Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. MARIA ODILA MARQUES DA SILVA DORNELES (IMPETRANTE)
- Advogado
- MARIA ODILA MARQUES DA SILVA (OAB 110851/RS)
HC 1077470/RS (2026/0074352-6)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:MARIA ODILA MARQUES DA SILVA DORNELESADVOGADO:MARIA ODILA MARQUES DA SILVA - RS110851IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:MOZARTE PRESTES DA ROSAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de MOZARTE PRESTES DA ROSA em que se aponta como ato coator o acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL no julgamento da Apelação Criminal n. 5000246-58.2015.8.21.0119.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 15 (quinze) anos e 9 (nove) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito capitulado no art. 217-A, caput, combinado com o art. 61, II, f, e com o art. 226, II, do Código Penal.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a condenação teria se baseado exclusivamente em depoimentos frágeis e contraditórios, sem suporte probatório objetivo e em violação ao art. 155 do Código de Processo Penal, o que acarretaria a nulidade do processo.
Alega que houve coação física contra a vítima para que relatasse os fatos, com agressões praticadas pelos genitores, circunstância que contaminaria os relatos e retiraria sua confiabilidade, reforçando a nulidade da condenação assentada apenas em elementos testemunhais indiretos.
Defende que deve ser reconhecida a insuficiência probatória para absolvição do paciente, pois inexistem testemunhas presenciais do suposto fato, os depoimentos seriam do tipo “ouvi dizer” e a palavra da vítima seria inidônea por conter contradições relevantes, inclusive sobre a existência de conjunção carnal, além de laudo que registrou desvirginamento não recente e ausência de vestígios de violência.
Argumenta que há elementos que enfraquecem a autoria, como o fato de a vítima não ter estado na residência na data indicada e o paciente ter permanecido acompanhado de testemunha, inviabilizando a prática delituosa, o que reforça a necessidade de absolvição por ausência de provas.
