Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ (IMPETRADO), 1. DEBORA DAYSE CASTRO DE SOUSA FEITOSA (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEBORA DAYSE CASTRO DE SOUSA (OAB 20219/PA)
HC 1023991/PA (2025/0290276-8)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:DEBORA DAYSE CASTRO DE SOUSA FEITOSAADVOGADO:DEBORA DAYSE CASTRO DE SOUSA - PA020219IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁPACIENTE:LUCIO FLAVIO MATA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido liminar impetrado em favor de LUCIO FLAVIO MATA SILVA apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ (Habeas Corpus n. 0811831-74.2025.8.14.0000).
Depreende-se dos autos que o paciente encontra-se preso preventivamente e foi denunciado pela suposta prática dos delitos de feminicídio qualificado, estupro de vulnerável, furto, ocultação de cadáver, corrupção de menor e fraude processual.
Impetrado prévio habeas corpus na origem, o Tribunal local denegou a ordem (e-STJ fls. 69/81).
Daí o presente habeas corpus, no qual sustenta a defesa nulidade da decisão que ratificou o recebeu a denúncia, por ausência de fundamentação.
Aduz, nesse sentido, que o Juízo de primeiro grau não examinou as teses suscitadas na resposta à acusação.
Diante dessas considerações, requer, inclusive liminarmente, a concessão da ordem para "[d]eclarar a nulidade da decisão que recebeu a denúncia sem análise das preliminares; [d]eterminar o retorno dos autos à fase da resposta à acusação, com apreciação das teses defensivas e do pedido de revogação da prisão" (e-STJ fl. 7).
É o relatório.
Decido.
O remédio constitucional não merece prosperar.
Não obstante ser concisa a decisão que ratificou o recebimento da denúncia, parece-me desarrazoado declarar a sua nulidade, porquanto efetivamente cumpridos os objetivos do art. 396 do Código de Processo Penal – análise acerca da presença dos elementos de informação suficientes a autorizar a persecução penal, tendo sido consignado, "no que tange à possibilidade de absolvição sumária, que a defesa não apresentou provas contundentes e aptas a afastar, por si só, a pretensão acusatória, nessa esfera de cognição sumária, a evidenciar a necessidade da instrução processual para o deslinde do presente caso" (e-STJ fl. 40).
