HC 1109702/ES (2026/0261370-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:DIEGO FERNANDO MACHADO FUENTESADVOGADOS:DIEGO FERNANDO MACHADO FUENTES - PR105101AMANDA DA SILVA SANTOS - ES035638IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:RODINEI APARECIDO SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de RODINEI APARECIDO SILVA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5013573-16.2026.8.08.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente, decorrente de suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 147 e 217-A, ambos do Código Penal.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a segregação cautelar carece de motivação concreta apta a demonstrar a necessidade da prisão, evidenciando ausência de fundamentação idônea.
Discorre que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema previstos no art. 312 do CPP.
Defende que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal, à vista das condições pessoais favoráveis do paciente - residência fixa, trabalho lícito, família estruturada e genitora idosa - e da circunstância de que as supostas vítimas residem em outro Estado.
Afirma que houve inovação argumentativa no indeferimento da liminar na origem, ao se agregar novo fundamento relativo ao uso de arma branca para robustecer a decisão insuficiente de primeiro grau.
Argumenta que não há suporte fático probatório robusto, pois não existem testemunhas oculares independentes e prevalecem relatos indiretos de terceiros envolvidos na dinâmica dos fatos.
Aduz que a faca teria sido exibida somente após o paciente ser confrontado e agredido por familiares e populares, o que afasta a conclusão de periculosidade concreta apta a sustentar a prisão.