoção da técnica da fundamentação per relationem, a autoridade judiciária, quando se reporta à manifestação da autoridade policial como razão de decidir, deve acrescentar motivação que justifique a sua conclusão e mencionar argumentos próprios, o que não é o caso desses autos” (HC n. 535.414/PE, Rel. Ministro Rogerio Schietti, 6ª T., DJe de 21/2/2022).
5. Agravos não providos.
A parte recorrente sustenta a ocorrência de violação dos arts. 5º, XII, e 93, IX, da Constituição Federal e afirma que a matéria em discussão seria dotada de repercussão geral.
Alega que a técnica de fundamentação das decisões judiciais per relationem seria válida, razão pela qual o acórdão do STJ que manteve a declaração de nulidade da decisão autorizativa da interceptação telefônica por falta de motivação adequada deveria ser reformado, ressaltando que (fls. 2.812-2.819):
[...] não se estabeleceu, para efeitos da interceptação de comunicações telefônicas, que a técnica de fundamentação per relationem não possa ser utilizada pelo Juiz de Direito que venha a autorizar a produção de tal meio de obtenção de prova e que, depois, venha a determinar sua prorrogação.
O Supremo Tribunal Federal, por sinal, já enfrentou casos muito semelhantes, todos com fundamentações per relationem que em muito se assemelham à aqui tratada, decidindo, porém, de forma diametralmente oposta ao decisum ora recorrido.
[...]
Portanto, a decisão que decretou inicialmente a interceptação telefônica dos ora recorridos e as decisões de prorrogação das interceptações, satisfazem o dever de fundamentação previsto nos artigos 5º, inciso XII, e 93, inciso IX, da Constituição Federal, pois, embora sucintas, fazem referência aos fundamentos apresentados nas representações da autoridade policial.
Requer, assim, a admissão e o provimento do recurso extraordinário.
É o relatório.
2. No julgamento do paradigma vinculado ao Tema n. 339, o Supremo Tribunal Federal apreciou a seguinte questão:
[...] se decisão que transcreve os fundamentos da decisão recorrida, sem enfrentar pormenorizadamente as questões suscitadas nos embargos declaratórios, afronta o princípio da obrigatoriedade de fundamentação das decisões judiciais, nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal.
Na ocasião, firmou-se a seguinte tese vinculante:
O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas.
Por isso, para que um acórdão ou decisão seja considerado fundamentado, conforme definido pelo STF, não é necessária a apreciação de todas as alegações feitas pelas partes, desde que haja motivação considerada suficiente para a solução da controvérsia.
Nesse contexto, a caracterização de ofensa ao art. 93, IX, da CF não está relacionada ao acerto atribuído ao julgado, ainda que a parte recorrente considere sucinta ou incompleta a análise das alegações recursais.
No caso dos autos, foram apresentados, de forma satisfatória, os fundamentos da conclusão do acórdão recorrido, como se observa do seguinte trecho do referido julgado (fls. 2.788-2.789):
Quanto aos alicerces para a determinação judicial, a teor da orientação desta Corte, a decisão que ordena a interceptação telefônica não exige fundamentação exaustiva e exauriente, desde que atendidos os comandos da Lei n. 9.296/1996. Sem embargo, “É nula a decisão que determina constrição de direitos (quebra do sigilo telefônico, fiscal, bancário, telemático e afins) sem fundamentação concreta apta a clarificar os motivos ensejadores da medida” (EDcl no PExt no RHC n. 120.939/SP, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, 6ª T., DJe de 7/12/2020).
Decerto, “É válida a utilização da técnica da fundamentação per relationem, em que o magistrado emprega trechos de decisão anterior ou de parecer ministerial como razão de decidir, desde que a matéria haja sido abordada pelo órgão julgador, com a menção a argumentos próprios” (AgRg no HC n. 564.293/GO, Rel. Ministro Rogerio Schietti, 6ª T., DJe 30/4/2020).
Nada obstante, segundo o entendimento deste Superior Tribunal, embora possa se reportar à manifestação da autoridade policial como razão de decidir, é imprescindível que o Magistrado os reproduza e ampare a sua conclusão com seus próprios argumentos.
