Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (REQUERIDO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA (REQUERIDO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA (IMPETRADO), 1. F R DE S (REQUERENTE)
- Advogado
- CAROLINNE DE BRITO SOUZA (OAB 480651/SP)
RCD no HC 990775/BA (2025/0100870-3)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORREQUERENTE:F R DE SADVOGADO:CAROLINNE DE BRITO SOUZA - SP480651REQUERIDO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALREQUERIDO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIAIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA
DECISÃO
Trata-se de pedido de reconsideração (Petição n. 00299642/2025 – fls. 280/292), recebido como agravo regimental, interposto por F R DE S contra a decisão, por mim proferida, na qual indeferi liminarmente o habeas corpus, conforme esta ementa (fl. 273):
PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. SALVO-CONDUTO. CULTIVO ARTESANAL DE CANNABIS SATIVA PARA FINS MEDICINAIS. IMPOSSIBILIDADE. AUTORIZAÇÃO DE IMPORTAÇÃO EMITIDA PELA ANVISA. DATA DE VALIDADE EXPIRADA.
Writ indeferido liminarmente.
Neste recurso, a defesa sustenta que a autorização da ANVISA venceu no decurso do processo e foi renovada, com validade até a data de 27/2/2027.
Requer, assim, o acolhimento do pedido de reconsideração para expedir salvo-conduto, para que seja o paciente autorizado a realizar o autocultivo em sua residência e que as autoridades competentes abstenham-se de apreender e/ou destruir as plantas ou medicamentos e equipamento utilizados para cultivo, ou cercear a liberdade do paciente pelo cultivo e porte de Cannabis e seus extratos (fl. 285).
Dispensou-se a oitiva da parte contrária.
É o relatório.
Razão assiste ao agravante, e a decisão deve ser reconsiderada.
Por oportuno, o Tribunal de origem negou provimento ao pedido da defesa, nos termos da seguinte fundamentação (fls. 62/63 – grifo nosso):
[...]
Ao analisar as referidas documentações, o Magistrado de primeiro grau entendeu pela imprescindibilidade do tratamento médico do Recorrente, mediante o uso da planta cannabis, assim como reconheceu a sua hipossuficiência para arcar com a importação do medicamento. Contudo, denegou a ordem, considerando o histórico criminal do Paciente e a existência de outros meios para obtenção de medicamentos pelo Paciente.
