Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. JOAO PAULO RODRIGUES RIBEIRO (IMPETRANTE)
- Advogado
- JOÃO PAULO RODRIGUES RIBEIRO (OAB 55989/DF)
HC 1108148/MG (2026/0251711-0)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:JOAO PAULO RODRIGUES RIBEIROADVOGADO:JOÃO PAULO RODRIGUES RIBEIRO - DF055989IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:E R CCORRÉU:L S DA SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de E R C, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS no julgamento do HC n. 1.0000.26.150703-2/000.
Extrai-se dos autos que o paciente foi preso preventivamente pela suposta prática do crime tipificado no 217-A do Código Penal. O Juízo de primeiro grau substituiu a segregação cautelar por internação em hospital de custódia.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, que denegou a ordem nos termos do acórdão que restou assim ementado (fl. 8):
"'HABEAS CORPUS'. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. DOENÇA MENTAL SUPERVENIENTE. PRISÃO PREVENTIVA SUBSTITUIDA POR INTERNAÇÃO. REITERAÇÃO DE TESE JÁ JULGADA POR HABEAS CORPUS IMPETRADO ANTERIORMENTE. NÃO CONHECIMENTO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE TÍTULO JURÍDICO VÁLIDO FUNDAMENTANDO A MANUTENÇÃO DA CONSTRIÇÃO. IMPROCEDENCIA. NECESSIDADE DE AGUARDAR VAGA EM ESTABELECIMENTO ADEQUADO. RECAMBIAMENTO. IMPERATIVIDADE. 1. Tendo sido analisadas as teses de ausência de contemporaneidade e aplicação de medidas cautelares alternativas em “Habeas Corpus” anterior, resta caracterizado a reiteração de pedido, impondo-se o não conhecimento do pleito, nos termos da súmula nº. 53 do Grupo de Câmaras Criminais deste Tribunal. 2. A manutenção da segregação, ainda que em estabelecimento comum, enquanto aguarda vaga em local adequado, decorre de decisão válida e fundamentada. 3. A ausência de vaga não faz cessar a periculosidade e não gera direito automático a restituição da liberdade. 4. Se não há no Estado de Goiás vagas e estrutura adequada para o cumprimento da medida de internação, o recambiamento do paciente para o Estado de Minas Gerais, onde o processo tramita, é medida cogente."
No presente writ, a defesa sustenta violação à Política Antimanicomial, prevista na Lei n. 10.216/2001 e na Resolução CNJ n. 487/2023, por manter pessoa com transtorno mental em unidade prisional comum, quando a internação, excepcionalmente cabível, deve fundar-se em razões clínicas e ser cumprida em leito de saúde mental de Hospital Geral ou equipamento da RAPS, referenciado pelo CAPS.