Na espécie, a providência cautelar de interceptação telefônica foi assim motivada (fls. 650-651):
Segundo a Autoridade Policial, referidas linhas telefônicas estão sendo utilizadas pelos investigados para cometimento de crimes de tráfico de drogas em grande escala, associação para o tráfico de drogas cometidos em tese nesta Comarca, havendo indícios da participação dos envolvidos, sendo um deles integrante direto da criminosa denominada PCC (Primeiro Comando da Capital), intitulado "Irmão", atualmente preso, porém faz uso de aparelho celular, gerenciando em primeiro escalão as atividades voltadas ao narcotráfico nesta cidade e região.
[...] Embora a Constituição Federal assegure o sigilo das comunicações telefônicas, referida garantia não possui caráter absoluto.
Possível exceção à regra, mediante autorização judicial, na forma e casos estabelecidos na legislação pertinente, para fins de investigação criminal.
No caso em exame, foram descritos especificamente os fatos que estão sendo investigados, os quais caracterizam a prática, em tese, de crimes de tráfico de drogas em grande escala e associação para o tráfico de drogas, sendo os referidos crimes punidos com reclusão.
A medida se mostra imprescindível inclusive para viabilizar a comprovação do vínculo subjetivo necessário para caracterização dos delitos investigados.
A despeito da referência à representação policial e de aludir ao objeto da apuração, o Juízo monocrático, ao deferir a quebra de sigilo telefônico das linhas então elencadas, “Não relatou se havia, à ocasião, investigação formalmente instaurada, sequer mencionou o nome dos investigados” (fl. 2.272).
Ainda que se considere a enumeração dos investigados pela autoridade policial, não olvido que o Magistrado de primeiro grau não justificou a “imprescindibilidade da diligência” de interceptação telefônica, tampouco evidenciou a “impossibilidade de obtenção de elementos probatórios por outros meios”, como se vê do decisum impugnado (fl. 2.272).
Nesse sentido, além dos julgados transcritos às fls. 2.272-2.274, trago a lume estes precedentes:
[...]
Assim, fica inviabilizado o exame pretendido nesta insurgência.
Com efeito, demonstrado que houve prestação jurisdicional compatível com a tese fixada pelo STF no Tema n. 339 sob o regime da repercussão geral, é inviável o prosseguimento do recurso extraordinário, que deve ter o seguimento negado.
3. No mais, cinge-se a controvérsia acerca da questão da legalidade da decisão autorizativa da quebra de sigilo e, conforme se observa dos trechos acima transcritos do acórdão, o julgado recorrido entendeu pela falta de fundamentação idônea para a quebra do sigilo telefônico.
Desse modo, a análise da matéria ventilada depende do exame da Lei n. 9.296/1996, motivo pelo qual eventual ofensa à Constituição da República, se houvesse, seria reflexa ou indireta, não legitimando a interposição do recurso.
Além disso, para afastar os pressupostos fáticos adotados no julgamento do recurso, seria indispensável o reexame dos elementos de convicção existentes nos autos, o que não é permitido em recurso extraordinário, diante do óbice contido no enunciado 279 da Súmula da Suprema Corte: "Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário".
Em caso semelhante, assim já decidiu o STF:
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. FUNDAMENTAÇÃO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, XII, LIV E LV, DO TEXTO MAGNO. CONSONÂNCIA DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPREENSÃO DIVERSA. ATENDIMENTO DOS REQUISITOS DA LEI Nº 9.296/1996. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. APELO EXTREMO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. O entendimento da Corte de origem não diverge da jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE 625.263-RG/PR (Tema nº 661), no sentido de que “são lícitas as sucessivas renovações de interceptação telefônica, desde que, verificados os requisitos do art. 2º da Lei nº 9.296/1996 e demonstrada a necessidade da medida diante de elementos concretos e a complexidade da investigação, a decisão judicial inicial e as prorrogações sejam devidamente motivadas, com justificativa legítima, ainda que sucinta, a embasar a continuidade das investigações”.
2. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática delineada, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte.
3. Agravo interno conhecido e não provido.
(ARE n. 1.406.049-AgR, relatora Ministra Rosa Weber (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 13/4/2023, DJe de 19/4/2023.)
