Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (EMBARGADO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL (IMPETRADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL (EMBARGADO), 1. RAFAEL DA SILVA GONCALVES (EMBARGANTE)
- Advogado
- FELIPE VALLS GERMANO DA SILVA (OAB 132250/RS)
EDcl nos HC 932973/MS (2024/0281436-8)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOEMBARGANTE:RAFAEL DA SILVA GONCALVESADVOGADO:FELIPE VALLS GERMANO DA SILVA - RS132250EMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALEMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SULIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
DECISÃO
Trata-se de embargos de declaração opostos por RAFAEL DA SILVA GONÇALVES em face de decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, pois ele não foi suficientemente instruído, visto que não fora colacionada a cópia do inteiro teor da decisão que decretou a prisão preventiva (fls. 129/130).
Nas razões do presente recurso (fls. 134/139), a Defesa sustenta que a decisão monocrática incorreu em erro material e partiu de premissa equivocada ao deixar de conhecer do habeas corpus sob o fundamento da inexistência de decisão de conversão da prisão em flagrante em preventiva. Argumenta que a impetração foi dirigida contra o acórdão da 1ª Câmara Criminal do TJMS, devidamente juntado aos autos, o qual reproduziu e ratificou os fundamentos da segregação cautelar, tornando suficiente a prova pré-constituída para o exame do mérito. Aponta, como omissão relevante, a ausência de enfrentamento do parecer da Procuradoria-Geral da República, acostado aos autos e favorável à concessão da ordem de ofício, por reconhecer a primariedade do paciente, sua atuação subalterna, a inexistência de periculosidade concreta e a suficiência das medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP. Destaca, por fim, a falta de análise dos fundamentos centrais da impetração, o que compromete a completude da prestação jurisdicional.
Por fim, pugna pelo acolhimento dos embargos, para que sejam saneadas as supostas imperfeições apontadas neste inconformismo.
É o relatório. DECIDO.
Inicialmente, cumpre salientar que são cabíveis embargos declaratórios quando houver na decisão embargada qualquer contradição, omissão ou obscuridade a ser sanada. Podem também ser admitidos para a correção de eventual erro material, consoante entendimento preconizado pela doutrina e jurisprudência, sendo possível, excepcionalmente, a alteração ou modificação do decisum embargado.
