Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 1. ARTUR DOS SANTOS CARVALHO (IMPETRANTE)
- Advogado
- ARTUR DOS SANTOS CARVALHO (OAB 21804/MT)
HC 1111520/MT (2026/0273197-6)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:ARTUR DOS SANTOS CARVALHOADVOGADO:ARTUR DOS SANTOS CARVALHO - MT021804OIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSOPACIENTE:REGINALDO FIRMINO FEITOSAINTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de REGINALDO FIRMINO FEITOSA em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (fl. 21).
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 8 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado como incurso nas sanções do art. 213 do Código Penal (fl. 22).
O impetrante sustenta que há flagrante ilegalidade na dosimetria, pois a pena-base foi elevada com fundamento em circunstâncias inerentes ao tipo penal e sem proporcionalidade, com violação dos arts. 59 e 68 do Código Penal (fls. 7-10).
Alega que a exasperação apoiou-se na pluralidade de atos sexuais e no não uso de preservativo, o que configuraria bis in idem e ausência de consequência concreta que legitime o aumento (fls. 7-9).
Aduz que o acréscimo de 1 ano na pena-base corresponde a 1/4 do intervalo legal sem justificativa idônea, propondo, subsidiariamente, a adoção da fração de 1/8 como parâmetro proporcional (fls. 9-10).
Assevera que a agravante do art. 61, II, c, do Código Penal foi aplicada com base em fato novo - engodo prévio por falsa promessa de destino - não narrado na denúncia, com violação do princípio da correlação (fls. 3-5; 10-12).
Afirma que a situação configura mutatio libelli sem aditamento, em afronta aos arts. 383 e 384 do Código de Processo Penal, impondo nulidade da agravante reconhecida na sentença (fls. 11-15).
Defende que houve decisão-surpresa e ofensa ao sistema acusatório, vedado pelo art. 3º-A do Código de Processo Penal, bem como violação do contraditório e da ampla defesa (fls. 15-17).