4. Ante o exposto, com amparo no art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário, em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal, e, quanto às demais alegações, com fundamento no art. 1.030, V, do Código de Processo Civil, não o admito.
Publique-se. Intimem-se.
Vice-Presidente
LUIS FELIPE SALOMÃO
AGRAVO REGIMENTAL NOS PEDIDOS DE EXTENSÃO EM HABEAS CORPUS. ORDEM CONCEDIDA. PEDIDOS DE EXTENSÃO DEFERIDOS. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. A jurisprudência desta Corte Superior não exige fundamentação exaustiva e exauriente para a ordem de interceptação telefônica, desde que atendidos os comandos da Lei n. 9.296/1996.
2. Na hipótese, como acentuaram as decisões anteriores, ao deferir a quebra de sigilo telefônico, o Magistrado de primeiro grau somente registrou o objeto da investigação. Não relatou se havia, na oportunidade, investigação formalmente instaurada, sequer mencionou o nome dos investigados. Ademais, não apresentou fundamento concreto capaz de lastrear, de forma mínima, a conclusão pela imprescindibilidade da diligência e pela impossibilidade de obtenção de elementos probatórios por outros meios.
3. “Segundo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, para que não haja ilegalidade na adoção da técnica da fundamentação per relationem, a autoridade judiciária, quando se reporta à manifestação da autoridade policial como razão de decidir, deve acrescentar motivação que justifique a sua conclusão e mencionar argumentos próprios, o que não é o caso desses autos” (HC n. 535.414/PE, Rel. Ministro Rogerio Schietti, 6ª Turma, DJe de 21/2/2022).
4. Agravo regimental não provido.
A parte recorrente sustenta a ocorrência de violação dos arts. 5º, XII, e 93, IX, da Constituição Federal e afirma que a matéria em discussão seria dotada de repercussão geral.
Alega que a técnica de fundamentação das decisões judiciais per relationem seria válida, razão pela qual o acórdão do STJ que manteve a declaração de nulidade da decisão autorizativa da interceptação telefônica por falta de motivação adequada deveria ser reformado, ressaltando que (fls. 2.947-2.953):
[...] não se estabeleceu, para efeitos da interceptação de comunicações telefônicas, que a técnica de fundamentação per relationem não possa ser utilizada pelo Juiz de Direito que venha a autorizar a produção de tal meio de obtenção de prova e que, depois, venha a determinar sua prorrogação.
O Supremo Tribunal Federal, por sinal, já enfrentou casos muito semelhantes, todos com fundamentações per relationem que em muito se assemelham à aqui tratada, decidindo, porém, de forma diametralmente oposta ao decisum ora recorrido.
[...]
Portanto, a decisão que decretou inicialmente a interceptação telefônica dos ora recorridos e as decisões de prorrogação das interceptações, satisfazem o dever de fundamentação previsto nos artigos 5º, inciso XII, e 93, inciso IX, da Constituição Federal, pois, embora sucintas, fazem referência aos fundamentos apresentados nas representações da autoridade policial.
Requer, assim, a admissão e o provimento do recurso.
Não foram apresentadas contrarrazões (fls. 2.965-2.975).
É o relatório.
2. No julgamento do paradigma vinculado ao Tema n. 339, o Supremo Tribunal Federal apreciou a seguinte questão:
[...] se decisão que transcreve os fundamentos da decisão recorrida, sem enfrentar pormenorizadamente as questões suscitadas nos embargos declaratórios, afronta o princípio da obrigatoriedade de fundamentação das decisões judiciais, nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal.
Na ocasião, firmou-se a seguinte tese vinculante:
O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas.
Por isso, para que um acórdão ou decisão seja considerado fundamentado, conforme definido pelo STF, não é necessária a apreciação de todas as alegações feitas pelas partes, desde que haja motivação considerada suficiente para a solução da controvérsia.
Nesse contexto, a caracterização de ofensa ao art. 93, IX, da CF não está relacionada ao acerto atribuído ao julgado, ainda que a parte recorrente considere sucinta ou incompleta a análise das alegações recursais.
No caso dos autos, foram apresentados, de forma satisfatória, os fundamentos da conclusão do acórdão recorrido, como se observa do seguinte trecho do referido julgado (fls. 2.923-2.924):
Apesar dos esforços do agravante, não constato razões suficientes para infirmar as decisões impugnadas.
