Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
HC 1110033/SP (2026/0263645-2)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:R V DE F M
DECISÃO
Cuida-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de R V DE F M contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO proferido no julgamento do Conflito de Jurisdição n. 0002297-72.2026.8.26.0000.
Extrai-se dos autos que foi instaurado o Inquérito Policial n. 1501651-82.2025.8.26.0562 para apurar a prática do crime capitulado no art. 136, caput, do CP, (maus-tratos) supostamente praticado pelo paciente contra seu filho D M DE F M, com 11 anos de idade, à ocasião dos fatos. Sobreveio conflito de jurisdição entre o Juízo da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e o Juízo da Vara Regional de Garantias (fl. 115). O acórdão impugnado fixou um terceiro juízo para processamento do feito, ficando assim ementado:
"Ementa: CONFLITO DE JURISDIÇÃO. CRIME CONTRA CRIANÇA DO SEXO MASCULINO. COMPETÊNCIA DO TERCEIRO JUÍZO.
I. CASO EM EXAME.
1. Conflito de jurisdição suscitado pelo MM. Juiz da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e o MM. Juiz da Vara Regional das Garantias da 7ª Região Administrativa Judiciária, ambos do Foro de Santos, nos autos do Inquérito Policial para apuração de crime de maus tratos supostamente praticado contra o filho, com 11 anos à época dos fatos.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO.
2. A questão em discussão consiste em determinar o juízo competente para processar e julgar o feito, considerando a inaplicabilidade da Lei 11.340/06 à vítima criança, do gênero masculino e a ausência de vara especializada na comarca.
III. RAZÕES DE DECIDIR.
3. A Resolução TJSP nº 939/2024 exclui da competência do Juízo das Garantias os casos regidos pelas Leis 11.340/06 e 14.344/22.
4. O da não amplia a competência das Varas de Violência Doméstica, mas recomenda que casos de violência contra crianças e adolescentes sejam preferencialmente processados nessas varas.
