Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. RICARDO BIANCHINI DE ASSUNCAO (IMPETRANTE)
- Advogado
- RICARDO BIANCHINI DE ASSUNÇÃO (OAB 446443/SP)
HC 1108356/SP (2026/0252979-3)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:RICARDO BIANCHINI DE ASSUNCAOADVOGADO:RICARDO BIANCHINI DE ASSUNÇÃO - SP446443IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:VICTOR CESAR SOUZA DA SILVACORRÉU:RODRIGO ANJOS ALVESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de V C S DA S em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2142148-92.2026.8.26.0000.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 10 (dez) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito capitulado no art. 213, caput, c/c o art. 226, IV, "a", do CP.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto há excesso de prazo atribuível ao Estado na produção da prova pericial de confronto de DNA, determinada pelo Tribunal de origem ao converter o julgamento da apelação em diligência, sem que a demora possa ser imputada à defesa.
Alega que a segregação processual do paciente encontra-se despida de fundamentação idônea, porque não estariam presentes os requisitos do art. 312 do CPP, ressaltando que o excesso de prazo da prisão revela a ausência de contemporaneidade de seus motivos.
Afirma que não há justa causa para a manutenção da custódia preventiva ante a ausência de prova da materialidade, destacando a necessidade da prova técnica de DNA para dirimir dúvidas relevantes sobre o fumus comissi delicti, o que esvaziaria a base para a prisão.
Requer, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
É o relatório.
Decido.
Constata-se, desde logo, que a pretensão não pode ser acolhida por esta Corte Superior, pois a matéria não foi examinada pelo Tribunal de origem, que ainda não julgou o mérito do writ originário.
