Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. FERNANDO HENRIQUE MODESTO DE ANDRADE (IMPETRANTE)
- Advogado
- FERNANDO HENRIQUE MODESTO DE ANDRADE (OAB 247320/SP)
HC 1022025/RS (2025/0277383-0)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:FERNANDO HENRIQUE MODESTO DE ANDRADEADVOGADO:FERNANDO HENRIQUE MODESTO DE ANDRADE - SP247320IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:LUCIANO CARDOSO REMDECORRÉU:FERNANDO SILVA DA MATACORRÉU:RENATO WAGNER PAVOSKIINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de LUCIANO CARDOSO REMDE contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL que manteve a prisão preventiva do paciente, decretada pela suposta prática do crime de tráfico de drogas (art. 33 da Lei n. 11.343/2006).
Segundo consta dos autos, o paciente foi preso em flagrante em 21/4/2025, juntamente com outros corréus, quando realizavam o serviço de "batedor" para um caminhão que transportava 1.386,55 kg de maconha (fls. 299). A denúncia foi recebida em 1º/7/2025, tendo sido realizada audiência de instrução em 18/8/2025, ocasião em que foi indeferido o pedido de revogação da prisão preventiva (fls. 299).
A defesa sustenta, em síntese: (i) ausência de indícios concretos de autoria, uma vez que o paciente foi preso a mais de 40 km do local onde estava a droga, sem provas que o vinculem ao caminhão ou às substâncias apreendidas (fls. 4-5); (ii) condições pessoais favoráveis, sendo o paciente primário, com bons antecedentes e pai de filha menor (fls. 7-8); (iii) impacto econômico e emocional da prisão em sua família (fls. 12-13).
A liminar foi indeferida às fls. 263-264.
As informações foram prestadas às fls. 299-301.
O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento da impetração e pela denegação da ordem de ofício (fls. 304-308).
É o relatório. DECIDO.
A Terceira Seção desta Corte firmou entendimento de que não cabe habeas corpus em substituição ao recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. Precedentes.
