Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. MAURA DA SILVA LEITZKE (IMPETRANTE)
- Advogados
- MAURA DA SILVA LEITZKE (OAB 66833/RS), BRUNA LEMES DA SILVA (OAB 114948/RS)
HC 1112173/RS (2026/0277086-4)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:MAURA DA SILVA LEITZKEADVOGADOS:MAURA DA SILVA LEITZKE - RS066833BRUNA LEMES DA SILVA - RS114948IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:L G DA S FINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de L G DA S F, no qual se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5220517-39.2026.8.21.7000/RS.
Consta dos autos que foi julgada procedente a representação pela prática de ato infracional análogo ao crime previsto no art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro, tendo sido imposta ao paciente, em sede de apelação, a medida socioeducativa de semiliberdade.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a execução imposta desconsideraria a sistemática da Lei n. 12.594/2012 (SINASE), violando os princípios da individualização e da proporcionalidade, ao tratar o recolhimento noturno como núcleo absoluto da semiliberdade, sem compatibilização com estudo e trabalho do paciente.
Alega que houve esvaziamento do Plano Individual de Atendimento (PIA) e usurpação da competência técnica da equipe interdisciplinar, porque o juízo rejeitou o plano elaborado e determinou sua reformulação para se adequar à convicção judicial, contrariando os arts. 52 a 59 do SINASE.
Argumenta que o acórdão confundiu individualização da execução com progressão ou substituição de medida, ao exigir requisitos do art. 42 do SINASE para simples ajuste de horários e forma de cumprimento, criando limitação inexistente e gerando constrangimento ilegal.
Defende que a interpretação conferida pela decisão ao art. 120 do ECA é restritiva e não harmoniza o recolhimento noturno com as obrigações de escolarização e profissionalização previstas no § 1º, tratando fatores de proteção como obstáculos à execução.
