Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
HC 1013549/RS (2025/0227670-6)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:ELIMAR BENTO GONCALVESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de ELIMAR BENTO GONÇALVES contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (Apelação n. 5005128-37.2023.8.21.0037).
Consta dos autos que o paciente foi condenado, em primeiro grau de jurisdição, à pena de 11 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 217-A, caput, do Código Penal (e-STJ fls. 23/27).
Irresignada, a defesa interpôs recurso de apelação, o qual foi desprovido (e-STJ fls. 16/22), em acórdão assim ementado:
APELAÇÃO CRIME. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. SENTENÇA CONDENATÓRIA. IRRESIGNAÇÃO DEFENSIVA.
SUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. A prova dos autos é apta a demonstrar a prática do delito, não havendo qualquer circunstância que permita levantar dúvida sobre a palavra da vítima, que foi coerente em todas as oportunidades em que ouvida.
DOSIMETRIA. O pedido de redução da pena formulado pela defesa técnica não foi amparado por nenhum argumento no corpo do arrazoado. Não se encontrou erro que justificasse a alteração da pena fixada. Apenamento mantido.
APELO DEFENSIVO DESPROVIDO.
No presente mandamus (e-STJ fls. 2/15), a impetrante sustenta que o Tribunal a quo impôs constrangimento ilegal ao paciente, pois manteve sentença que não reconheceu a forma tentada. Aduz que o paciente não pode ser penalizado com o mesmo rigor daqueles que praticam conjunção carnal ou anal e, no caso, não há menção a sinais de violência físicas visíveis ou documentados contra a vítima, tampouco constam indícios técnicos de conjunção carnal (e-STJ fl. 6).
