Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO (IMPETRADO), 1. CESAR TEIXEIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- CÉSAR TEIXEIRA (OAB 67651/PE)
HC 1107493/MA (2026/0246566-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:CESAR TEIXEIRAADVOGADO:CÉSAR TEIXEIRA - PE067651IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃOPACIENTE:ANTONIO NUNES DA SILVAPACIENTE:RICARDO ANDRE MARQUESPACIENTE:ANTONIO CARLOS SILVA SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de ANTONIO NUNES DA SILVA, RICARDO ANDRE MARQUES, ANTONIO CARLOS SILVA SANTOS em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 0814986-62.2026.8.10.0000.
Consta dos autos a prisão em flagrante dos pacientes, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente da suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 121, § 2º, IV, e 288 do Código Penal, e art. 15 da Lei n. 10.826/2003, termos em que denunciados.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a prisão preventiva está desprovida dos requisitos autorizadores do art. 312 do Código de Processo Penal e fundada em elementos frágeis, inclusive suposições não documentadas de coação de testemunhas, o que inviabiliza a manutenção do cárcere.
Alega que é nulo o reconhecimento de pessoas realizado por chamada de vídeo informal, sem observância das formalidades do art. 226 do Código de Processo Penal, contaminando a memória dos reconhecedores e impedindo o uso desses elementos para justificar a custódia cautelar.
Argumenta que os termos de declarações e de reconhecimento fotográfico atribuídos à testemunha são apócrifos, sem assinatura física ou eletrônica e sem gravação oficial, motivo pelo qual são juridicamente inexistentes e devem ser desentranhados dos autos.
Defende que não há indícios suficientes de autoria além das peças de reconhecimento invalidadas, inexistindo apreensão de armas, munições ou qualquer vestígio que vincule os pacientes ao fato, o que afasta a justa causa para a prisão preventiva.
