Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
- Classe
- CONFLITO DE COMPETÊNCIA
- Destinatários
- 2. JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA EMPRESARIAL DE SALVADOR - BA (SUSCITADO), 1. JUÍZO DE DIREITO DA 6A VARA CÍVEL DE ARACAJU - SE (SUSCITANTE)
- Advogados
- AMANDA CAMPOS ARAUJO PAES LEME (OAB 612/SE), RAIMUNDO VIANA SANTOS FILHO (OAB 15398/BA), SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
CC 215060/SE (2025/0277856-3)RELATOR:MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHASUSCITANTE:JUÍZO DE DIREITO DA 6A VARA CÍVEL DE ARACAJU - SESUSCITADO:JUÍZO DE DIREITO DA 1A VARA EMPRESARIAL DE SALVADOR - BAINTERESSADO:INDUSTRIA BAIANA DE COLCHOES E ESPUMAS LTDAADVOGADO:RAIMUNDO VIANA SANTOS FILHO - BA015398INTERESSADO:BMJ COMERCIO VAREJISTA DE COLCHOES LTDAINTERESSADO:BMJ II COMERCIO VAREJISTA DE COLCHOES LTDAINTERESSADO:BMJ III COMERCIO VAREJISTA DE COLCHOES LTDAADVOGADO:AMANDA CAMPOS ARAUJO PAES LEME - SE000612BINTERESSADO:FERNANDA CRISTINA DE BRITTOINTERESSADO:WENDELL BRITO DE OLIVEIRAINTERESSADO:PAULO DYLSON COSTA CARVALHOADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000M
DECISÃO
Trata-se de conflito negativo de competência suscitado pelo Juízo de Direito da 6ª Vara Cível de Aracaju/SE em face do Juízo de Direito da 1ª Vara Empresarial de Salvador/BA, com a finalidade de definir qual dos dois deve processar e julgar Ação de Cobrança cumulada com pedido de tutela provisória de reintegração de bens consignados e sublocados, ajuizada pela Indústria Baiana de Colchões e Espumas Ltda. (Ortobom) contra as empresas BMJ Comércio Varejista de Colchões Ltda., BMJ II Comércio Varejista de Colchões Ltda., BMJ III Comércio Varejista de Colchões Ltda. e os fiadores Fernanda Cristina de Britto, Wendell Brito de Oliveira e Paulo Dylson Costa Carvalho.
A ação foi inicialmente distribuída perante a 1ª Vara Empresarial de Salvador/BA, em razão da existência de cláusula contratual de eleição de foro. O magistrado, entretanto, declinou de ofício da competência, sob o argumento de que, com a entrada em vigor da Lei n. 14.879/2024, o art. 63 do CPC passou a exigir pertinência do foro eleito com o domicílio das partes ou com o local da obrigação, além de autorizar a análise da incompetência relativa ex officio, de modo que o ajuizamento em foro aleatório configuraria prática abusiva.
Redistribuída a demanda, o Juízo da 6ª Vara Cível de Aracaju/SE suscitou o presente conflito negativo, ao fundamento de que a ação fora ajuizada em 8/6/2020, antes da vigência da Lei n. 14.879/2024, razão pela qual não se aplicaria a inovação legal, mas sim a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, que veda a declaração de incompetência relativa de ofício (Súmula n. 33 do STJ).
