HC 1018547/ES (2025/0255633-2)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:A DE OINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de A DE O, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO.
Consta da impetração que ao paciente foi originariamente aplicada medida socioeducativa de liberdade assistida, por ato infracional análogo ao crime descrito no art. 33, caput, da Lei 11.343/20026. Interposto recurso de apelação pelo Ministério Público, o Tribunal a quo entendeu que o ato infracional foi cometido mediante participação em associação para o tráfico de entorpecentes, porquanto os outros cinco indivíduos portavam armas de fogo, o que levou à troca de tiros com os policiais. Em razão disso, foi aplicada a medida de internação.
O Recurso Especial interposto foi inadmitido na origem e o Agravo em Recurso Especial não foi conhecido por decisão monocrática do Presidente, por não ter sido impugnado especificamente o óbice da Súmula 83 do STJ, decisão que restou mantida pelo colegiado desta Corte, em sede de agravo interno.
A impetrante alega, em síntese, constrangimento ilegal, argumentando que houve, no caso concreto, afronta ao princípio da congruência e julgamento extra petita. Assevera, ainda, que o julgado do Tribunal a quo analisou o caso concreto como se fosse ato infracional equiparado ao crime de roubo.
Requer, liminarmente, seja obstado o início da internação até o julgamento do writ; e, no mérito, seja reconhecida a nulidade do acórdão, restabelecendo-se a sentença de primeiro grau ou determinando-se novo julgamento.
É o relatório.
Decido.
Em cognição sumária, não se verifica a ocorrência de manifesta ilegalidade ou urgência a justificar o deferimento do pleito liminar.