Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ (IMPETRADO), 1. CHARLES LIRA DE MELO (IMPETRANTE)
- Advogado
- CHARLES LIRA DE MELO (OAB 25043/PA)
HC 1012190/PA (2025/0221249-3)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:CHARLES LIRA DE MELOADVOGADO:CHARLES LIRA DE MELO - PA025043IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁPACIENTE:GENILSON COSTA DE OLIVEIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de GENILSON COSTA DE OLIVEIRA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 0811537-22.2025.8.14.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente, decorrente da suposta prática dos delitos capitulados no art. 24-A, caput, da Lei n. 11.340/2006 e no art. 147-B do Código Penal.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a segregação processual do paciente, com predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea; não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP; e se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no art. 319 do aludido diploma legal.
Ressalta, ademais, que não foi estipulada uma distância mínima entre o paciente e a ofendida, conforme solicitado pela vítima e pela autoridade policial, bem como que a decisão de prisão preventiva foi baseada em boletim de ocorrência que não caracteriza crime de descumprimento de medida protetiva, conforme informado pela Patrulha Maria da Penha e pela autoridade policial.
Requer, assim, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
É o relatório.
Decido.
Constata-se, desde logo, que a pretensão não pode ser acolhida por esta Corte Superior, pois a matéria não foi examinada pelo tribunal de origem, que ainda não julgou o mérito do writ originário.
