Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- CONFLITO DE COMPETÊNCIA
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (REQUERIDO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (REQUERIDO), 1. CLOVIS SOUZA DE OLIVEIRA (REQUERENTE), 4. JUÍZO DE DIREITO DA VARA DE EXECUÇÕES PENAIS DO RIO DE JANEIRO - RJ (SUSCITADO), 5. JUÍZO DE DIREITO DA UNIDADE REGIONAL DE DEPARTAMENTO ESTADUAL DE EXECUÇÃO CRIMINAL - DEECRIM 6A RAJ - DE RIBEIRÃO PRETO -SP (SUSCITADO), 6. JUÍZO DE DIREITO DA UNIDADE REGIONAL DE DEPARTAMENTO ESTADUAL DE EXECUÇÃO CRIMINAL DE PRESIDENTE PRUDENTE - DEECRIM 5A RAJ - SP (SUSCITADO)
- Advogado
- GLAUCIO DALPONTE MATTIOLI (OAB 253642/SP)
PET na CC 222175/RJ (2026/0225902-7)RELATOR:MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZREQUERENTE:CLOVIS SOUZA DE OLIVEIRAADVOGADO:GLAUCIO DALPONTE MATTIOLI - SP253642REQUERIDO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIROREQUERIDO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOSUSCITADO:JUÍZO DE DIREITO DA VARA DE EXECUÇÕES PENAIS DO RIO DE JANEIRO - RJSUSCITADO:JUÍZO DE DIREITO DA UNIDADE REGIONAL DE DEPARTAMENTO ESTADUAL DE EXECUÇÃO CRIMINAL - DEECRIM 6A RAJ - DE RIBEIRÃO PRETO -SPSUSCITADO:JUÍZO DE DIREITO DA UNIDADE REGIONAL DE DEPARTAMENTO ESTADUAL DE EXECUÇÃO CRIMINAL DE PRESIDENTE PRUDENTE - DEECRIM 5A RAJ - SP
DECISÃO
CLOVIS SOUZA DE OLIVEIRA requer a concessão de tutela provisória, às fls. 162-163, sob o fundamento de que, apesar da decisão desta Corte que definiu a competência para a condução da execução penal em favor do Juízo da Vara de Execuções Penais da Comarca do Rio de Janeiro/RJ, o respectivo processo executivo permaneceria arquivado, circunstância que estaria impedindo a apreciação de pedidos de benefícios executórios.
Não assiste razão ao requerente.
Com efeito, o conflito de competência já foi definitivamente solucionado por esta Corte, tendo sido declarado competente o Juízo da Vara de Execuções Penais da Comarca do Rio de Janeiro/RJ para a condução da execução penal, cabendo ao Juízo do local de custódia apenas a supervisão e o acompanhamento do cumprimento da pena, mediante carta precatória, sem deslocamento da competência executória.
Assim, uma vez definida a competência, eventual alegação de omissão, demora ou resistência do Juízo competente em impulsionar a execução ou apreciar requerimentos defensivos não caracteriza situação apta a justificar a atuação desta Corte, em sede de tutela provisória, no âmbito do presente conflito.
Com efeito, eventual irresignação quanto à alegada paralisação do feito ou à ausência de apreciação de pedidos formulados na execução penal deve ser deduzida diretamente perante o Juízo competente, a quem incumbe a condução do processo executivo. Persistindo eventual ilegalidade ou mora jurisdicional, a parte poderá valer-se dos instrumentos processuais cabíveis para impugná-la, pelas vias próprias.
Ante o exposto, indefiro o pedido de tutela provisória.
