Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1105107/SP (2026/0230802-9)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:JANDSON CONCEICAO DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de JANDSON CONCEIÇÃO DOS SANTOS em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Consta dos autos que, na execução penal, foi deferido o benefício de progressão de regime prisional.
O Ministério Público estadual interpôs agravo em execução contra essa decisão, e o Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso, determinando o retorno do paciente ao regime em que se encontrava e a realização de exame criminológico antes de nova análise do benefício.
A impetrante sustenta que há constrangimento ilegal por determinação de exame criminológico e de retorno ao regime prisional semiaberto sem fundamentação concreta, após progressão ao regime aberto.
Alega que a Lei n. 14.843/2024 não afasta a necessidade de motivação idônea, sendo vedada imposição automática, em respeito ao art. 5º, XLVI, da Constituição Federal.
Aduz que precedentes do Supremo Tribunal Federal, inclusive sobre progressão e a Súmula Vinculante n. 26 do STF, exigem decisão individualizada e motivada para eventual exame criminológico.
Afirma que a exigência indiscriminada gera atrasos estruturais na execução, com impacto na fila de exames e risco de inviabilizar a progressão tempestiva.
Defende que a medida contribui para agravar o estado de coisas inconstitucional reconhecido na ADPF n. 347, contrariando esforços de racionalização da execução penal.
Entende que a imposição automática para realização do exame viola o princípio da eficiência da administração pública (art. 37, caput, da Constituição Federal), acarretando gastos sem eficácia comprovada e prejudicando a prevenção especial positiva.
