Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
HC 1108725/RJ (2026/0254884-1)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:LEONARDO SOARES DE PAULACORRÉU:JOÃO PEDRO MUROS BARBOSAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em benefício de LEONARDO SOARES DE PAULA no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (Apelação n. 0833190-64.2024.8.19.0004).
Depreende-se dos autos que o ora paciente foi condenado a 13 (treze) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, no regime inicial fechado, por haver praticado o crime de latrocínio tentado (e-STJ fls. 81/92).
O Tribunal de origem deu parcial provimento à apelação para redimensionar a reprimenda para 6 (seis) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto (e-STJ fls. 146/165).
Daí o presente writ, no qual sustenta a defesa, basicamente, que "os reconhecimentos realizados pelas supostas vítimas se realizaram ao arrepio dos critérios legais estabelecidos pelo artigo 226 do Código de Processo Penal, sendo, por isso, viciados. A instrução criminal revela que, no dia 20 de setembro de 2024, apenas quatro dias após os fatos, as vítimas compareceram à delegacia de polícia e foram submetidas ao método show-up, ocasião em que a fotografia de Leonardo foi exposta de forma isolada e individualizada na qualidade de suspeito (ID 157214236 e ID 157214242)" – e-STJ fl. 7.
Diante dessas considerações, pede, liminarmente, a suspensão dos efeitos da condenação, e, no mérito (e-STJ fl. 12):
a) Seja declarado nulo o reconhecimento pessoal e fotográfico realizado em desconformidade com o artigo 226 do Código de Processo Penal e com o Tema 1258 do STJ, determinando-se o desentranhamento das provas ilícitas;
b) Consequentemente, diante da inexistência de lastro probatório residual de autoria, seja o Paciente absolvido com fulcro no nciso VII, do Código de Processo Penal.
