Sentença · Homologação
Decisão- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE DECISÕES ESTRANGEIRAS E RECURSOS PARA O STF
- Classe
- SENTENÇA ESTRANGEIRA
- Destinatários
- 1. C J F DE O (REQUERENTE), 2. R T S (REQUERIDO)
- Advogados
- DANIEL ANGELO LUIZ DA SILVA (OAB 54608/DF), CAIO DE SOUZA GALVÃO (OAB 41020/DF), DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, SOFIA GONCALVES DE SOUZA (OAB 79037/DF)
HDE 12552/EX (2025/0288168-4)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJREQUERENTE:C J F DE OOUTRO NOME:C J SADVOGADOS:CAIO DE SOUZA GALVÃO - DF041020DANIEL ANGELO LUIZ DA SILVA - DF054608SOFIA GONCALVES DE SOUZA - DF079037REQUERIDO:R T SADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO - CURADOR ESPECIAL
DECISÃO
Cuida-se de Ação de Homologação de Decisão Estrangeira ajuizada por C. J. F. DE O. (ou C. J. S.), em que é parte requerida R. T. S., tendo por objeto sentença de divórcio oriunda da Justiça Alemã.
A parte requerida foi citada por edital e não apresentou contestação no prazo legal (fl. 72). A Defensoria Pública da União, na qualidade de curadora especial, não se opôs ao pleito homologatório (fl. 78).
O Ministério Público Federal manifestou-se de forma favorável à homologação (fls. 81-85).
É o relatório.
Decido.
Para ser homologada no Brasil, a sentença estrangeira deve reunir os seguintes requisitos: a) ter sido proferida por autoridade competente; b) ter sido precedida de citação regular, ainda que verificada a revelia; c) ser eficaz no país em que foi proferida; d) não ofender a coisa julgada brasileira; e) não conter manifesta ofensa à soberania nacional, à ordem pública, à dignidade da pessoa humana nem aos bons costumes (arts. 963 do CPC, 17 da LINDB e 216-C a 216-F do RISTJ); e f) estar acompanhada de tradução oficial e de chancela consular ou apostila, salvo disposição que as dispense prevista em tratado.
No caso dos autos, foi juntada a sentença estrangeira de divórcio (fls. 16-21), acompanhada de apostila (fl. 21, tradução fl. 24), de tradução oficial (fls. 22-24) e de comprovação de sua eficácia (fls. 26-29, tradução fls. 30-31).
A hipótese dos autos, vale destacar, é de divórcio consensual qualificado (art. 464, § 3º, do Provimento n. 149/2023 da Corregedoria Nacional de Justiça), por envolver não apenas a dissolução do casamento, mas também disposições sobre responsabilidades parentais e partilha de bens, "o que determina o reconhecimento do interesse processual da parte requerente em buscar a homologação da sentença alienígena junto a esta Corte Superior" (SEC n. 11.643/EX, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Corte Especial, julgado em 20.6.2018, DJe de 27.6.2018).
