Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (IMPETRADO), 1. ALLAN GARDAN FERNANDES DE SOUSA (IMPETRANTE)
- Advogado
- ALLAN GARDAN FERNANDES DE SOUSA (OAB 25977/CE)
HC 1104217/CE (2026/0225632-5)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:ALLAN GARDAN FERNANDES DE SOUSAADVOGADO:ALLAN GARDAN FERNANDES DE SOUSA - CE025977IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁPACIENTE:PAULO HENRIQUE BRITO DA SILVAOUTRO NOME:PAULO HENRIQUE BRITO DIASINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em favor de PAULO HENRIQUE BRITO DIAS no qual se aponta como autoridade coatora o JUÍZO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE QUIXADÁ – CE (processo n. 0200366-69.2026.8.06.0303).
Depreende-se dos autos que o paciente está preso em decorrência de processo criminal em curso perante o Juízo da 2ª Vara Criminal de Quixadá – CE. A defesa impetrou mandado de segurança perante o Tribunal de origem, e o desembargador relator indeferiu o pedido de liminar.
No presente writ, o impetrante sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal, consubstanciado na alegada negativa – ainda que tácita por omissão – de acesso do defensor constituído aos autos do processo criminal em que o paciente figura como réu preso.
Alega que, desde 13/5/2026, vem tentando obter a senha de acesso ao processo eletrônico, tendo encaminhado e-mail e mantido contato com a serventia por aplicativo de mensagens, sem que lhe fosse franqueado o acesso, embora tenha sido informado que o gabinete analisaria o pedido.
Afirma que peticionou diretamente nos autos em 20/5/2026, juntando procuração e documentos e requerendo habilitação ou, alternativamente, fornecimento da senha de acesso, permanecendo o Juízo silente até 8/6/2026, o que configuraria indeferimento tácito.
Aduz que a negativa de acesso viola a Súmula Vinculante n. 14 do STF e as prerrogativas previstas no art. 7º, XIV, XV e XXI, da Lei n. 8.906/1994.
Assevera que a situação – réu preso sem defensor com acesso aos autos – configura constrangimento ilegal permanente, apto a justificar a via estreita do habeas corpus.
Requer, liminarmente, a habilitação do advogado () nos autos da ação penal movida contra o paciente, ou, alternativamente, o fornecimento da senha de acesso ao processo eletrônico, em 48 horas. No mérito, pugna pela concessão da ordem para garantir o pleno exercício do direito de defesa, mediante acesso do advogado constituído aos autos do processo criminal, e busca os benefícios da justiça gratuita.
