Processo judicial
Superior Tribunal de Justiça
Possivelmente o mesmo caso em outras instâncias, com partes em comum.
2025
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HC 1009470/BA (2025/0206942-1)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:CLEBER NUNES ANDRADEADVOGADOS:CARLOS HENRIQUE DE ANDRADE SILVA - BA025104CLEBER NUNES ANDRADE - SP139237IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIAPACIENTE:JOHN GHENDOW DE SOUZA SILVAPACIENTE:EDUARDO MARTINS DALTRO DE CASTRO SOBRINHOPACIENTE:MICHEL MELO DE ALMEIDAPACIENTE:WESLEN DANILO BORGES LOPESPACIENTE:GUILHERME AUGUSTO CAMPOS SILVAPACIENTE:WILLIAM RICARDO DE FARIASOUTRO NOME:WILLIAN RICARDO DE FARIASCORRÉU:ALAN ARAGAO TRIGUEIROSCORRÉU:CARLOS FREDERICO SANTOS DE ARAGAOCORRÉU:EDSON BOMFIM BERHENDS SANTOSCORRÉU:JEFFERSON PINTO DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 11/09/2025 a 17/09/2025, por unanimidade, denegar o habeas corpus, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Antonio Saldanha Palheiro, Carlos Pires Brandão e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.
HC 1009470/BA (2025/0206942-1)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:CLEBER NUNES ANDRADEADVOGADOS:CARLOS HENRIQUE DE ANDRADE SILVA - BA025104CLEBER NUNES ANDRADE - SP139237IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIAPACIENTE:JOHN GHENDOW DE SOUZA SILVAPACIENTE:EDUARDO MARTINS DALTRO DE CASTRO SOBRINHOPACIENTE:MICHEL MELO DE ALMEIDAPACIENTE:WESLEN DANILO BORGES LOPESPACIENTE:GUILHERME AUGUSTO CAMPOS SILVAPACIENTE:WILLIAM RICARDO DE FARIASOUTRO NOME:WILLIAN RICARDO DE FARIASCORRÉU:ALAN ARAGAO TRIGUEIROSCORRÉU:CARLOS FREDERICO SANTOS DE ARAGAOCORRÉU:EDSON BOMFIM BERHENDS SANTOSCORRÉU:JEFFERSON PINTO DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIAProcesso incluído na Pauta de Julgamentos da SEXTA TURMA, Sessão Virtual do dia 11/09/2025 00:00:00, com encerramento no dia 17/09/2025 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
HC 1009470/BA (2025/0206942-1)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:CLEBER NUNES ANDRADEADVOGADOS:CARLOS HENRIQUE DE ANDRADE SILVA - BA025104CLEBER NUNES ANDRADE - SP139237IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIAPACIENTE:JOHN GHENDOW DE SOUZA SILVAPACIENTE:EDUARDO MARTINS DALTRO DE CASTRO SOBRINHOPACIENTE:MICHEL MELO DE ALMEIDAPACIENTE:WESLEN DANILO BORGES LOPESPACIENTE:GUILHERME AUGUSTO CAMPOS SILVAPACIENTE:WILLIAM RICARDO DE FARIASOUTRO NOME:WILLIAN RICARDO DE FARIASCORRÉU:ALAN ARAGAO TRIGUEIROSCORRÉU:CARLOS FREDERICO SANTOS DE ARAGAOCORRÉU:EDSON BOMFIM BERHENDS SANTOSCORRÉU:JEFFERSON PINTO DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus ajuizado em nome de JOHN GHENDOW DE SOUZA SILVA, EDUARDO MARTINS DALTRO DE CASTRO SOBRINHO, MICHEL MELO DE ALMEIDA, WESLEN DANILO BORGES LOPES, GUILHERME AUGUSTO CAMPOS DA SILVA e WILLIAM RICARDO DE FARIAS (ou WILLIAN RICARDO DE FARIAS), em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA (HC n. 8018355-33.2025.8.05.0000 e embargos de declaração subsequentes).
Menciona-se que os pacientes foram condenados a 10 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 213, § 1º, c/c o art. 226, I, na forma do art. 71, caput, todos do Código Penal (Processo n. 0001303-45.2012.8.05.0218, da Vara Criminal da comarca de Ruy Barbosa/BA).
Argumenta-se que o trânsito em julgado para a acusação ocorreu em 13/5/2015, e que a execução provisória da pena, iniciada indevidamente em 2017, foi posteriormente anulada por habeas corpus.
Relata-se que, recentemente, foi pleiteado o reconhecimento da prescrição da pretensão executória no Tribunal de origem, que negou o pedido ao considerar a publicação do acórdão condenatório como marco interruptivo, mesmo após a anulação da execução provisória.
Sustenta-se que, nos termos do art. 109, IV, do Código Penal, o prazo prescricional é de 16 anos, reduzido a 8 anos em razão da menoridade dos pacientes à época dos fatos. Como o trânsito em julgado para a acusação ocorreu em 2015 e não houve marco interruptivo válido nos 8 anos seguintes, estaria configurada a prescrição da pretensão executória.
Requer-se a imediata suspensão da execução da pena, com a consequente expedição de alvará de soltura aos pacientes presos. No mérito, busca-se a concessão da ordem para declaração de extinção da punibilidade dos acusados, em razão da prescrição da pretensão executória, nos termos do art. 107, IV, c/c os arts. 109, IV e 115 do Código Penal.
Estes autos foram a mim distribuídos por prevenção (HC n. 429.844/BA).
É o relatório.
A concessão de liminar em habeas corpus é medida de caráter excepcional, cabível apenas quando a decisão impugnada estiver eivada de ilegalidade flagrante, demonstrada de plano.
Não me parece ser a hipótese dos autos.
A questão suscitada exige um exame mais detalhado dos elementos de convicção carreados aos autos, providência que não se coaduna com este momento processual.
Indefiro o pedido liminar.
Ouça-se o Ministério Público Federal.
Publique-se.
Relator
SEBASTIÃO REIS JÚNIOR
HC 1009470/BA (2025/0206942-1)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:CLEBER NUNES ANDRADEADVOGADOS:CARLOS HENRIQUE DE ANDRADE SILVA - BA025104CLEBER NUNES ANDRADE - SP139237IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIAPACIENTE:JOHN GHENDOW DE SOUZA SILVAPACIENTE:EDUARDO MARTINS DALTRO DE CASTRO SOBRINHOPACIENTE:MICHEL MELO DE ALMEIDAPACIENTE:WESLEN DANILO BORGES LOPESPACIENTE:GUILHERME AUGUSTO CAMPOS SILVAPACIENTE:WILLIAM RICARDO DE FARIASOUTRO NOME:WILLIAN RICARDO DE FARIASCORRÉU:ALAN ARAGAO TRIGUEIROSCORRÉU:CARLOS FREDERICO SANTOS DE ARAGAOCORRÉU:EDSON BOMFIM BERHENDS SANTOSCORRÉU:JEFFERSON PINTO DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIAProcesso distribuído pelo sistema automático em 06/06/2025.