Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITORIOS (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL
HC 1011172/DF (2025/0216684-0)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERALADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERALIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITORIOSPACIENTE:F M M APACIENTE:S DE O SPACIENTE:A R SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de F M M A, S DE O S e A R S, contra decisão proferida por Desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (Agravo de Instrumento n. 0719991-75.2025.8.07.0000).
Consta dos autos que os pacientes foram representados pela prática de ato infracional análogo ao crime descrito no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, tendo o juízo de primeiro grau recebido a representação e determinando a liberação dos adolescentes (e-STJ fls. 103/116).
Irresignado, o representante do Parquet interpôs agravo de instrumento contra a decisão que liberou os adolescentes da internação provisória, tendo o Desembargador Relator deferido o pleito liminar para determinar a internação provisória dos paciente por 45 dias (e-STJ fls. 9/12).
No presente writ (e-STJ fls. 2/7), a impetrante alega que os pacientes estão sofrendo constrangimento ilegal, uma vez que a internação provisória dos pacientes foi indevidamente decretada, pois não há indícios suficientes de autoria e materialidade, nem necessidade imperiosa da medida, conforme exigido pelo art. 108, parágrafo único, do ECA.
Afirma que os adolescentes são tecnicamente primários e que o ato infracional não foi praticado com violência ou grave ameaça à pessoa, o que afastaria a necessidade da internação provisória.
Ressalta que a medida de internação provisória viola o princípio da proporcionalidade, pois não há gravidade do ato infracional ou repercussão social que justifique a medida.
Dessa forma, requer, na liminar e no mérito, a soltura dos pacientes, diante da ilegalidade da internação provisória.