A teor da orientação desta Corte, a “decisão de quebra de sigilo telefônico não exige fundamentação exaustiva, podendo o magistrado decretar a medida mediante fundamentação sucinta, desde que demonstre o preenchimento dos requisitos autorizadores da interceptação telefônica”, nos termos dos comandos da Lei n. 9.296/1996 (AgRg no REsp n. 2.118.622/PR, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 8/3/2024).
No entanto, por mitigar o direito à intimidade, cuida-se a interceptação telefônica de medida excepcional, que depende da devida motivação pelo Juízo.
Não obstante a validade da fundamentação per relationem, compreende este Superior Tribunal não basta o emprego de trechos do relatório policial, de parecer do Ministério Público ou de decisão prévia, como razões de decidir. Para a idoneidade da decisão judicial que decreta a interceptação telefônica, deve o Magistrado abordar a matéria discutida, demonstrar a ausência de meios de investigação alternativos para a elucidação dos fatos e mencionar argumentos próprios, ainda que de forma sucinta.
Ademais, a “interceptação telefônica não deve se revelar como primeira medida investigativa, mormente diante do seu caráter subsidiário estampado na legislação infraconstitucional” (RHC n. 74.187/RJ, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe de 13/10/2017.)
Na espécie, como se depreende da transcrição supra, a “despeito da referência à representação policial e de aludir ao objeto da apuração, o Juízo monocrático, ao deferir a quebra de sigilo telefônico das linhas então elencadas, ‘Não relatou se havia, à ocasião, investigação formalmente instaurada, sequer mencionou o nome dos investigados’ (fl. 2.272)” (fl. 2.789).
Outrossim, “Ainda que se considere a enumeração dos investigados pela autoridade policial, não olvido que o Magistrado de primeiro grau não justificou a ‘imprescindibilidade da diligência’ de interceptação telefônica, tampouco evidenciou a ‘impossibilidade de obtenção de elementos probatórios por outros meios’” (fl. 2.789).
Assim, fica inviabilizado o exame pretendido nesta insurgência.
Com efeito, demonstrado que houve prestação jurisdicional compatível com a tese fixada pelo STF no Tema n. 339 sob o regime da repercussão geral, é inviável o prosseguimento do recurso extraordinário, que deve ter o seguimento negado.
3. No mais, cinge-se a controvérsia acerca da questão da legalidade da decisão autorizativa da quebra de sigilo e, conforme se observa dos trechos acima transcritos do acórdão, o julgado recorrido entendeu pela falta de fundamentação idônea para a quebra do sigilo telefônico.
Desse modo, a análise da matéria ventilada depende do exame da Lei n. 9.296/1996, motivo pelo qual eventual ofensa à Constituição da República, se houvesse, seria reflexa ou indireta, não legitimando a interposição do recurso.
Além disso, para afastar os pressupostos fáticos adotados no julgamento do recurso, seria indispensável o reexame dos elementos de convicção existentes nos autos, o que não é permitido em recurso extraordinário, diante do óbice contido no enunciado 279 da Súmula da Suprema Corte: "Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário".
Em caso semelhante, assim já decidiu o STF:
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. FUNDAMENTAÇÃO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, XII, LIV E LV, DO TEXTO MAGNO. CONSONÂNCIA DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPREENSÃO DIVERSA. ATENDIMENTO DOS REQUISITOS DA LEI Nº 9.296/1996. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. APELO EXTREMO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. O entendimento da Corte de origem não diverge da jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE 625.263-RG/PR (Tema nº 661), no sentido de que “são lícitas as sucessivas renovações de interceptação telefônica, desde que, verificados os requisitos do art. 2º da Lei nº 9.296/1996 e demonstrada a necessidade da medida diante de elementos concretos e a complexidade da investigação, a decisão judicial inicial e as prorrogações sejam devidamente motivadas, com justificativa legítima, ainda que sucinta, a embasar a continuidade das investigações”.
2. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática delineada, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte.
3. Agravo interno conhecido e não provido.
(ARE n. 1.406.049-AgR, relatora Ministra Rosa Weber (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 13/4/2023, DJe de 19/4/2023.)
