Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. ANNE CAROLINE ALMEIDA DOS SANTOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- ANNE CAROLINE ALMEIDA DOS SANTOS (OAB 189466/MG)
HC 1012703/MG (2025/0224503-5)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:ANNE CAROLINE ALMEIDA DOS SANTOSADVOGADO:ANNE CAROLINE ALMEIDA DOS SANTOS - MG189466IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:ALEX RODRIGUES DA SILVACORRÉU:LAGISLENE CARVALHO SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de ALEX RODRIGUES DA SILVA em face de acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.
Consta nos autos que o paciente foi preso preventivamente em 3/4/2025, pelar suposta prática do delito descrito no art. 217-A do Código Penal.
A defesa sustenta que a decisão que manteve a prisão preventiva carece de fundamentação idônea e não demonstra a imprescindibilidade da medida extrema, pois os fatos imputados ao paciente teriam ocorrido entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022, e a prisão foi decretada em 27/3/2023, sendo efetivada apenas em 3/4/2025, sem notícia de qualquer fato novo que justificasse a necessidade da prisão cautelar .
Afirma que não houve intimação do paciente para se manifestar quanto ao requerimento ministerial pela decretação da prisão preventiva, violando o art. 282, § 3º, do Código de Processo Penal.
Destaca que o paciente possui condições pessoais favoráveis, como endereço fixo, primariedade, bons antecedentes e emprego fixo.
Requer a revogação da prisão preventiva ou, subsidiariamente, sua substituição por medidas cautelares diversas.
Liminar indeferida, às fls. 45-46.
Informações prestadas, às fls. 52-664.
O Ministério Público Federal em parecer, às fls. 666-673, opinou pela denegação da ordem.
É o relatório. DECIDO.
In casu, a prisão preventiva se encontra devidamente fundamentada, em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam a necessidade de encarceramento provisório para a garantia da ordem pública; notadamente se considerada a gravidade concreta evidenciada pelo modus operandi da conduta, consistente em estupro de vulnerável, haja vista que, em tese, o paciente teria praticado atos libidinosos com uma criança de 8 (oito) anos de idade, constando nos autos que ele ministrava bebida/suco, a fim de deixar a vítima sonolenta e praticava os abusos sexuais.
