HDE 12396/EX (2025/0247914-5)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJREQUERENTE:R M RREQUERENTE:C A DE A ROUTRO NOME:C A DE AADVOGADO:BERNARDO BRAZ DE OLIVEIRA - SC025461REQUERIDO:R M RREQUERIDO:C A DE A ROUTRO NOME:C A DE AADVOGADO:BERNARDO BRAZ DE OLIVEIRA - SC025461
DECISÃO
Trata-se de ação de Homologação de Decisão Estrangeira proposta por R. M. R. em conjunto com C. A. de A. R., cujo objeto é sentença de divórcio oriunda de Portugal.
O Ministério Público Federal opinou pelo deferimento do pedido (fls. 37-41).
É o relatório.
Decido.
Segundo os arts. 15 e 17 da LINDB, 963 do CPC e 216-D e 216-F do RISTJ, constituem requisitos indispensáveis à homologação de decisão estrangeira: a) ter sido proferida por autoridade competente; b) ser precedida de citação regular, ainda que verificada a revelia; c) ser eficaz no país em que foi proferida; e d) não ofender a coisa julgada brasileira, a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana, a ordem pública e os bons costumes.
Ademais, a petição inicial deve ser instruída com a decisão homologanda e com os outros documentos indispensáveis em vias redigidas no idioma original, acompanhadas de tradução realizada por tradutor juramentado no Brasil e autenticadas no país de origem por meio de chancela consular brasileira ou de apostila (art. 216-C do RISTJ), salvo se houver previsão de dispensa em tratado (art. 3º da Convenção de Haia sobre a Eliminação da Exigência de Legalização de Documentos Públicos Estrangeiros).
No caso dos autos, foram apresentados a sentença estrangeira de divórcio e o acordo por ela homologado (fls. 28-33), acompanhados de apostila (fls. 30 e 33) e de comprovação do trânsito em julgado (fl. 27).
Por fim, além de a decisão estrangeira ter sido prolatada por autoridade competente, o título não contraria a coisa julgada brasileira nem apresenta manifesta ofensa à soberania nacional, à ordem pública, aos bons costumes ou à dignidade da pessoa humana.