Processo judicial
Superior Tribunal de Justiça
Possivelmente o mesmo caso em outras instâncias, com partes em comum.
2026
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AgRg no HC 1103168/SP (2026/0221067-9)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURAADVOGADO:ANA LUIZA ROCHA DE SOUZA - SP445414AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 27/08/2026 a 02/09/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Carlos Pires Brandão, Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT) e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.
AgRg no HC 1103168/SP (2026/0221067-9)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORAGRAVANTE:LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURAADVOGADO:ANA LUIZA ROCHA DE SOUZA - SP445414AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOProcesso incluído na Pauta de Julgamentos da SEXTA TURMA, Sessão Virtual do dia 27/08/2026 00:00:00, com encerramento no dia 02/09/2026 23:59:59 (RISTJ, Art. 184-E).
HC 1103168/SP (2026/0221067-9)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:ANA LUIZA ROCHA DE SOUZAADVOGADO:ANA LUIZA ROCHA DE SOUZA - SP445414IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
O presente habeas corpus, impetrado em favor de L E A B contra o acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo na Apelação n. 0038488-38.2011.8.26.0002 – que reformou a sentença de desclassificação e extinção da punibilidade para condenar o paciente pelo crime do art. 129, § 1º, I e III, e § 10, do Código Penal, à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime aberto –, não comporta processamento.
Com efeito, busca a impetração a extinção da punibilidade do paciente pelo reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva estatal, arguindo que já decorreu mais de 10 anos entre o recebimento do aditamento à denúncia (9/4/2013) e o acórdão condenatório (25/7/2023), superando o prazo de prescricional de 8 anos, calculado pela pena aplicada em concreto (2 anos e 4 meses).
Ocorre que o tema aqui suscitado não foi debatido pelo Tribunal a quo (até porque não foi instado a fazê-lo), o que obsta o seu exame diretamente por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância.
Conforme reiterada jurisprudência, o habeas corpus não pode ser conhecido quando as teses defensivas não foram previamente submetidas ao Tribunal de origem, sob pena de indevida supressão de instância (AgRg no HC n. 1.043.016/GO, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJEN de 1/12/2025).
Logo, deve a Corte a quo ser provocada a se manifestar sobre o assunto, antes de qualquer pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça.
Pelo exposto, indefiro liminarmente o habeas corpus (art. 210 do RISTJ).
Publique-se.
Relator
SEBASTIÃO REIS JÚNIOR
HC 1103168/SP (2026/0221067-9)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:ANA LUIZA ROCHA DE SOUZAADVOGADO:ANA LUIZA ROCHA DE SOUZA - SP445414IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOProcesso distribuído pelo sistema automático em 08/06/2026.