Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE DECISÕES ESTRANGEIRAS E RECURSOS PARA O STF
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITORIOS (IMPETRADO), 1. FERNANDO PARENTE DOS SANTOS VASCONCELOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- FERNANDO PARENTE DOS SANTOS VASCONCELOS (OAB 27805/DF)
HC 1017049/DF (2025/0246720-5)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:FERNANDO PARENTE DOS SANTOS VASCONCELOSADVOGADO:FERNANDO PARENTE DOS SANTOS VASCONCELOS - DF027805IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITORIOSPACIENTE:FERNANDO DOS REIS MARTINSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de FERNANDO DOS REIS MARTINS contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS, assim ementado:
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. DENÚNCIA. REJEIÇÃO. RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. INQUÉRITO POLICIAL. OITIVA DO INVESTIGADO. AUSÊNCIA DO DEFENSOR. IRREGULARIDADE NÃO RECONHECIDA. JUSTA CAUSA CONFIGURADA. INDÍCIOS MÍNIMOS DE MATERIALIDADE E DE AUTORIA. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. CABIMENTO. A ausência do defensor durante a realização de oitiva do investigado na Delegacia não induz à nulidade do ato. Eventuais vícios na condução do inquérito policial não contaminam o processo penal, pois será possível repetir a produção de provas na fase judicial, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. Ademais, o procedimento inquisitivo não é obrigatório para a propositura da ação penal. Presentes indícios mínimos de materialidade e de autoria quanto ao delito de estupro de vulnerável, há justa causa para a instauração da ação penal. O recebimento da denúncia não traduz juízo prévio de condenação pelo órgão julgador, uma vez que caberá ao titular da ação provar, satisfatoriamente, sob o crivo do contraditório, ampla defesa e em obediência ao devido processo legal, perante o Juízo competente, a imputação ali deduzida, sob pena de improcedência.
A defesa requereu o reconhecimento da "nulidade do interrogatório policial e ausência de justa causa; ilicitude por derivação das provas novas; ausência do defensor durante a realização de oitiva do investigado na delegacia induz automaticamente à nulidade do ato; e a violação à coisa julgada; O reconhecimento da nulidade do trânsito em julgado, com a reabertura do prazo recursal, assegurando ao paciente a oportunidade de decidir sobre eventual recurso contra o acórdão condenatório" (e-STJ fls. 2/13).
A liminar foi indeferida (e-STJ fls. 1005/1006).
As informações foram prestadas (e-STJ fls. 1012/1024).
