Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SERGIPE (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SERGIPE
HC 990755/SE (2025/0100252-6)RELATOR:MINISTRO CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)IMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SERGIPEADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SERGIPEIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPEPACIENTE:J W DOS SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
DECISÃO
Cuida-se de habeas corpus impetrado em favor de J W DOS S, apontando-se como ato coator acórdão de apelação do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (fls. 20-79).
O paciente foi condenado por estupro de vulnerável em âmbito de violência doméstica. Interposta apelação defensiva, a dosimetria foi revista para deslocar a fundamentação de circunstâncias judiciais, sem alteração na pena-base.
Daí o presente writ, em que a defesa sustenta haver reformatio in pejus, “visto que o juízo de primeiro grau reconheceu favoravelmente tal circunstância em favor do paciente.” (fl. 8).
Busca a concessão da ordem “para reconhecer à flagrante ilegalidade apontada, promovendo-se a decotação da circunstância judicial culpabilidade já reconhecida favoravel pelo juízo de primeiro grau, com correspondente redução da pena-base e redimensionamento da pena definitiva e do regime inicial” (fl. 19).
Sem pedido liminar.
Prestadas informações, o Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento da impetração, na forma da seguinte ementa (fl. 141):
HABEAS CORPUS. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. DOSIMETRIA DA PENA. VALORAÇÃO NEGATIVA DO TENRA IDADE DA VÍTIMA. VETOR CONSEQUÊNCIAS DO CRIME. REFORMATIO IN PEJUS. INOCORRÊNCIA. MERO REENQUADRAMENTO PARA A VETORIAL DA CULPABILIDADE. TEMA 1.214/STJ. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. NÃO CONHECIMENTO DO WRIT.
É o relatório.
DECIDO.
Nos termos da jurisprudência do colendo Superior Tribunal de Justiça, “O amplo efeito devolutivo da apelação autoriza o Tribunal de Justiça, quando provocado a se manifestar sobre a dosimetria da pena, a realizar nova ponderação dos fatos e das circunstâncias em que se deu a conduta criminosa, mesmo em se tratando de recurso exclusivamente defensivo, sem que se incorra em reformatio in pejus, desde que não seja agravada a situação do réu”. (AgRg nos EDcl no HC n. 670.440/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 15/6/2021, DJe de 21/6/2021).