4. Ante o exposto, com amparo no art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário, em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal, e, quanto às demais alegações, com fundamento no art. 1.030, V, do Código de Processo Civil, não o admito.
Publique-se. Intimem-se.
Vice-Presidente
LUIS FELIPE SALOMÃO
RE no AgRg no HC 804926/SP (2023/0058392-5)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJRECORRENTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULORECORRIDO:ALEXSANDER LUCENA VEIGA AMANCIOADVOGADO:CESAR RECALDE GIMENEZ JÚNIOR - MS014248INTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOCORRÉU:EDILAINE CATERINE ESPIRITO SANTOADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353CORRÉU:GUILHERME AUGUSTO DE OLIVEIRACORRÉU:LAIS CAROLINE FAUSTINO RIBASCORRÉU:SOLANGE MENDES DOS SANTOSCORRÉU:ESTER STEPHANIE DE CASTRO GONZAGA ANSELMOCORRÉU:FRANCISLENE KEROLIN SANT ANA DOS SANTOSCORRÉU:ALAN MARTINS DE OLIVEIRACORRÉU:EMERSON GONZAGA ANSELMOCORRÉU:JHONY MOREIRA DE OLIVEIRACORRÉU:ADEILTON CASTRO DOS SANTOS DE OLIVEIRAADVOGADOS:RAFAEL ARLINDO DA SILVA - SP378006DANIELA AMANDA DA COSTA BENELLI - SP383490CORRÉU:ALEX HENRIQUE FIGUEIRA DE SOUZACORRÉU:MATHIAS RIBEIRO DOS SANTOSCORRÉU:CLARA NUBIA DA SILVA FONSECACORRÉU:TAINA GREGORIO BATISTACORRÉU:LUANA CLARA FERNANDES CHIARICORRÉU:ANTÔNIO AUGUSTO DIAS FILHOCORRÉU:DIEGO ANTONIO DA SILVA PINTOCORRÉU:PAULO MOREIRA FILHOCORRÉU:PAULO HENRIQUE SENEK MOREIRACORRÉU:RODRIGO LUIS DE OLIVEIRACORRÉU:RAFAEL CARVALHO MOREIRA DE FREITASCORRÉU:GABRIEL HENRIQUE MONTEIRO DE OLIVEIRACORRÉU:MAURICIO MENDES DOS SANTOSCORRÉU:ALEXANDRE JOSE PEREIRACORRÉU:SANDRO MARCOS CORREIACORRÉU:JOAO PEDRO BARROS DE ASSIS OLIVEIRACORRÉU:THIAGO HENRIQUE DA SILVACORRÉU:MESSIAS ROBERTO FERNADES MARINHOCORRÉU:MARCIO DOPPIO RIBEIROCORRÉU:MARCO AURELIO PEREIRA MACHADOCORRÉU:ANDRE LUIS MARTINS DE OLIVEIRACORRÉU:ALISON GUERRA DE OLIVEIRA GALVÃOCORRÉU:CARLOS ROBERTO BARTELEGA DA CRUZCORRÉU:GUILHERME SANTANA DE ARAUJOCORRÉU:MARCIO VIEIRA MACHADO CARVALHOCORRÉU:ISABELLE GOLDANI VEIGA AMANCIOCORRÉU:JEAN RICARDO DE MORAES MARCONDESCORRÉU:GLEIDSON RAMON MOREIRA CAMARGOCORRÉU:KAROLINE MARIS POLICARPO DA SILVACORRÉU:FABIANO DE SOUZACORRÉU:ADRIANO AUGUSTO RAMOSCORRÉU:WESLEY MARQUES RODRIGUESCORRÉU:DANILO ALVES DE CARVALHOCORRÉU:IGOR MOREIRACORRÉU:WAGNER ROBSON CAPUCHOCORRÉU:LUCAS MENDES DE OLIVEIRACORRÉU:JULIANO ALFREDO DA SILVACORRÉU:GISELLE ARAUJO BARBOSA DA SILVACORRÉU:PATRICK CHRISTHIAN TAVARES MOREIRA DA SILVACORRÉU:LUCIANO FIOREZEADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353Vista à(s) parte(s) recorrida(s) para contrarrazões de Recurso Extraordinário (RE).
