Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOAS (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOAS
HC 1112004/AL (2026/0276080-6)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASPACIENTE:S P DA SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOAS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de S P DA S, apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, que, nos autos do Agravo de Instrumento n. 0804230-16.2026.8.02.0000, negou provimento ao recurso e manteve a negativa de progressão da medida socioeducativa de internação para semiliberdade. Eis a ementa do acórdão:
DIREITO PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ECA. PROGRESSÃO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
I. CASO EM EXAME 1. Agravo de Instrumento insurgindo-se contra decisão interlocutória que negou o pedido de progressão de medida socioeducativa de internação para a de semiliberdade.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. HÁ duas questões em discussão: (i) definir se o relatório da equipe multidisciplinar favorável à progressão da medida socioeducativa impõe a substituição da internação pela semiliberdade; e (ii) estabelecer se as circunstâncias do caso concreto justificam a manutenção da medida de internação para fortalecimento do processo socioeducativo e da reinserção social do adolescente.
III. RAZÕES DE DECIDIR 3. O sistema recursal do Código de Processo Civil aplica-se aos procedimentos da Justiça da Infância e da Juventude, sendo cabível agravo de instrumento contra decisão que indefere progressão de medida socioeducativa.
4. A gratuidade de justiça é assegurada nos processos da infância e juventude, inclusive em grau recursal, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente e da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
5. O parecer da equipe multidisciplinar possui caráter opinativo e não vincula o magistrado, que deve decidir motivadamente a partir da análise conjunta dos elementos constantes dos autos.
6. O relatório técnico evidencia evolução comportamental, amadurecimento e adequada conduta do adolescente, mas também revela a necessidade de continuidade do acompanhamento socioeducativo para consolidação dos avanços alcançados.
