Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL (IMPETRADO), 1. GIL ANTONIO VIEIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- GIL ANTONIO VIEIRA (OAB 16400/MS)
HC 1013574/MS (2025/0227884-0)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:GIL ANTONIO VIEIRAADVOGADO:GIL ANTONIO VIEIRA - MS016400IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SULPACIENTE:R P DE FINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus ajuizado em nome de R P de F, condenado pelo crime de estupro de vulnerável (art. 217-A, c/c o art. 226, II, do CP), à pena de 12 anos de reclusão em regime fechado (Processo n. 0033080-15.2018.8.12.0001, da 7ª Vara Criminal da comarca de Campo Grande/MS).
Aponta-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que não conheceu da Revisão Criminal n. 1400061-89.2025.8.12.0000, proposta pelo paciente (fls. 93/99).
Alega-se que a condenação do paciente foi baseada exclusivamente em prova emprestada e em depoimento colhido em sede de inquérito policial, sem o devido contraditório e ampla defesa, violando os princípios constitucionais e processuais penais.
Sustenta-se que houve negativa de prestação jurisdicional por parte do Tribunal de Justiça, ao não respeitar o entendimento exarado pelo Superior Tribunal de Justiça no Informativo n. 656, que admite a revisão criminal sem a indicação do dispositivo de lei penal violado, desde que suas razões apontem vícios relativos à prestação jurisdicional.
Requer-se a concessão de liminar para suspender o acórdão que não conheceu da revisão criminal ou para colocar o paciente em liberdade até o julgamento final deste habeas corpus. Ao final, pede-se a concessão da ordem para obrigar o Tribunal de origem a conhecer da revisão criminal e julgá-la como entender de direito ou, subsidiariamente, para declarar nulo o acórdão condenatório, absolvendo o paciente nos termos do art. 386, VII, do Código de Processo Penal.
Em caráter subsidiário, busca-se a análise do caso quanto à condenação alegadamente baseada em prova emprestada e depoimento colhido em inquérito policial, mitigando a vedação da análise por supressão de instância.
É o relatório.