HC 804926/SP (2023/0058392-5)RELATOR:MINISTRO VICE-PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:CESAR RECALDE GIMENEZ JUNIORADVOGADO:CESAR RECALDE GIMENEZ JÚNIOR - MS014248IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ALEXSANDER LUCENA VEIGA AMANCIOCORRÉU:ALEX HENRIQUE FIGUEIRA DE SOUZACORRÉU:MATHIAS RIBEIRO DOS SANTOSCORRÉU:CLARA NUBIA DA SILVA FONSECACORRÉU:TAINA GREGORIO BATISTACORRÉU:LUANA CLARA FERNANDES CHIARICORRÉU:ANTÔNIO AUGUSTO DIAS FILHOCORRÉU:DIEGO ANTONIO DA SILVA PINTOCORRÉU:PAULO MOREIRA FILHOCORRÉU:PAULO HENRIQUE SENEK MOREIRACORRÉU:RODRIGO LUIS DE OLIVEIRACORRÉU:RAFAEL CARVALHO MOREIRA DE FREITASCORRÉU:GABRIEL HENRIQUE MONTEIRO DE OLIVEIRACORRÉU:MAURICIO MENDES DOS SANTOSCORRÉU:ALEXANDRE JOSE PEREIRACORRÉU:SANDRO MARCOS CORREIACORRÉU:JOAO PEDRO BARROS DE ASSIS OLIVEIRACORRÉU:THIAGO HENRIQUE DA SILVACORRÉU:MESSIAS ROBERTO FERNADES MARINHOCORRÉU:MARCIO DOPPIO RIBEIROCORRÉU:MARCO AURELIO PEREIRA MACHADOCORRÉU:ANDRE LUIS MARTINS DE OLIVEIRACORRÉU:ALISON GUERRA DE OLIVEIRA GALVÃOCORRÉU:CARLOS ROBERTO BARTELEGA DA CRUZCORRÉU:EDILAINE CATERINE ESPIRITO SANTOCORRÉU:GUILHERME SANTANA DE ARAUJOCORRÉU:MARCIO VIEIRA MACHADO CARVALHOCORRÉU:ISABELLE GOLDANI VEIGA AMANCIOCORRÉU:JEAN RICARDO DE MORAES MARCONDESCORRÉU:GLEIDSON RAMON MOREIRA CAMARGOCORRÉU:KAROLINE MARIS POLICARPO DA SILVACORRÉU:FABIANO DE SOUZACORRÉU:ADRIANO AUGUSTO RAMOSCORRÉU:WESLEY MARQUES RODRIGUESCORRÉU:DANILO ALVES DE CARVALHOCORRÉU:IGOR MOREIRACORRÉU:WAGNER ROBSON CAPUCHOCORRÉU:LUCAS MENDES DE OLIVEIRACORRÉU:JULIANO ALFREDO DA SILVACORRÉU:GISELLE ARAUJO BARBOSA DA SILVACORRÉU:PATRICK CHRISTHIAN TAVARES MOREIRA DA SILVACORRÉU:LUCIANO FIOREZECORRÉU:ALAN MARTINS DE OLIVEIRACORRÉU:EMERSON GONZAGA ANSELMOCORRÉU:FRANCISLENE KEROLIN SANT ANA DOS SANTOSCORRÉU:GUILHERME AUGUSTO DE OLIVEIRACORRÉU:JHONY MOREIRA DE OLIVEIRACORRÉU:LAIS CAROLINE FAUSTINO RIBASCORRÉU:ESTER STEPHANIE DE CASTRO GONZAGA ANSELMOCORRÉU:SOLANGE MENDES DOS SANTOSCORRÉU:ADEILTON CASTRO DOS SANTOS DE OLIVEIRAADVOGADOS:LUCIANO PEREIRA DA CRUZ - SP282340MARIANA ALVES PEREIRA DA CRUZ - SP282353RAFAEL ARLINDO DA SILVA - SP378006DANIELA AMANDA DA COSTA BENELLI - SP383490INTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOProcesso distribuído pelo sistema automático em 13/02/2025.
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 05/12/2024 a 11/12/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Antonio Saldanha Palheiro e Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do TJSP) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.