Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. JULIO CEZAR LICKS MACHADO (IMPETRANTE)
- Advogado
- JULIO CEZAR LICKS MACHADO (OAB 073842/RS)
HC 990677/RS (2025/0100153-0)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:JULIO CEZAR LICKS MACHADOADVOGADO:JULIO CEZAR LICKS MACHADO - RS073842IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:MAGSON OSNIR DOS SANTOS PIRESCORRÉU:VITOR HUGO DE AMORIM PIRESCORRÉU:LUIZ FELIPE JESUS DO NASCIMENTO SILVACORRÉU:OSMANY REIS DA SILVA BESSASCORRÉU:WISLAN BRUNO RAMOS DE OLIVEIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de MAGSON OSNIR DOS SANTOS PIRES apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (Apelação n. 5033007-83.2022.8.21.0027).
Depreende-se dos autos que o ora paciente foi condenado à pena de 14 anos e 7 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos no art. 171, § 2º-A e § 4º, e no art. 288, ambos do Código Penal.
Irresignada, a defesa interpôs apelação perante o Tribunal de origem, que negou provimento ao recurso (e-STJ fls. 11/36).
No presente writ, sustenta a nulidade das provas colhidas por meio de busca e apreensão domiciliar ilegal, além da inexistência de materialidade e de indícios da autoria delitiva.
Em relação do delito de estelionato, argumenta que "não há qualquer prova ou indício de que Magson Osni tenha se beneficiado ou participado de qualquer forma para induzir as vítimas a praticar atos que viesse lhe beneficiar" (e-STJ fl. 8).
Alega, outrossim, que houve indevida manutenção da condenação pelo crime de associação criminosa, porquanto não foi comprovado que o paciente e os demais acusados tenham se reunido para a consecução de um fim comum, tampouco ficou configurado o vínculo associativo estável e permanente entre eles.
Requer, ao final, a absolvição do paciente, bem como a restituição do veículo apreendido.
É o relatório.
Decido.
O Superior Tribunal de Justiça, de longa data, vem buscando fixar balizas para a racionalização do uso do habeas corpus, visando a garantia não apenas do curso natural das ações ou revisões criminais mas também da efetiva priorização do objeto ínsito ao remédio heroico, qual seja, o de prevenir ou remediar lesão ou ameaça de lesão ao direito de locomoção.
