Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS (AGRAVADO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. DALVANE BARBOSA (AGRAVANTE)
- Advogado
- GEOVANNY TEIXEIRA SANTOS (OAB 214359/MG)
AgRg no HC 1103223/MG (2026/0221272-7)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESAGRAVANTE:DALVANE BARBOSAADVOGADO:GEOVANNY TEIXEIRA SANTOS - MG214359AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAISIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de agravo regimental interposto por DALVANE BARBOSA contra a decisão de fls. 28-30, que indeferiu liminarmente o habeas corpus por óbice da Súmula n. 691 do STF.
A parte recorrente sustenta, em síntese, a reforma da decisão agravada.
Alega que há flagrante ilegalidade apta a superar a Súmula n. 691 do STF, porque o Ministério Público se manifestou pela liberdade provisória após o encerramento da instrução, e, mesmo assim, o juiz manteve a prisão preventiva.
Argumenta que a prisão cautelar permanece sem necessidade atual, pois a instrução foi encerrada, todas as provas orais foram colhidas e o feito está em alegações finais, sem risco à produção probatória.
Defende que a manutenção da preventiva se baseou em registros pretéritos da FAC/CAC e em suposta reiteração delitiva anterior, sem demonstração contemporânea dos requisitos do art. 312 do CPP.
Expõe que o sistema acusatório, consagrado pela Constituição e reforçado pelo art. 3º-A do CPP, exige deferência à posição do órgão acusador sobre a desnecessidade da prisão; para tanto, invoca a Súmula n. 676 do STJ, nos seguintes termos: “Em matéria penal, o juiz não pode, de ofício, decretar ou converter prisão em flagrante em prisão preventiva.”
Alega que, se persistir alguma cautela, são suficientes medidas alternativas do art. 319 do CPP, em observância à proporcionalidade e à menor restrição possível.
Defende a concessão de tutela de urgência recursal, por existir fumus boni iuris nas teses expostas e periculum in mora inerente à privação da liberdade, destacando, novamente, o encerramento da instrução e o parecer ministerial favorável à liberdade provisória.
Requer, ao final, o acolhimento do agravo, pretendendo obter a concessão da ordem, com a revogação da prisão preventiva ou a substituição por medidas cautelares diversas.
