Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. PAULO SERGIO PISARA VICTORIANO (IMPETRANTE)
- Advogado
- PAULO SÉRGIO PISARA VICTORIANO (OAB 133606/SP)
HC 1012113/SP (2025/0220954-5)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:PAULO SERGIO PISARA VICTORIANOADVOGADO:PAULO SÉRGIO PISARA VICTORIANO - SP133606IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:JOSE LUIZ NEVESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, com pedido liminar, impetrado em favor de JOSE LUIZ NEVES, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Extrai-se dos autos que o paciente foi denunciado como incurso no artigo 217-A, c/c o art. 71, do Código Penal, sobrevindo senteça que o absolveu, com fulcro no artigo 386, IV, do Código de Processo Penal.
O Ministério Público interpôs recurso de apelação perante o Tribunal de origem, que deu provimento ao apelo para condenar o paciente à pena de 11 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão, em regime fechado, nos termos do acórdão que recebeu a seguinte ementa:
"APELAÇÃO CRIMINAL. Estupro de Vulnerável (artigo 217-A, caput, por diversas, c. c. artigo 71, todos do Código Penal). Sentença absolutória. Recurso Ministerial. Pretensão à condenação nos termos da acusação. Possibilidade. Materialidade e autoria delitivas sobejamente comprovadas. Credibilidade do relato da vítima e das testemunhas. Dosimetria. Circunstâncias judiciais desfavoráveis. Réu portador de maus antecedentes. Necessária imposição de regime fechado. Recurso Ministerial provido." (e-STJ, fls. 17-28)
Neste writ, a defesa alega que a condenação foi baseada em provas frágeis, produzidas na fase inquisitorial, sem confirmação em audiência de instrução e julgamento, pois a vítima faleceu antes de poder confirmar sua versão.
Ressalta a existência de depoimentos favoráveis ao paciente, incluindo da mãe e da tia da vítima. Assevera que não há provas firmes contra o paciente, e que o depoimento da vítima na fase policial deve ser visto com reservas, dado seu histórico de mentiras e a falta de estrutura familiar.
Requer a concessão da ordem para que o paciente seja absolvido e determinada a expedição de alvará de soltura.
