Processo judicial
Superior Tribunal de Justiça
Possivelmente o mesmo caso em outras instâncias, com partes em comum.
2026
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HC 1114782/RJ (2026/0296018-7)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:REINALDO MAXIMO DE OLIVEIRAADVOGADO:REINALDO MAXIMO DE OLIVEIRA - RJ134652IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:ALEXANDER DE OLIVEIRACORRÉU:CLERISTON DA SILVA DA COSTACORRÉU:IGOR PINHEIRO NUNESCORRÉU:FABRICIO COELHO DE OLIVEIRACORRÉU:JHONATAS PALMER SILVA BEZERRACORRÉU:ELIOMAR DA SILVA MELOCORRÉU:DOUGLAS PEREIRA FERNANDESCORRÉU:HENRIQUE SANTANA PEREIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de ALEXANDER DE OLIVEIRA, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Consta dos autos a prisão em flagrante do paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente de suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 155, § 3º, 180, § 1º, 288, caput, e 311, caput, do Código Penal, termos em que denunciado.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto o acréscimo de fundamentação pelo Tribunal de origem não se presta a suprir a ausente motivação da decisão que decretou a segregação cautelar, conforme a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
Aduz que a segregação processual do paciente encontra-se desprovida de fundamentação idônea, pois amparada na mera gravidade abstrata do delito, e que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP.
Defende que foi desconsiderado o disposto no art. 282, § 6º, do CPP, tendo em vista que deixaram de ser explicitados os motivos que levaram à não aplicação das medidas cautelares alternativas à prisão, as quais se revelam adequadas e suficientes para o caso concreto.
Requer, assim, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
É o relatório.
Decido.
Em cognição sumária, não se verifica a ocorrência de manifesta ilegalidade ou urgência a justificar o deferimento do pleito liminar.
À primeira vista, o acórdão impugnado não se revela teratológico, o que de todo modo poderá ser mais bem avaliado por ocasião do julgamento definitivo do writ.
Ante o exposto, indefiro o pedido de liminar.
Solicitem-se informações ao Juízo de primeiro grau, as quais deverão ser prestadas, preferencialmente, por malote digital e com senha de acesso para consulta aos autos.
Remeta-se o processo ao Ministério Público Federal para parecer.
Publique-se.
Intimem-se.
Presidente
HERMAN BENJAMIN
HC 1114782/RJ (2026/0296018-7)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:REINALDO MAXIMO DE OLIVEIRAADVOGADO:REINALDO MAXIMO DE OLIVEIRA - RJ134652IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:ALEXANDER DE OLIVEIRACORRÉU:CLERISTON DA SILVA DA COSTACORRÉU:IGOR PINHEIRO NUNESCORRÉU:FABRICIO COELHO DE OLIVEIRACORRÉU:JHONATAS PALMER SILVA BEZERRACORRÉU:ELIOMAR DA SILVA MELOCORRÉU:DOUGLAS PEREIRA FERNANDESCORRÉU:HENRIQUE SANTANA PEREIRAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIROProcesso distribuído pelo sistema automático em 17/07/2026.