Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. GUSTAVO MASCARENHAS LACERDA PEDRINA (IMPETRANTE)
- Advogados
- GUSTAVO MASCARENHAS LACERDA PEDRINA (OAB 363188/SP), VINICIUS GOMES DE VASCONCELLOS (OAB 72869/DF), GUILHERME CARNEIRO PASSOS (OAB 74300/DF), CLARA GABRIELA MASCARENHAS LACERDA PEDRINA (OAB 75327/DF), CAIO ANDRE FACCO SALLES (OAB 77394/DF), ARY MATHEUS VIEIRA DE MELO (OAB 82150/DF), MARIA EDUARDA AZAMBUJA AMARAL (OAB 83987/DF)
HC 1110690/SP (2026/0267709-3)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:GUSTAVO MASCARENHAS LACERDA PEDRINAADVOGADOS:GUSTAVO MASCARENHAS LACERDA PEDRINA - SP363188CLARA GABRIELA MASCARENHAS LACERDA PEDRINA - DF075327CAIO ANDRE FACCO SALLES - DF077394ARY MATHEUS VIEIRA DE MELO - DF082150MARIA EDUARDA AZAMBUJA AMARAL - DF083987VINICIUS GOMES DE VASCONCELLOS - DF072869GUILHERME CARNEIRO PASSOS - DF074300IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:VALDEMAR APARECIDO DE PAULA LIMA JUNIORINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de VALDEMAR APARECIDO DE PAULA LIMA JUNIOR, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, em razão do julgamento da apelação criminal n. 1500285-33.2021.8.26.0114.
Consta dos autos que o paciente foi definitivamente condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo à pena de 20 (vinte) anos de reclusão, por infração ao art. 217-A, caput, c/c o art. 226, II, na forma do art. 71, caput, todos do Código Penal (fls. 12-21).
Operado o trânsito em julgado em 28/05/2026 (fl. 515), a defesa impetrou o presente habeas corpus objetivando a concessão da ordem para: (i) absolver o paciente, por ausência de comprovação de sua imputabilidade; e (ii) subsidiariamente, reduzir para 1/6 ou 1/4 a fração de aumento decorrente da continuidade delitiva.
As informações foram prestadas (fls. 508-511 e 514-546).
O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento (fls. 548-552).
É o relatório. DECIDO.
A controvérsia presente nos autos refere-se a uma possível ilegalidade flagrante, caracterizada no afastamento da inimputabilidade do paciente à época dos fatos, sem prova concreta da continuidade dos atos após a maioridade, e na aplicação da fração máxima de 2/3 pela continuidade delitiva, sem individualização do número de infrações nem fundamentação concreta.
