Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), 1. JOSE ARTHUR DE OLIVEIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- JOSE ARTHUR DE OLIVEIRA (OAB 164983/RJ)
HC 1083565/RJ (2026/0109572-1)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:JOSE ARTHUR DE OLIVEIRAADVOGADO:JOSE ARTHUR DE OLIVEIRA - RJ164983IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:JORGE FERREIRA DE AZEVEDOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de JORGE FERREIRA DE AZEVEDO, contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no recurso de Apelação Criminal n. 0000662.25.2023.8.19.0075.
Consta dos autos que o paciente foi condenado como incurso no artigo 217-A, caput, c/c o artigo 226, II, diversas vezes (ao menos três), na forma do artigo 71, todos do Código Penal (fls. 38/42) e condenado como incurso no artigo 217-A, à 14 (quatorze) anos de reclusão, regime inicial fechado (fl. 14).
Interposto recurso de Apelação pela Defesa, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso (fls. 11/27).
Sustenta a Defesa que o paciente sofre constrangimento ilegal decorrente da utilização de prova produzida em desconformidade com a Lei n. 13.431/2017 e com o art. 155 do Código de Processo Penal (CPP).
Assevera que a condenação foi mantida com fundamento em relatório psicológico elaborado por equipe técnica, fora do procedimento obrigatório do depoimento especial, sem contraditório efetivo, sem participação da defesa, sem registro audiovisual e sem produção antecipada de prova, em violação aos requisitos legais.
Argumenta, ainda, que o acórdão recorrido teria substituído a prova oral judicializada por “juízo técnico psicológico”, empregando elemento não submetido ao crivo do contraditório, o que comprometeria a validade do processo penal e demandaria o reconhecimento da nulidade.
Aponta que o constrangimento é atual, embora o paciente esteja solto, em razão da existência de condenação formal e do risco concreto de início da execução da pena, inclusive com possibilidade de decretação de prisão (fls. 03/05).
