Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ (IMPETRADO), 1. JEFERSON MARTINS LEITE (IMPETRANTE)
- Advogado
- JEFERSON MARTINS LEITE (OAB 049082/PR)
HC 995652/PR (2025/0127595-3)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:JEFERSON MARTINS LEITEADVOGADO:JEFERSON MARTINS LEITE - PR049082IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁPACIENTE:MARCELE DA LUZINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁCORRÉU:LUIZ GUSTAVO MACHADO E SILVA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de MARCELE DA LUZ, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ (Apelação n. 0019635-88.2020.8.16.0019).
Depreende-se dos autos que a paciente foi condenada a 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por infração ao art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, ante a apreensão de 1,039kg (um quilo e trinta e nove gramas) de maconha.
Interposta a apelação, o Tribunal de origem manteve incólume a sentença condenatória (e-STJ fls. 47/60).
Daí o presente writ, no qual a defesa sustenta que houve ilegalidade na dosimetria, pois não foi considerada a minorante do art. 33, § 4º, da Lei Lei de Drogas, apesar de a acusada preencher os requisitos para sua aplicação.
Requer, ao final, o reconhecimento da referida causa especial de diminuição de pena, na fração máxima de 2/3, bem como a modificação do modo carcerário inicial.
É o relatório.
Decido.
A presente irresignação não merece prosperar, pois se trata de mera reiteração de agravo em recurso especial anteriormente dirigido ao Superior Tribunal de Justiça (AREsp n. 2.433.862/PR) – interposto em favor da ora paciente e contra o mesmo acórdão.
Na oportunidade, conheci do agravo para dar parcial provimento ao recurso especial, em decisão monocrática disponibilizada no DJe em 10/10/2024, in verbis:
Preliminarmente cumpre ressaltar que, na esteira da orientação jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, por se tratar de questão afeta a certa discricionariedade do magistrado, a dosimetria da pena é passível de revisão nesta instância extraordinária apenas em hipóteses excepcionais, quando ficar evidenciada flagrante ilegalidade, constatada de plano, sem a necessidade de aprofundamento no acervo fático-probatório.
