Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
HC 1022088/RJ (2025/0277485-1)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:YURI SILVA LINOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de YURI SILVA LINO contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (1ª Câmara Criminal, Relatora Desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat), assim ementado:
"EMENTA. DIREITO PENAL. PROCESSO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. TRIBUNAL DO JÚRI. SOBERANIA DO VERDICTOS. CONDENAÇÃO MANTIDA. DOSIMETRIA SEM REPAROS. DESPROVIMENTO DO RECURSO. Art. 121, II, III, IV, do Código Penal. Inocorrência de decisão contraria à prova dos autos. Não é qualquer dissonância entre o veredicto e os elementos de convicção colhidos na instrução que autorizam a cassação do julgado, mas só a decisão que nenhum arrimo encontra na prova dos autos justifica a invalidação. Princípio da Soberania dos Veredictos do Tribunal do Júri. Prova oral traz o juízo de certeza que o Réu, com ânimo de matar, por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima, resultando em perigo comum, desferiu disparos de arma de fogo e ceifou a vida da vítima. O Júri acolheu a ministerial reconheceu a materialidade e a autoria do crime. Não há discordância entre o julgamento e a prova dos autos, mas, ao revés, conforme a esta mesma prova, não há justificativa para a anulação. Dosimetria não merece ajustes. Regime prisional mantido. Prequestionamento almejado que não se conhece Recurso desprovido."
A defesa requer a concessão da ordem para "declarar a nulidade do processo desde a decisão de pronúncia, eis que alicerçada tão somente em testemunhos indiretos, com a consequente despronúncia do Paciente" (e-STJ fls. 2-17).
Não houve pedido liminar (e-STJ fl. 121).
As informações foram prestadas (e-STJ fls. 129-137).
O Ministério Público Federal opinou "pelo não conhecimento do writ e, se conhecido, pela denegação da ordem" (e-STJ fls. 140-142).
